Deus dá liberdade aos Seus filho

Na liberdade que temos, damos o exemplo e não seguimos as más inclinações deste mundo

“Jesus perguntou: ‘Simão, que te parece: Os reis da terra cobram impostos ou taxas de quem: dos filhos ou dos estranhos? Pedro respondeu: ‘Dos estranhos!’ Então Jesus disse: ‘Logo os filhos são livres’” (Mateus 17, 25-26).

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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Aviões não tripulados ajudarão na segurança do Rio.

WILSON TOSTA - Agência Estado

Quatro Veículos Aéreos Não-Tripulados (Vants) - pequenos aviões com câmeras e sem piloto, guiados remotamente - serão incorporados à PM e à Defesa Civil do Rio em novembro, mas poderão ter sua ação limitada por restrições da Aeronáutica. Montados no Brasil a partir de aeromodelos comprados em lojas especializadas e recheados pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) com tecnologia moderna, três deles se destinam ao Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM e um à Defesa Civil.

Desde 2011, porém, a Resolução AIC-N 21/10 do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) veda, entre outros pontos, que sobrevoem áreas habitadas, o que reduzirá seu uso. "Construímos demonstradores de tecnologia", resume o gerente do projeto, o major do Exército e professor do IME Jacy Montenegro Magalhães Neto. Cauteloso, ele afirma que Vants "não vão resolver problemas de segurança pública do Rio", mas destaca as vantagens da tecnologia.

Os Vants do Rio começaram a nascer há dois anos, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), órgão de fomento à ciência. Por edital, o IME obteve R$ 180 mil para o projeto. Montenegro já pesquisava o assunto desde 1999 e viu ali uma chance. "Chamamos os alunos e surgiram soluções lindas, tudo comprado no Brasil ou feito na bancada." Várias turmas participaram do projeto, agora em fase final de testes, antes da entrega gratuita dos aparelhos.

Aviõezinhos do Bope estão pintados de preto e ganharam escudo da caveira atravessada por punhal, sobre garruchas cruzadas. São aeromodelos de fibra de vidro com 3m de envergadura (de uma ponta à outra da asa) e 2,60m de comprimento, movidos a bateria. "A eletrônica é nossa", diz Montenegro. Cada aparelho tem duas câmeras: uma para o piloto - que usa óculos especiais que projetam o que veria na "cabine" - e outra para filmar o solo, com zoom de dez vezes, alta definição e imagens coloridas, que são gravadas. Cada voo é acompanhado por uma segunda pessoa.

"Nossos Vants estão preparados para voar até uma hora e podem ir a 100 km/h", diz o major, lembrando que "macetes" podem prolongar o voo. É possível, por exemplo, desligar o motor em parte da viagem e fazer o aparelho planar, economizando energia. Também foi preparado, com dinheiro da Faperj, um quinto aparelho, que ficará para pesquisas no IME.

Restrições

Em cumprimento à regulamentação do Decea, os Vants têm sido testados até agora em espaços aéreos segregados (sem outras aeronaves) - a Restinga da Marambaia, o Campo de Gericinó e o Centro Tecnológico do Exército, em Guaratiba, todos na zona oeste do Rio. Eles chegaram a entrar em ação no início de 2011, quando uma tromba d?água devastou a região serrana, mas sob supervisão direta da Aeronáutica.

Além de proibir voos de Vants sobre "cidades, povoados, lugares habitados ou grupo de pessoas ao ar livre" e impor a segregação de espaço aéreo, o Decea faz outras exigências. Entre elas, que a operação dos aparelhos não aumente o risco para "pessoas e propriedades (no ar e no solo)", que garanta o mesmo padrão de segurança de aeronaves tripuladas e, quando for usado aeródromo compartilhado (com aviões regulares), as operações das demais aeronaves parem durante decolagem e pouso dos Vants. Tudo isso inviabilizará o uso dos aparelhos no apoio a operações policiais em comunidades dominadas por traficantes, por exemplo. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Fonte: Estadão.com.

terça-feira, 6 de março de 2012

Primeira comandante de UPP, major Priscilla ganha prêmio de governo dos EUA pela coragem.

Premiação terá secretária de Estado, Hillary Clinton, e mulheres prêmio Nobel

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Major Priscilla, na comunidade Santa Marta, que ganhou prêmio pela sua coragem

A major Priscilla Azevedo, da Polícia Militar do Rio de Janeiro, é uma das dez vencedoras do Prêmio Internacional Mulheres de Coragem 2012, oferecido pelo governo americano, que vai ser entregue pela secretária de Estado, Hillary Clinton, em Washington, capital dos Estados Unidos, nesta quinta-feira (8), Dia Internacional das Mulheres. Priscilla foi a primeira comandante de UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), modelo de polícia comunitária lançado pelo governo do Estado do Rio para tirar das favelas traficantes armados e garantir os direitos da população. A primeira unidade foi lançada em 2009 no morro Santa Marta, em Botafogo, zona sul do Rio.

A premiação terá como convidada especial a primeira-dama Michelle Obama, a embaixadora-geral para Assuntos Globais da Mulher do Governo dos EUA, Melanne Verveer, e outros dignitários americanos e estrangeiros. Entre as convidadas também estarão Leymah Gbowee e Tawakkol Karman, ganhadoras do Prêmio Nobel da Paz de 2011. O evento será realizado a partir das 13h no horário de Brasília (11h, hora local) no Auditório Dean Acheson do Departamento de Estado dos EUA.

O Prêmio Internacional Mulheres de Coragem, concedido pelo Departamento de Estado, reconhece anualmente mulheres do mundo todo que demonstraram liderança e coragem excepcional na defesa dos direitos das mulheres, muitas vezes com grande risco pessoal. Desde o lançamento deste prêmio em 2007, o Departamento de Estado homenageou 46 mulheres de 34 países.

Após a cerimônia de premiação, as Mulheres de Coragem viajarão para dez cidades americanas para atividades do Programa de Visitas de Líderes Internacionais.

Fonte: R7.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Decreto oficializa controle de bens de policiais e bombeiros.

Medida, anunciada por Beltrame há 5 anos, atinge até filhos de servidores

RIO - Um decreto publicado na terlça-feira pelo governador Sérgio Cabral no Diário Oficial enfim abre caminho para o estado apertar a fiscalização da evolução patrimonial de bombeiros e policiais civis e militares. Pelo texto, a posse e o exercício de cargos nas corporações ficam condicionados à declaração de bens não só do servidor, como de seu cônjuge ou companheiro, filhos "ou outras pessoas que vivam sob a sua dependência econômica". A medida oficializa uma intenção anunciada em janeiro de 2007, quando o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, assumiu o cargo.

Fiscalização até mesmo durante as férias

Um ponto que chama a atenção é o artigo nono do decreto. Ele estabelece que os comandantes de bombeiros e de PMs e os dirigentes da Polícia Civil terão que fiscalizar e identificar subordinados que exibam sinais de riqueza incompatíveis com seus rendimentos inclusive "nos momentos de folga, férias ou licenças". Os chefes terão de informar qualquer problema às corregedorias para que seja instalada uma sindicância.

A nova regra estabelece ainda que a declaração de bens seja apresentada anualmente ao estado, num prazo de 15 dias após a data limite de entrega do Imposto de Renda. Este ano, o limite estabelecido pela União é 30 de abril. Quem se recusar a fazer a entrega ou fornecer dados falsos ficará sujeito a processo administrativo, que pode resultar em demissão.

A intenção de fiscalizar os bens dos policiais foi anunciada por Beltrame pela primeira vez em 13 de janeiro de 2007. Na época, ele próprio apresentou seu patrimônio: uma casa financiada e um carro. O tempo passou e, no fim do ano passado, o secretário voltou a falar no tema, que era analisado pela Procuradoria Geral do Estado.

Sobre a demora na publicação, a assessoria de imprensa do governador Sérgio Cabral informou que "a medida é mais uma etapa de toda uma reestruturação da área de segurança pública, iniciada no primeiro mandato, em 2007, e que tem hoje uma gestão profissional e eficiente". Ainda segundo a nota, "o decreto vem depois de estudos e embasamento jurídico para dar ainda mais transparência a essa área prioritária".

A medida publicada no Diário Oficial é mais uma do estado para combater os maus policiais. Anteontem, Beltrame anunciou a criação de uma força-tarefa com outros órgãos para combater o jogo do bicho e policiais cúmplices da máfia. Um canal de denúncias será criado pelo Ministério Público Federal só para informações sobre desvios de conduta de policiais até meados deste ano. Por enquanto, as pessoas podem denunciar, de forma anônima, pelo site www.prrj.mpf.gov.br, ou indo até a sede do MPF no Rio, na Rua Nilo Peçanha 31, no Centro.

Fonte: O Globo. Online.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Veja como favelas se transformaram em fortalezas do crime no Rio.

Política de pacificação chega às comunidades depois de décadas de domínio do tráfico.

A política de pacificação das comunidades chega ao Rio de Janeiro depois de décadas de territórios dominados por homens armados e de tentativas fracassadas de combate ao tráfico.

O tempo em que bandidos dentro de comunidade eram considerados apenas maus elementos vai longe. Em 1977, quando um locutor anunciava uma ação social na favela, a situação já tinha começado a mudar. E um dos motivos foi a chegada da cocaína. Antes cara, consumida só pelas elites, a partir da década de 1980, a droga fica mais barata e atrai o interesse dos criminosos.

“Os assaltantes do Rio de Janeiro descobriram um meio de ganhar mais dinheiro sem se arriscar tanto, porque era um comércio. Eles podiam ficar vendendo essas coisas em alguns locais, inclusive onde eles moravam”, diz a socióloga Alba Zaluar.

O problema é que muitos bandidos tiveram a mesma ideia. E, para proteger o novo negócio, começaram a se armar.

“Esse tráfico de cocaína sempre foi armado, porque a cocaína era muito valiosa”, explica Alba Zaluar.

A venda de cocaína trouxe tanto lucro que aumentou a rivalidade entre as quadrilhas e a preocupação em cada vez mais ter o domínio absoluto sobre seus territórios: as favelas.

“Isso levou a uma corrida armamentista entre quadrilhas e facções pelo controle de vários territórios de venda na cidade”, lembra o sociólogo Michel Misse.

As armas que hoje saem de esconderijos na Rocinha às dezenas foram introduzidas nos morros na década de 1980. A apreensão de apenas uma delas causava espanto.

Mas esse poder dos traficantes só foi possível com ajuda de quem justamente deveria combater o crime.

“Sem a corrupção policial, o mercado jamais teria alcançado a abrangência e o fortalecimento que alcançou”, avalia Michel Misse.

“Interessava a setores corruptos da polícia do Rio de Janeiro, a muitos policiais, que as operações em favelas fossem mantidas. Nestas operações, os policiais conseguiam roubar armas e vender para facções rivais, conseguiam roubar cocaína e maconha e também conseguiam sequestrar traficantes e negociar sua liberdade”, conta o ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel.

Especialistas também apontam uma certa leniência de governos passados, em um período em que a polícia era orientada a não subir morros.

“Havia a perspectiva de que pobres, negros e favelados eram sempre os criminalizados. Portanto, eles deveriam ser, em primeiro lugar, defendidos contra uma possível repressão que seria um atentado aos direitos humanos. Essa política acabou facilitando a transformação das favelas em um santuário, o que foi péssimo para os moradores”, comenta Alba Zaluar.

A resposta a isso foi outro equívoco: operações que prendiam ou matavam traficantes. Mas bastava a polícia deixar o local para que outro grupo tomasse o poder.

“O Rio de Janeiro já teve tentativas de retomada de território de traficantes. No entanto, tudo permanecia como antes após a saída da polícia”, diz Rodrigo Pimentel.

O combate aos traficantes em permanentes confrontos armados ainda é realidade em muitos morros cariocas. Mas, com a criação das Unidades de Polícia Pacificadora, a diferença é que as Forças de Segurança estão preparadas para entrar nas comunidades e não sair mais. A UPP, formada por policiais treinados para trabalhar em favelas com respeito aos moradores, é a estratégia para impedir que o território volte às mãos dos criminosos.

“O que pode desaparecer é esse controle armado do território e a possibilidade, portanto, de o estado pela primeira vez ter a oportunidade de agregar as comunidades aos bairros e à cidade. Neste momento, as operações estão sendo muito bem sucedidas e, se todo o processo der continuidade, teremos um momento virtuoso que poderá, em um prazo médio e longo, não curto, romper com esta história de 30 anos”, avalia Michel Misse.

Fonte: G1/Jornal Nacional.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Polícia mata o braço-direito de Fernandinho Beira-Mar.

Marcelinho Niterói era apontado como o principal fornecedor de drogas do Rio de Janeiro

Leslie Leitão

O traficante Marcelo da Silva Leandro, o Marcelinho Niterói

O traficante Marcelinho Niterói (de preto), em foto festiva e recente: braço direito de Beira-Mar (Reprodução)

Numa operação conjunta das polícias Federal, Civil e Militar, o traficante Marcelo da Silva Leandro, o Marcelinho Niterói, braço-direito de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi morto na noite desta terça-feira numa troca de tiros na Favela Parque União, no Complexo da Maré. O bandido era apontado pela secretaria de Segurança Pública como o principal fornecedor de drogas do Rio de Janeiro, em especial para as comunidades dominadas pela facção Comando Vermelho.

A Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF, que vinha monitorando os passos do criminoso havia mais de três anos, montou a ação às pressas e contou apenas com o apoio de homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Saer (Serviço Aeropolicial). Marcelinho, que estava numa das ruas da favela com uma mochila nas costas e uma metralhadora nas mãos, tentou reagir quando percebeu a aproximação do helicóptero blindado. Ele acabou baleado. Outros dois homens, não identificados, foram mortos no confronto.

A prisão de Marcelinho Niterói é um golpe na estrutura do tráfico do Rio de Janeiro. Na estrutura criminosa montada por Beira-Mar, que foi preso em 2001 e está desde fevereiro no presídio de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte, Niterói era o responsável pela negociação com os fornecedores de cocaína, principalmente do Paraguai.

LEIA REPORTAGEM EM VEJA: Preso e ainda no comando: dez a zero para Beira-Mar

Fonte: Veja.

Registro de acidente de trânsito no Rio poderá ser feito por policiais.

Medida só vale para acidentes sem vítimas e começa dia 1º de dezembro.
Um dos objetivos é evitar retenções no tráfego.

Do RJTV

A partir do dia 1º de dezembro, os registros de acidentes de trânsito sem vítimas poderão ser feitos por qualquer autoridade policial que esteja nas ruas. Com a nova medida, será possível evitar retenções no tráfego.

“Visa evitar que o cidadão espere na via a chegada de uma viatura, libera as nossas viaturas também para o patrulhamento e atendimento de ocorrências emergenciais e especialmente dê maior fluidez ao trânsito. O cidadão pode se dirigir a qualquer posto da Polícia Militar, seja uma cabine, um trailer, o batalhão da área, ou mesmo se vir uma viatura pode solicitar que seja preenchido o boletim de registro de acidente de trânsito, que é o nosso BRAT”, explicou o relações públicas da PM, Frederico Caldas.

De acordo com o Código de Trânsito, a atual orientação no caso de uma batida sem vítimas é que o motorista retire o carro da via imediatamente, sob pena de ser multado em R$ 85. Caso haja vítimas, é necessário ligar para a Polícia Militar.

Fonte: G1.

Cruz e placar da violência no RJ são fixados na Praia de Copacabana.

Ato reúne amigos e parentes da engenheira Patrícia Amieiro.
Eles pedem que caso vá a júri popular.

Carolina Lauriano Do G1 RJ

Amigos e parentes de engenheira desaparecida protestam em Copacabana (Foto: Divulgação)Amigos e parentes de engenheira desaparecida protestam em Copacabana (Foto: Divulgação)

Um placar da violência no Rio, um grande recorte de uma lona simbolizando uma vítima morta e também a cruz preta em memória da  juíza Patrícia Acioli  - que foi entregue à família da engenheira Patrícia Amieiro Franco no domingo (30) - foram fixados nas areias da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, na manhã desta terça-feira (1º). A jovem está desaparecida desde junho de 2008.

“A gente quer que os policiais, em ambos os casos, vão a júri popular e sejam condenados. O caso da minha irmã tem que ser um exemplo de Justiça. O ato é um pedido de Justiça. Senão vai ser dado alvará pra todo mundo sair matando e escondendo os corpos”, disse Adryano Franco.

PMs respondem pelo crime

Familiares e amigos de Patrícia pedem que tanto a cruz quanto o placar permaneçam no local até o dia 4 de dezembro, quando uma homenagem será prestada a todas as vítimas de violência e impunidade no estado do Rio de Janeiro nos últimos anos. O placar mostra que de janeiro a junho deste ano o número de mortes violentas no estado passaria de 30 mil.

“Todo mundo vai ter um espaço para colocar faixa, protestar. Todo mundo sabe que foram policiais que mataram e esconderam o corpo da minha irmã. Mas a Justiça está muito lenta. Em um ano só fez uma audiência”, explicou.

Patrícia Amieiro Franco sumiu no dia 14 de junho de 2008. Policiais militares são suspeitos de terem disparado tiros contra o carro da jovem e, depois, de terem sumido com o corpo. O veículo foi encontrado com o vidro traseiro quebrado, o porta-malas aberto, o cinto de segurança afivelado e sem vestígios de sangue, na Barra da Tijuca.

Dois dos policiais militares acusados respondem por homicídio doloso qualificado e ocultação de cadáver. Os outros dois respondem apenas pelo segundo crime. Os acusados ficaram presos de junho a setembro de 2009. Um ano depois, em setembro de 2010, os quatro PMs acusados de participar do sumiço da engenheira prestaram depoimento por cerca de duas horas no Tribunal de Justiça. Eles voltaram a negar envolvimento no caso.

Cruz

A cruz preta foi colocada em agosto na Praia de Icaraí, no Rio, em memória da juíza morta no mesmo mês. A família da engenheira decidiu, em um gesto simbólico, passar a "carregar" a cruz, como expressão do seu desejo de que haja o mesmo empenho na investigação sobre o desaparecimento da engenheira, e também para os demais casos de homicídio sem esclarecimento no estado.

Morte da juíza

No dia 10 de outubro a Justiça decretou a prisão preventiva dos 11 PMs suspeitos na morte da juíza. Ela foi morta com 21 tiros na noite do dia 11 de agosto, quando chegava em casa, em Piratininga, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

Na denúncia do Ministério Público, foi pedido ainda que o tenente-coronel Claudio Luiz Silva de Oliveira, ex-comandante do 7º Batalhão da Polícia Militar (São Gonçalo), apontado como mandante do crime, e o tenente, acusado de executá-lo, sejam transferidos para um presídio federal, fora do Rio de Janeiro, em Regime Disciplinar Diferenciado, com restrição de comunicação e isolamento. O juiz, no entanto, decidiu mantê-los, provisoriamente, nos lugares.

O tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira é ex-comandante do 7º BPM (São Gonçalo) e do 22º BPM (Maré). Na  ocasião em que foi preso, ele afirmou ser inocente.

Fonte: G1.

domingo, 2 de outubro de 2011

Desafio da nova cúpula da PM do Rio é combater a corrupção policial.

01/10/2011 – 16:21

Carolina Gonçalves

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O combate à corrupção policial é o principal desafio da Polícia Militar do Rio de Janeiro, na opinião da antropóloga Jaqueline Muniz. Para a professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), especialista em segurança pública, a formação da nova cúpula da corporação, anunciada no primeiro dia de trabalho do novo comandante-geral da corporação, coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, sinaliza que a questão está sendo tratada como prioridade.

“Há uma atenção especial por parte do novo comando. Mas isso vai exigir esforços não só dentro da PM, mas na estrutura correcional da segurança publica como um todo”, ponderou a antropóloga. Segundo ela, além da indicação de um novo nome para assumir a Corregedoria da PM fluminense (coronel Waldir Soares), a corporação precisa investir nos mecanismos de controle interno e externo. “[Esses mecanismos] são a polícia da polícia. São o fiel da balança que fazem a certificação da qualidade e da confiabilidade do trabalho policial, separando o joio do trigo”, acrescentou.

O combate às milícias, para ela, é hoje o "calcanhar de Aquiles" da polícia fluminense, porque as milícias atuam dentro do estado. "Elas [milícias] sabotam os esforços do governo e da polícia. Esse, sim, é o tiro amigo!”

A troca da corregedoria da PM do Rio foi uma das dez mudanças anunciadas pelo novo comando-geral. Para a antropóloga, as mudanças foram coerentes. Ela conhece boa parte dos nomes anunciados porque foi professora do curso de pós-graduação em segurança pública da UFF que teve, entre os alunos, alguns dos novos comandantes.

“É previsível, natural e desejável que o novo comando estruture seu Estado-Maior para que as prioridades e metas traçadas pelo novo comando possam ter consequências nas unidades operacionais. Conheço os indicados, tanto no comando-geral quanto no Estado-Maior, e diria que as qualificações dos quadros apontam para uma elevada competência técnica, elevado grau de profissionalismo, conhecimento sobre atividades policiais e postura extremamente ética e responsiva”, disse Muniz.

A professora ainda acrescentou que a criação do Comando de Policiamento Especializado, que vai integrar Batalhão de Operações Especiais (Bope), o Batalhão de Choque, o Batalhão Florestal, a Polícia Montada, a Polícia Rodoviária e a Polícia de Turismo pode significar “racionalização de recursos, padronização de procedimentos e uma unidade de doutrina policial”.

Edição: Vinicius Doria

Fonte: Agência Brasil.

domingo, 11 de setembro de 2011

PM investiga denúncia de corrupção e afasta comandante de UPP no Rio.

11/09/2011 - 15:37 - Atualizado em 11/09/2011 15:50

PMs de UPP no Centro recebiam propina para facilitar tráfico, diz jornal.
Segundo PM, afastamento não significa envolvimento no esquema.

Do G1 RJ

O comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Mário Sérgio Duarte, admitiu neste domingo (11) que a PM investiga denúncias de um esquema de corrupção de policiais na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) dos morros da Coroa, Fallet e Fogueteiro, no Centro do Rio.

Os esclarecimentos foram dados após denúncia publicada pelo jornal "O Dia" neste domingo de que agentes recebiam propina de até R$ 53 mil para facilitar o tráfico na região. O coronel informou ainda que vai afastar o comandante e o subcomandante da UPP, o capitão Elton Costa e tenente Rafael Medeiros.

O coordenador de Polícia Pacificadora, coronel Robson Rodrigues, afirmou que em menos de uma semana toda a investigação da PM sobre o caso será concluída. “Na maioria das vezes as investigações começam com denúncias. O subcomandante e o comandante serão afastados, mas isso não significa que eles estejam envolvidos no esquema”, disse.

PMs presos

Mário Sérgio preferiu não informar o valor da propina que teria sido recebida pelos policiais, nem quantos agentes estão sendo investigados. De acordo com o coronel, três policiais – um sargento e dois soldados - foram presos pela Corregedoria da PM na terça-feira (6).

“Precisamos alcançar os policiais corruptos e levá-los a julgamento. Em razão da gravidade, vamos mostrar o caminho da rua a esses policiais. Mas até que o inquérito seja concluído não vamos falar em nomes ou números”, informou Mário Sérgio.

De acordo com a denúncia, o valor das propinas era fixado de acordo com a patente do agente na estrutura do policiamento. Atualmente, a unidade pacificadora conta com 206 policiais trabalhando no local.

Para o coronel Mário Sérgio, o ataque a um policial militar no sábado (10), no Morro do Fallet, não tem a ver com a quebra do esquema de corrupção na comunidade.

Os morros da Coroa, Fallet e Fogueteiro receberam a 15ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Rio de Janeiro em fevereiro deste ano. A unidade atente, ainda, aos morros do Fogueteiro e da Coroa. Na época, nove morros do Centro do Rio foram ocupados numa megaoperação da polícia. De acordo com a Secretaria de Segurança, mais de 800 homens atuaram na ocupação.

A Polícia Militar informou que a população pode denunciar qualquer tipo de irregularidade nos telefones 2333-2757 e 2333-2753.

Patrulhamento reforçado

Na noite de sábado (10), um policial militar da UPP do Morro do Fallet ficou ferido durante um confronto com criminosos na localidade conhecida como "Cajueiro". Nesta manhã, a PM reforçou o patrulhamento na comunidade. As informações foram confirmadas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e pelo comandante da UPP no local, capitão Helton Costa.

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"O Batalhão de Choque, o Bope e policiais de outras UPPs fazem o patrulhamento. São cerca de 50 homens na comunidade", detalhou o capitão.

Segundo a PM, o confronto aconteceu quando policiais faziam um patrulhamento na região e desconfiaram de um grupo de cerca de dez pessoas. Durante a abordagem, um dos suspeitos atirou contra os policiais, iniciando o confronto que durou cerca de uma hora. Os criminosos conseguiram fugir.

Um policial foi baleado no pescoço e levado para o Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio, também no Centro. Ainda segundo o capitão Helton Costa, o PM passou por uma cirurgia e não corre risco de morte. O seu estado de saúde é considerado estável. Não há registro de outros feridos na ação.

Confronto na Providência

Também no sábado, policiais de UPP também trocaram tiros com criminosos no Morro da Providência, outra comunidade pacificada no Centro. Segundo a Polícia Civil, quatro suspeitos foram detidos e ninguém ficou ferido. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Rio, o patrulhamento não foi intensificado neste domingo.

Considerada a primeira favela do Brasil, o Morro da Providência foi a sétima comunidade do Rio a receber uma UPP. A unidade foi instalada em abril de 2010 e funciona num prédio de cinco andares onde ficava uma creche. Ela também atende aos Morros da Pedra Lisa e Moreira Pinto. Juntas, as três comunidades têm cerca de 4 mil moradores, segundo o Censo do IBGE, de 2000.

Fonte: G1.

terça-feira, 17 de maio de 2011

'Se não permitem, então não vão', diz Cabral sobre fardados em Parada Gay.

17/05/2011 14:15

Governador voltou atrás após autorizar polícia a ir uniformizada ao evento.
Comandante da PM ressalta que leis da corporação não permitem.

Carolina Lauriano Do G1 RJ

Depois de autorizar policiais e bombeiros a irem uniformizados à Parada Gay e causar polêmica, o governador do Rio, Sérgio Cabral, voltou atrás e afirmou, nesta terça-feira (17), que a declaração dada na segunda-feira (16) não foi uma decisão, mas sim uma citação do que é feito nos “países civilizados”.

“Se não permitem, então não vão, se essa é a regra atual. Eu só quis destacar, não é uma decisão do governador, eu chamei a atenção que na Europa e nos Estados Unidos nas Paradas Gays, as instituições, policiais ou não policias, muitas vezes se fazem representar com os seus representantes uniformizados, com um carro da corporação, Corpo de Bombeiros. (...) Não é uma discussão para ser levada dessa maneira”, disse ele.

No entanto, na página oficial do governo do Rio, a autorização dada por cabral na segunda continua entre os destaques no início da tarde desta terça.

Página do governo do Rio (Foto: Reprodução/Internet)Página do governo do Rio, que cita declaração de Cabral na segunda-feira  (Foto: Reprodução/Internet)

O comandante geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Mario Sergio Duarte, ressaltou que dentro da polícia não é permitido usar farda e armas em eventos que não sejam da corporação. Para o comandante, a fala de Cabral foi apenas uma forma de apoio à tolerância.

Na segunda, o governador disse, inclusive, que autorizaria o uso das viaturas na Parada. O anúncio foi feito durante o lançamento da Campanha Rio Sem Homofobia, que teve início nesta terça e será veiculada nas rádios, televisões, cartazes, outdoors, busdoor, mobiliário urbano, folhetos, além de um site e itens promocionais, como camisetas, barracas de praia e blocos.

Nesta terça se comemora o Dia Mundial de Combate à Homofobia. O tema ganhou uma data comemorativa desde 1993, e este ano terá a adesão de 102 países, entre eles o Brasil, que vai marcar a luta do movimento GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transexuais).

Fonte: G1.

Cabral diz que policiais e bombeiros podem ir uniformizados à Parada Gay.

16/05/2011 – 14:41

Anúncio foi feito durante o lançamento da Campanha Rio Sem Homofobia.
O tema será veiculado em rádios, televisões, cartazes e outdoors.

Do G1 RJ

Cabral lança campanha Rio Sem Homofobia (Foto: Foto Marino Azevedo/divulgação governo)Governador Sérgio Cabral lança campanha Rio Sem Homofobia (Foto Marino Azevedo/Divulgação governo)

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, autorizou policiais e bombeiros a participarem uniformizados da Parada do Orgulho Gay. Ele disse que vai autorizá-los, inclusive, a usarem as viaturas. O anúncio foi feito durante o lançamento da Campanha Rio Sem Homofobia, nesta segunda-feira (16). As informações são do site do governo do estado.

A campanha será veiculada nas rádios, televisões, cartazes, outdoors, busdoor, mobiliário urbano, folhetos, além de um site e itens promocionais, como camisetas, barracas de praia e blocos. A campanha estará nas ruas a partir de terça-feira (17), data em que se comemora o Dia Mundial de Combate à Homofobia. O tema ganhou uma data comemorativa desde 1993, e este ano terá a adesão de 102 países, entre eles o Brasil, que vai marcar a luta do movimento GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transexuais).

O governador acredita que, assim como fizeram os membros do Supremo Tribunal Federal, aprovando a união civil de pessoas do mesmo sexo, o Senado vai aprovar o projeto de lei 122/2006 que criminaliza a homofobia. Cabral também listou uma série de medidas que o governo tomou, nos últimos anos, para diminuir a discriminação que esse segmento da população sofre.

Além do governador, participaram da cerimônia o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, a senadora Marta Suplicy, que representa a frente parlamentar LGBT no Congresso Nacional, o secretário-chefe da Casa Civil, Regis Fichtner, e o secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves.

Segundo o coordenador do Programa Rio sem Homofobia e presidente do Conselho Estadual dos Direitos da população LGBT, Cláudio Nascimento, a luta, agora, é fazer com que o Congresso Nacional aprove a lei que considera crime qualquer ato contra homossexuais.

"Um passo importantíssimo que nós demos foi a aprovação, no Supremo Tribunal Federal, da legalização da união civil de pessoas do mesmo sexo. Uma vitória que foi conseguida por meio de uma ação do governo do estado. Isso dá orgulho ao Rio de Janeiro, que sempre foi vanguarda na história das transformações sociais do país (...) É preciso ter uma legislação que torne crime a prática da homofobia", disse ele.

Cláudio Nascimento informou também que, na terça-feira, sairão caravanas de 27 estados para pressionar o Congresso Nacional a votar o projeto de lei 122/2006, que criminaliza a prática de homofobia.

Fonte: G1.

domingo, 8 de maio de 2011

Moradores do Alemão falam sobre o que mudou 5 meses após ocupação.

30/04/2011 – 07:00

Moradores elogiam coleta de lixo regular e fim das armas e drogas nas ruas.
Mas dizem que insegurança aumentou com fim do controle de traficantes.

Patrícia Kappen Do G1 RJ

Exercito no Alemão (Foto: Patrícia Kappen/G1)Soldados do Exército patrulham ruas da comunidade (Foto: Patrícia Kappen/G1)

Cinco meses após a ocupação pela Força de Pacificação do Conjunto de Favelas do Alemão, comerciantes e moradores contam que as armas e as drogas sumiram das ruas, e a coleta de lixo agora é regular. Mas relataram também o aumento da violência na favela após a saída dos traficantes, que mantinham controle da comunidade com leis próprias.

Rilza Casemiro, dona de um salão de beleza na Rua Joaquim Queiroz disse que a melhoria na qualidade de vida dos moradores é visível. “A principal diferença é que a gente não vê droga na rua mais. Aquilo assustava. Agora a gente não vê mais armas também. Era até tranquilo antes, mas como você explica para uma criança que está crescendo aqui dentro que aquilo não é certo?”

Rilza tem um sobrinho, Renan, de seis anos, que passa muito tempo na casa dela. “A minha casa fica num beco onde tinha uma boca de fumo. Quando eu saía de casa com o Renan ele tampava os olhos para não ver aquilo. Porque ele sabia que era errado de tanto que a gente falava. Quando ele via alguém armado, ele logo dava a mão pra gente”, contou.

Uma das preocupações de Rilza era com as adolescentes da comunidade. “Elas viam as mulheres dos traficantes tendo tudo o que queriam. Como a gente podia falar para elas que é errado ser mulher de traficante?”

Como você explica para uma criança que está crescendo aqui dentro que aquilo não é certo?"

Rilza Casemiro, comerciante

Rilza afirmou, no entanto, que já ouviu relatos de roubos e estupros na favela. “Antes não tinha isso, porque os traficantes não deixavam. A gente agora tranca as portas de casa de noite. Está inseguro. Antes, quem era ladrão ia roubar fora da comunidade. Agora como o roubo, muitas vezes, não dá em nada, começaram a roubar aqui dentro mesmo”, afirmou, completando: “A população passou muito tempo confiando nos bandidos daqui. Então as pessoas ainda não têm essa cultura de ir à delegacia denunciar um roubo.”

Coleta de lixo

A comerciante, que mora no Alemão desde que nasceu, há 29 anos, lembrou que um ponto positivo da ocupação é a coleta de lixo. Segundo ela, agora o caminhão da Comlurb passa todo dia, e há menos sujeira nas ruas. “Quando chove é menos lixo para entupir os bueiros e encher as ruas”, disse. “Mas não adianta coletar se eles não dizem para as pessoas que não pode deixar lixo na porta de casa”.

Lixo Alemão (Foto: Patrícia Kappen/G1)Apesar dos elogios à coleta de lixo, uma montanha de sujeira pode ser vista no chão, ao lado das lixeiras. (Foto: Patrícia Kappen/G1)

Quem também destacou a coleta como uma das principais melhorias após a ocupação do Alemão foi a comerciante Renata de Souza, de 22 anos. Para ela, não ter as ruas cheias é um grande avanço.

Mas Renata também tem críticas do período pós-ocupação. “Antes, quando eram os traficantes, não tinha estupro, não tinha roubo, não tinha briga. Agora tem briga por qualquer coisa.”

Além da queixa do aumento da violência, Renata reclama também da falta de iluminação na comunidade: “Chega 22h a gente não pode entrar, porque está tudo escuro e é perigoso passar”.

'Bandido era o referencial das crianças'

Uma das queixas de outra comerciante da Rua Joaquim Queiroz, que pediu para não ser identificada na reportagem, é que o lucro no comércio caiu depois da ocupação. “Agora as pessoas estão saindo mais, indo a festas em outros lugares, o que é de certa forma positivo, mas diminuiu o nosso rendimento”, disse ela, que tem uma lanchonete. Mas aponta o lado positivo da presença dos soldados: “Descaradamente não tem mais drogas. Não tem mais pessoa com arma aqui. Mas a gente sabe, as pessoas comentam, que ainda tem, só que escondido”, completou.

Moradores Alemão (Foto: Patrícia Kappen/G1)Alemão: estudantes reclamam de soldados (Foto: Patrícia Kappen/G1)

A comerciante tem um casal de filhos, de 13 e 16 anos. “O bandido era o referencial das crianças. Agora isso acabou”, comemorou. Ela preferiu não identificar por achar que a segurança no local será passageira: “Isso aí é uma proteção momentânea”.

Três jovens de 14 e 15 anos, moradores do Alemão e estudantes de escolas da região, reclamaram de um suposto toque de recolher imposto por soldados do Exército. “Eles ficam mandando a gente ir pra casa às 22h30. Às vezes até chutam a gente e dão tapas.”

O G1 solicitou uma resposta sobre as queixas dos moradores à Força de Pacificação, que enviou o seguinte comunicado:

"As ações empreendidas pela Força de Pacificação são pautadas nas normas de conduta decorrentes do Acordo para Pacificação dos Complexos da Penha e do Alemão. Qualquer tipo de denúncia ou sugestão pode ser feita por meio da ouvidoria e disque denúncia disponibilizado para a população. Todas as informações que ali chegam são apuradas de acordo com as normas acima citada."

Fonte: G1.

sábado, 30 de abril de 2011

Promoção por bravura não é como antiga premiação por morte, diz PM.

21/04/2011 09h00 - Atualizado em 21/04/2011 09h00

'Gratificação faroeste' era concedida entre 95 e 98 por mortes em confronto.
Policiais que evitaram mais mortes em escola de Realengo foram promovidos.

Aluizio Freire Do G1 RJ

PM ato de bravura - 5º BPM (Foto: Aluizio Freire)Nos quartéis, como no 5º BPM, a ação de Realengo é lembrada como exemplo de bravura dos policiais (Foto: Aluizio Freire/G1)

A ação dos três policiais que conseguiram deter o atirador que matou 12 alunos da Escola Tasso da Silveira, na Zona Oeste do Rio, é apontada como exemplo de coragem dentro da Polícia Militar. Eles foram promovidos e condecorados. Mas a promoção por atos de bravura é cada vez mais criteriosa dentro da corporação. Em 2010, foram apenas três casos. Este ano, são sete, incluindo o episódio do colégio de Realengo.

Embora o comando da corporação espere que a tropa siga os ensinamentos dos colegas que agiram para impedir que o atirador Wellington Menezes de Oliveira matasse outras crianças, a cúpula da PM quer deixar claro que atuações em que predominem excesso de violência por parte do policial dificilmente serão consideradas ato de bravura.

“No caso da escola, ficou comprovado que o criminoso, apesar de ser atingido por um disparo feito pelo sargento Márcio Alves, morreu ao cometer suicídio”, lembra o coronel Íbis Pereira, 48 anos, 28 destes na PM, e que já comandou vários batalhões e a Escola Superior da Polícia Militar, que forma os oficiais. "Não queremos estimular a violência. O policial deve estar preocupado em salvar vidas, e precisa agir dentro de critérios técnicos e da lei", completa.

Não queremos estimular a violência. O policial deve estar preocupado em salvar vidas, e precisa agir dentro de critérios técnicos e da lei"

Coronel Íbis Pereira

Para o coronel Íbis, a  preocupação é evitar que os mais afoitos, dispostos a conquistarem algum benefício, pensem que estaria de volta a “gratificação faroeste” - controvertida premiação concedida aos policiais, entre 1995 e 1998, que recebiam um valor adicional por mortes em confronto.

A premiação passou a ser considerada pelos especialistas em segurança pública um incentivo à violência policial, já que estimulava o conflito armado e provocava muitas mortes.

Orientação é salvar vidas

Entre os destaques das promoções conferidas aos policiais, nos últimos anos, estão alguns casos em que foram salvas vidas durante alguma operação, de acordo com levantamento feito pela Diretoria Geral de Pessoal (DGP) da Polícia Militar. .

PM ato de bravura - coronel Íbis Pereira (Foto: Aluizio Freire)Para o coronel Íbis,  policial tem que se destacar pela ação legal e técnica (Foto: Aluizio Freire/G1)

Um dos casos é o do sargento Altemar Oliva, do 16º BPM (Olaria), que participou de uma ação contra traficantes da favela Nova Brasília, em Inhaúma, no conjunto de favelas do Alemão, no Rio. Em plena troca de tiros com os criminosos, surgiu de uma das vielas uma moradora, aos gritos, pedindo ajuda para seu marido, que havia sido baleado e estava caído em um beco.

Certo de que a vítima era um trabalhador, o sargento Altemar entrou na comunidade embaixo de intensos disparos de arma de fogo e resgatou o homem, que foi socorrido e sobreviveu.

Outro episódio considerado heroico foi o do cabo da Polícia Militar Wagner Barros de Souza, lotado no 10º BPM (Barra do Piraí), diante de uma mulher desesperada, que ameaçava cometer suicídio, apesar dos apelos de uma multidão que tentava demovê-la da ideia de se matar. Para espanto geral, ela se joga no Rio Paraíba do Sul e é levada pela correnteza. Sem titubear, o cabo se jogou e conseguiu salvá-la.

PM salva mulher e crianças soterradas

Ato de bravura reconhecido pela corporação foi também o do cabo PM Jader Gondin Marques, do 5º BPM (Harmonia), que ficou sabendo pelo rádio do carro sobre um desabamento no Centro. Ao chegar ao local, na Rua Barão de São Félix, ele e o colega foram abordados por populares que indicaram o prédio desabado.

Ao saber que havia vítimas sob os escombros, mesmo percebendo o risco iminente de outros desabamentos, Jader entrou na construção e conseguiu resgatar com vida uma mulher e três crianças que estavam soterradas.

Mas o episódio de Realengo é um marco nessa questão... O policial, naquele cenário caótico, sem saber quantas pessoas estavam envolvidas no conflito, e no meio daquele espaço confinado, com tantas crianças, professores e outros funcionários da escola, conseguir discernir quem é o criminoso, ou seja, qual é o alvo principal da ação, e ao mesmo tempo garantir a segurança do local"

Coronel Íbis Pereira

Mais uma missão concluída com bravura, segundo a PM, foi a participação do cabo Luiz Claudio de Carvalho Rós, lotado no Batalhão de Operações Especiais (Bope), quando socorreu um companheiro ferido durante uma operação no conjunto de favelas do Alemão.

Na avaliação dos superiores, o policial combinou técnica e coragem para salvar o colega e evitar que ele fosse alvo de outros disparos dos criminosos.

“São ocorrências em que um policial militar consegue se lançar contra situações absolutamente adversas, quando é obrigado a agir contra um número bem superior de elementos ou armamento. Nessas circunstâncias, também consideramos bravura pelo discernimento saber agir numa situação de complexidade, de caos, de dificuldade absoluta que foge à normalidade das ocorrências, como essa última em Realengo”, ressalta o coronel Íbis Pereira.

“Mas o episódio de Realengo é um marco nessa questão. Imagine o ambiente de pânico, de desespero, de irracionalidade que é você ser chamado por crianças feridas dizendo que um homem armado está matando um monte de alunos dentro de uma escola. E o policial, naquele cenário caótico, sem saber quantas pessoas estavam envolvidas no conflito, e no meio daquele espaço confinado, com tantas crianças, professores e outros funcionários da escola, conseguir discernir quem é o criminoso, ou seja, qual é o alvo principal da ação, e ao mesmo tempo garantir a segurança do local”, destaca o oficial.

Fonte: G1.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Lei obriga polícia do Rio a comprar arma nacional e mais cara.

03/11/2010 – 12:37

Pistola desejada pela PM custa metade do preço da brasileira.

A Polícia Militar do Rio está em um impasse para comprar 20 mil pistolas. De um lado, há uma oferta de venda de armas da Glock, fabricadas no exterior, por US$ 450, ou R$ 766,62, por unidade, na cotação desta quarta-feira (3); de outro, uma oferta da Imbel, nacional, no valor de R$ 1.600 por arma.

Apesar do preço mais alto, a PM deve ser obrigada a pagar mais que o dobro pelas pistolas nacionais. O motivo é o Regulamento para a Fiscalização de Produtos Controlados (R-105), de 20 de novembro de 2000.

De acordo com o artigo 190, “o produto controlado que estiver sendo fabricado no país, por indústria considerada de valor estratégico pelo Exército, terá sua importação negada ou restringida, podendo, entretanto, autorizações especiais ser concedidas, após ser julgada a sua conveniência”.

Em resposta à reportagem do iG, o Centro de Comunicação do Exército (CComSEx) citou o artigo, entre aspas, mas suprimiu a parte final, que trata das exceções eventuais, as autorizações especiais. O objetivo é priorizar a indústria nacional.

Embora não comente o assunto oficialmente, existe forte insatisfação da PM pela dificuldade de se comprar a arma que consideram a melhor e mais barata pelo fato de haver limitação de compra de armas estrangeiras. "Não quero comprar uma pistola especificamente, eu quero a melhor", disse um comandante de batalhão da PM, que pediu para não se identificado.

Uma comissão composta por um major, três capitães da PM e dois especialistas em armas analisa as ofertas. O projeto é do comando da PM, mas, diante das resistências, o próprio comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio de Brito Duarte, já admitiu a oficiais estar desanimado com a situação e pensar em evitar em mais desgastes com o Exército.

A PM do Rio sonha com a Glock (considerada tecnicamente superior por oficiais ouvidos pelo iG), que ofereceria o preço de R$ 766,62 por unidade, e promete imprimir a marca d'água da instituição no cabo da arma. A Imbel pede R$ 1.600 pela unidade.

A Imbel é uma empresa pública, pessoa jurídica de direito privado, com patrimônio próprio, com autonomia administrativa e financeira, vinculada ao Ministério da Defesa por intermédio do Comando do Exército. Fornece à Força armas portáteis, munições, explosivos e equipamentos de comunicações.

Cabe à Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC) orientar, coordenar e controlar a fiscalização de produtos controlados pela Força.

A Polícia Federal já viveu situação semelhante em 2006, quando pretendeu comprar 5.000 pistolas da mesma Glock. Na ocasião, obteve dispensa de licitação e adquiriu as armas no Uruguai, por R$ 5,1 milhões. O negócio foi investigado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

De acordo com o Exército, naquela ocasião, “não havia produto nacional que atendesse aos requisitos da Polícia Federal, e, em conseqüência, a importação foi autorizada pelo EB”.

Fonte: IG - Último Segundo.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Traficantes foram premiados por derrubar helicóptero em Vila Isabel.

28.08.2010 – 17:34

O bônus do tráfico

O bônus do tráfico

O traficante Eliseu Felício de Souza, o Zeu, um dos condenados pelo assassinato do jornalista Tim Lopes, foi um dos 150 homens que invadiram o Morro dos Macacos, na Zona Norte do Rio, em 17 de outubro de 2009. Por conta da participação na invasão, que acabou com a derrubada a tiros do helicóptero Fênix 3, da Polícia Militar, Zeu e outros três traficantes foram premiados pelo comando de uma facção criminosa com bocas de fumo para administrar.

A informação consta da conclusão do inquérito da Polícia Civil sobre a invasão do morro e a derrubada do helicóptero da PM. O relatório apontou 28 chefes do tráfico como os responsáveis pela guerra. O confronto, que envolveu bandidos de facções rivais e policiais militares, parou o Rio por sete horas e deixou como resultado 13 mortos e oito ônibus incendiados.

Segundo a conclusão do inquérito, Zeu, condenado a 23 anos de prisão pela morte de Tim, em 2002, recebeu pontos de drogas de Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, um dos chefes do tráfico do Complexo do Alemão, como recompensa por seu desempenho na guerra do Macacos.

O delegado Carlos Henrique Pereira Machado, da 25DP (Engenho Novo), responsável pela investigação do caso, pediu à Justiça, na terça-feira, a decretação da prisão preventiva de Zeu e de outros 25 bandidos. Dois dos 28 criminosos foram identificados apenas por apelidos e, por isso, não foram incluídos no pedido de prisão preventiva.

Zeu saiu da cadeia pela porta da frente. Há três anos, ele recebeu direito de trabalhar de dia e de dormir à noite na prisão, mas nunca retornou ao sistema penitenciário. O bandido foi flagrado por imagens veiculadas em 8 de agosto pelo "Fantástico", da TV Globo, administrando bocas de fumo no Complexo do Alemão. Os pontos de venda de drogas foram cedidos por Pezão.

Dois irmãos, Vasco e Flamengo, assumem o São João

Além de Zeu, outros três traficantes receberam prêmios da facção por terem participado da tentativa de invasão do Macacos. Um deles é Ricardo Adão Amorim, o Barata, que também teve a prisão preventiva pedida. Barata integrou um dos quatro bondes que invadiram o Morro dos Macacos. Seu grupo, de acordo com o relatório do inquérito, entrou no morro por uma mata, localizada próxima a uma garagem de ônibus e ao Túnel Noel Rosa.

Segundo as investigações, Barata assumiu a venda de drogas em parte do Morro do Sampaio, no Engenho Novo. A outra metade do Sampaio e a parte alta do Morro de São João, localizado no mesmo bairro, ficou com outro integrante do mesmo bonde, o bandido conhecido apenas pelo apelido de Vasco.

O irmão de Vasco, apelidado de Flamengo e que também participou da invasão, recebeu ordens do tráfico para assumir a parta baixa do Morro do São João.

Na manhã de 17 de outubro do ano passado, o helicóptero Fênix 3 fazia seu terceiro sobrevoo sobre a área quando foi atingido por tiros, disparados por cerca de 40 traficantes, escondidos numa mata do Morro do São João. O helicóptero começou a pegar fogo e fez um pouso de emergência num campo de futebol.

Três policiais conseguiram sair do helicóptero antes da aeronave se incendiar por completo. Outros dois ocupantes não tiveram como deixar o aparelho e foram carbonizados. Um sexto policial, baleado ainda durante o voo, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu dois dias depois, no hospital.

Fonte: Extra.

sábado, 3 de abril de 2010

BP Choque da PMRJ passa por mudanças para atuar em grandes eventos como Copa e Olimpíada.

20/03/2010 - 08:01

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro

O Batalhão de Polícia de Choque do Rio recebeu esta denominação nos tempos da ditadura militar. Já abrigou presos políticos e reprimiu manifestações de estudantes contra o regime da época. Mas, em tempos de democracia, o aparato para confronto direto do estado tem de se adaptar para não perder a sua utilidade. As prioridades, hoje, são outras. Sem frequência de protestos que justifique a existência do batalhão, até a escolta de celebridades entrou em pauta. Tropas recebem treinamento para uso de um leque cada vez maior de munições não letais, enquanto departamentos de planejamento e marketing estão sendo criados para uma modernização de olhos nos grandes eventos que acontecerão no país e no Rio. Em 2011, os Jogos Mundiais Militares; em 2013 , a Copa das Confederações; em 2014, a Copa do Mundo; e em 2016, a Olimpíada.

Ainda em 2010, o torcedor carioca deve sentir a primeira mudança. Em breve, o Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe), braço do BP Choque, passará a atuar também nos arredores das praças esportivas. Hoje, faz a segurança interna. O comando do efetivo passará a ser feito do batalhão e não mais do Maracanã, como é atualmente, mas a sede no estádio será mantida. A ideia, daqui para frente, é intensificar o intercâmbio com outros países que já foram sede desses eventos.

Vicente Seda

Soldado do BP Choque aponta fuzil em simulação no quartel

"Vamos mandar equipes a outros países, tivemos recentemente um contato com a polícia francesa, eles vieram aqui, então vamos buscar semelhanças. Acho que a Olimpíada será o mais complicado, até porque será concentrada no Rio. E temos um histórico de situações que colocam uma outra variável, que é o terrorismo. O Brasil não é um país com essa característica, mas público receberemos de lugares onde isso é uma realidade", explica o comandante do BP Choque, Róbson Rodrigues, reconhecendo que a polícia carioca ainda não está devidamente preparada para este tipo de ocorrência.
O tenente Alexandre Lima Ramos, relações públicas do batalhão, diz  que, com a reorganização, o número de policiais foi reduzido, mas as tropas são melhor aproveitadas. Em 2007, o Grupamento Especial Tático Móvel (Getam), incorporado aos 400 homens do BP Choque, tinha dois mil policiais. Agora são, no total, 1.200 no batalhão. "Liberamos esses dois mil para a polícia utilizar onde precisasse, unimos todos os grupamentos do Choque e redistribuímos de acordo com a necessidade".
Segundo Lima Ramos, em todos os dias há equipes treinando. Pela manhã, são feitos treinos físicos, defesa pessoal e artes marciais (jiu-jitsu, luta livre, boxe tailandês, judô e tae-kwon-do), além de prática com munições não letais para uso progressivo da força. À tarde, os policiais exercitam tiro e operações em áreas de alto risco. Rodrigues, que é antropólogo formado, esclarece as mudanças.

Vicente Seda

As munições não letais usadas pelos policiais do BP Choque

"Estamos recolocando a munição não letal no seu devido lugar. O Choque sempre foi muito usado para confrontos na época da ditadura e no período de transição, quando as instituições democráticas ainda não estavam totalmente consolidadas. Então o que fizemos foi recuperar essa vocação do batalhão e levar essa filosofia da não letalidade e uso progressivo da força para a criminalidade comum. É a nossa marca, modernizamos esse entendimento para o contexto atual. Tentamos valorizar a vida ao máximo", completa Rodrigues.

Vicente Seda

Soldado do BP Choque com lançador de munições não letais

A regra para tiros de borracha ou de espuma, munição que está em testes pelo batalhão e produz lesões menores do que a primeira, é atingir as pernas do alvo. O Gepe usa atualmente nos estádios os bastões e spray de pimenta. Serão testadas inovações para cada tipo de evento, como uma torre de segurança com câmeras capazes de captar imagens em um raio de dois quilômetros. Outra possibilidade é a compra de um veículo aéreo não tripulado com câmeras para eventos ou escolta, no formado de aeromodelo ou balão. As fardas também poderão carregar microcâmeras e o capacete terá hidratação e comunicador acoplados.
"Os projetos existiam, mas com esses eventos chegam os recursos", conclui Lima Ramos.

Fonte: IG.

terça-feira, 16 de março de 2010

Coronel que negocia com bandidos já foi acusado de ligação com o bicho.

01/03/2010 – 15:31

O comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio, já havia decidido ontem mesmo exonerar do comando do 5o Batalhão da PM (Praça da Harmonia) o coronel Carlos Henrique Alves de Lima, que aceitou negociar com bandidos seu carro roubado, um Honda Civic, ano 2007, com ele ao volante, acompanhado da mulher. Para isso, enviou seu motorista, o cabo Guttemberg, que acabou sendo morto pelos bandidos e ficando sem os R$ 2 mil dados pelo superior dele, para tentar reaver o automóvel. O coronel Mário Sérgio invalidou também a transferência de Carlos Henrique para o Batalhão da Polícia Rodoviária, prevista desde a semana passada.

A história ainda está  cheia de buracos e sendo apurada pela Corregedoria da PM. Mas em resumo o coronel da PM, comandante de uma unidade, cometeu o erro mais absurdo que um policial pode cometer: negociar com criminosos fora de uma situação de risco ou de reféns. Para um policial experiente acreditar na palavra de bandido é um grave indício de que ele também é cúmplice de bandidos. Já vi isso acontecer com oficiais da Marinha negociando com traficantes da Ilha do Governador munição desviada de um quartel, na década de 80. Dei esse furo na época, no JB.

Hoje o furo foi do repórter Eduardo Tchao, da Rede Globo, que deu a história com a exclusividade no Bom Dia. Só não deu no Fantástico por causa do terremoto no Chile, que já matou quase 800 pessoas.

Lamentável a Polícia Militar do Rio ter no comando de unidades um oficial como esse. No ano passado, a OAB de Cabo Frio, por meio de seu presidente, Eisenhower Dias Mariano, já havia alertado que o coronel Carlos Henrique não deveria assumir o batalhão de Cabo Frio porque tem uma mancha em seu currículo - um processo criminal, no qual foi acusado de ligações com o bicheiro Castor de Andrade.

- Esse novo comandante já chega com uma mancha do passado, com a vinculação no jogo do bicho. Nós não queremos mais ninguém com passado no comando, queremos pessoas que possam efetivamente assegurar a segurança pública para a sociedade de Cabo Frio - disse Eisenhower, à época.

Na ocasião, a PM garantiu que Carlos Henrique não devia mais nada à Justiça. Portanto, ele foi alçado ao posto de comandante do 5o BPM.

O mais grave de tudo que a decisão do coronel Carlos Henrique de negociar com criminosos resultou na morte de um policial militar. Pode parecer exagero, mas o episódio reflete um pouco uma tendência geral em corporações como a PM, em que os oficiais têm pouco apreço pela vida dos praças. Não há uma parceria. Em geral, com raras exceções, os oficiais maltratam os subordinados a ponto de a vida desses não ter mais nenhum valor. A ponto de entregá-los como ovelhas aos lobos.

Saiba mais no site do GLOBO

Segunda Edição

Esse post está sendo atualizado hoje, dia 2 de março, com a versão do coronel Carlos Henrique Alves de Lima

O coronel Carlos Henrique contou a repórteres do GLOBO que sua mulher, sua irmã e sua sobrinha iniciaram as negociações com os traficantes para a devolução do Honda, por meio do radiotransmissor do coronel, que também foi levado pelos bandidos. Os criminosos exigiram R$ 2 mil de resgate do carro.

- São umas malucas. É um absurdo, mas quando cheguei em casa elas já  tinham ido pegar o carro. Minha mulher estava se sentindo culpada porque perdeu a vistoria do Detran e temia que o seguro não fosse pagar a indenização - disse o oficial.

O coronel disse ainda que os bandidos teriam dito que devolveriam o carro em frente à estação de trem de Costa Barros.

- O cabo era meu vizinho e meu amigo. Foi comigo e sem ser obrigado. Fui fazer uma ação de polícia e proteger minha família - disse Carlos Henrique.

As minhas dúvidas:

1) Como a mulher, a irmã e a sobrinha do coronel tomaram a iniciativa de fazer contato com os ladrões do carro e o coronel só ficou sabendo depois que estava tudo combinado? Se não consegue tomar conta do que acontece na casa dele, como vai cuidar de um batalhão da PM?

2) Por que o coronel não impediu que o acordo entre sua mulher e os bandidos fosse imediatamente suspenso? Não conseguiu entrar em contato por celular? Esqueceu o celular da própria mulher? Ou ela deu uma bola nas costas dele e deixou o celular desligado em casa? Essa senhora me parece mais esperta que um comandante da polícia.

3) Sem conseguir contato com a mulher, por que o coronel decidiu ir sozinho para o local do suposto encontro com os bandidos, levando apenas dois policiais?

4) Por que o coronel não procurou uma delegacia de polícia para registrar queixa do roubo do automóvel e depois pediu auxílio da própria corporação para tomar as providências legais e cabíveis?

Se o coronel Carlos Henrique se dispuser a responder a essas perguntas e outras eventualmente feitas pelos leitores, tem o espaço que precisar aqui no blog para limpar sua imagem, que ficou mais suja do que pau de galinheiro.

Fonte: Repórter de Crime - por Jorge Antonio Barros.

domingo, 24 de janeiro de 2010

RJ: Clube de PMs oferece 5 mil a quem entregar bandido 'vivo ou morto'.

Jornal do Brail 20/01/2010 – 15:14

Foto: Reprodução

JB Online

RIO - O Clube de Cabos e Soldados do Rio começa afixar a partir desta quinta-feira três mil cartazes em diversos pontos da cidade oferecendo uma recompensa de R$ 5.000,00 para quem entregar, vivo ou morto, o assassino do Sargento PM Wilson Alexandre de Carvalho, executado dentro de uma viatura metralhada na Cidade Nova/Estácio, no último domingo. A medida, segundo o Presidente da entidade, Jorge Lobão, visa dar uma resposta imediata àquilo que ele classificou como mais uma ação ousada dos criminosos, que segundo ele tentam desmoralizar o estado e a força policial.

- Assalto e ataques a cabines, alvejar helicóptero no ar e metralhar viaturas da PMS são ações que estão crescendo e não podem se tornar rotineiras - diz Lobão. - Agora é hora de responder saindo à caça destes bandidos. O Clube está oferecendo R$ 5.000 para quem entregar estes assassinos e não importa se vivos ou mortos.

Segundo Lobão a execução de 3 policiais em dois dias, atacados por bandidos é uma situação intolerável e que não pode ficar impune.

- As imagens do circuito de TV que gravaram o ataque na Cidade Nova revelam a crueldade e a ousadia destes criminosos. Não vou ficar assistindo a tudo isto de braços cruzados. Vamos reagir.

As denúncias e informações devem ser encaminhadas diretamente para o presidente do Clube do Soldados , através do tel 8181-7307.

A Campanha do Clube de Cabos e Soldados terá, além dos cartazes, faixas e busdoor.

As informações são da assessoria de imprensa do Clube dos Cabos e Soldados

Fonte: Jornal do Brasil.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Policial formada pelo Pronasci comanda nova UPP no Rio de Janeiro.

14/01/2010 - 14:04

Brasília, 13/01/2010 (MJ) – A capitã Rosana Alves dos Santos, da Polícia Militar do Rio de Janeiro e aluna de pós-graduação em Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes (UCAM/RJ), assumiu nesta quinta-feira (14) o comando da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Ladeira dos Tabajares e do Morro dos Cabritos em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Ela faz gratuitamente o curso de pós-graduação porque a Universidade integra a Rede de Altos Estudos em Segurança Pública (Renaesp) – iniciativa para capacitação de profissionais de segurança pública do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça.

Há 12 anos na corporação, Rosana considera a especialização o melhor meio de atingir o êxito profissional. Além de pós-graduada, a capitã fez cursos de defesa pessoal e proteção de autoridades, faz o 8° semestre de Direito e é fluente em inglês e espanhol.

Ela acredita que a oportunidade de fazer pós-graduação é única na carreira. “O curso foi um divisor de águas, tive aulas de sociologia, história da polícia e palestras sobre policiamento comunitário. Sem dúvida foi um complemento importante e me deu base para a nova função que irei desempenhar na UPP e junto à comunidade”, disse a capitã.

O curso de 360 horas/aula foi ministrado pelos coordenadores Bárbara Musumeci Soares e Coronel Ubiratan Ângelo. Das 50 vagas oferecidas, 40 foram preenchidas por agentes da área de segurança. “O maior desafio do curso foi criar um olhar alternativo e trazer a reflexão característica das ciências humanas. A atividade prática deve sempre ser objeto de reflexão crítica e acompanhar o trabalho desses profissionais daqui pra frente”, afirmou Bárbara.

Ao final do curso, o aluno ainda exercita a experiência com pesquisa acadêmica através dos trabalhos de conclusão, que devem ser apresentados até abril. Rosana está com a monografia em fase de preparação e o tema escolhido foi “estratégias da segurança pública do Rio de Janeiro para repressão qualificada do crime organizado”.

Para o secretário Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça, Ricardo Balestreri, integrar o conhecimento policial com outras áreas da Academia deve ajudar a formar profissionais mais preparados. “Essa troca de saberes vai preparar o policial não apenas para agir taticamente, mas para pensar em todos os fatores que influenciam nas políticas e gestão da segurança. A idéia é prepará-los para os desafios de um tema tão complexo como a segurança”, concluiu.

Renaesp

Desde 2006, a Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública credencia e financia instituições de ensino superior para a promoção de cursos de especialização em segurança pública.

A iniciativa tem como objetivo difundir conhecimento e desenvolver capacidade crítica necessários à construção de um novo modo de fazer segurança pública que garanta a cidadania e a promoção e defesa dos Direitos Humanos.

A cada ano, mais de 5 mil profissionais de segurança participam, gratuitamente, de cursos de especialização, pós-graduação e mestrado oferecidos por mais de 60 instituições de ensino superior em todo o país. As aulas sempre articulam o conhecimento prático dos policiais, adquiridos no seu dia-a-dia profissional, com os conhecimentos produzidos no ambiente acadêmico.

Policiamento Comunitário e Pacificador

A interação constante entre a polícia e a comunidade é uma das prioridades do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) para prevenir e conter a violência nas grandes cidades brasileiras. Desde 2006, já foram capacitados mais de 75 mil policiais nesta atividade por meio de cursos presenciais e à distância.

A idéia é que os policiais façam ronda sempre na mesma região caminhando, andando de bicicleta, conversando com os moradores e sejam facilmente localizados em postos de policiamento comunitário.

Assim, o cidadão saberá o nome dos policiais e os telefones das bases comunitárias, participará de reuniões periódicas com as forças de segurança e de outras áreas para apresentar reivindicações que realmente melhorem a qualidade de vida.

O grande diferencial deste modelo é o foco na prevenção. A interação entre polícia e comunidade permite a identificação de problemas que nem sempre são de segurança, mas que tem impacto nas ocorrências. A falta de iluminação, por exemplo, pode aumentar o número de assaltos numa área.

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Fonte: Ministério da Justiça.