Deus dá liberdade aos Seus filho

Na liberdade que temos, damos o exemplo e não seguimos as más inclinações deste mundo

“Jesus perguntou: ‘Simão, que te parece: Os reis da terra cobram impostos ou taxas de quem: dos filhos ou dos estranhos? Pedro respondeu: ‘Dos estranhos!’ Então Jesus disse: ‘Logo os filhos são livres’” (Mateus 17, 25-26).

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domingo, 16 de setembro de 2012

Programas de combate à violência contra a mulher devem ser institucionalizados em estados e municípios.

Da Agência Brasil

Brasília – A secretária executiva da Secretaria de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Aparecida Gonçalves, declarou que o maior desafio do país é tornar os serviços de proteção à mulher institucionalizados por legislações estaduais e municipais. Segundo ela, esse serviços não podem ser programas de um governo ou outro, mas sim de uma política nacional.

Outro ponto citado pela secretária é a destinação de recursos para essas políticas. “A Secretaria de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, da Secretaria de Política para Mulheres (SPM), tem para este ano R$ 37 milhões em recursos que são distribuídos aos estados mediante convênios”. Ela diz que os estados e municípios devem destinar recursos próprios para os serviços de combate à violência. “Eles [estados e municípios] não podem sobreviver única e exclusivamente dos recursos federais”.

A rede de enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil conta com aparatos que variam desde o recebimento de denuncias [Ligue 180] ao abrigo de mulheres que correm risco de morte [casas abrigo]. No entanto, o número de espaço destinados à proteção e ao acolhimento das vitimas atinge menos de 10% dos municípios brasileiros. Ao todo, são 380 delegacias especiais de Atendimento à Mulher (Deams).

A assistente técnica do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), Leila Rebouças, diz que muitas Deams funcionam de forma precária e sem equipamentos adequados ao atendimento humanizado. “Muitos profissionais não têm qualificação adequada para atender a essas mulheres. Os núcleos que funcionam em delegacias normais, são os mais despreparados”.

Leila diz que o momento em que a mulher procura ajuda é delicado e que essa mulher tem que se sentir confortável e bem acolhida. “Já ouvimos relatos em que as mulheres dizem que foram mal atendidas e desvalorizadas nas seções de atendimento à mulher nas delegacias comuns. Esse tipo de situação é inibidora e não pode acontecer. Os profissionais devem ter preparação para esse serviço”, diz Leila.

A secretária Aparecida Gonçalves, entretanto, diz que as prioridades do governo na destinação de recursos este ano foram para ampliação dos serviços especializados de proteção e atendimento às mulheres, como a implementação de novas casas abrigo e centros de referencia, o que não exclui a preparação de novos servidores. “ Até 2015, a meta do governo é aumentar para 30% o número de municípios com acolhimento a mulheres violentadas”, diz.

A necessidade de formação de novos profissionais ainda é uma das principais barreiras na ampliação dos serviços de atendimento à mulher. A coordenadora da Casa Abrigo do Distrito Federal, Karla Valente, alega que os recursos destinados a preparação e manutenção dos funcionários é insuficiente. “Atualmente temos 44 servidores, destes 17 são plantonistas. Se mantivermos outra casa, não teremos servidores para trabalhar lá”, diz.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: Agência Brasil.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Saiba como denunciar casos de violência contra a mulher.

O que você deve fazer se for vítima ou se presenciar qualquer ato de violação dos direitos da mulher? Sobre o assunto, o repórter Marcial Lima conversou, no Bom Dia Mirante, com a delegada da Mulher, Kazumi Tanaka.

Fonte: Imirante.

terça-feira, 6 de março de 2012

Primeira comandante de UPP, major Priscilla ganha prêmio de governo dos EUA pela coragem.

Premiação terá secretária de Estado, Hillary Clinton, e mulheres prêmio Nobel

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Major Priscilla, na comunidade Santa Marta, que ganhou prêmio pela sua coragem

A major Priscilla Azevedo, da Polícia Militar do Rio de Janeiro, é uma das dez vencedoras do Prêmio Internacional Mulheres de Coragem 2012, oferecido pelo governo americano, que vai ser entregue pela secretária de Estado, Hillary Clinton, em Washington, capital dos Estados Unidos, nesta quinta-feira (8), Dia Internacional das Mulheres. Priscilla foi a primeira comandante de UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), modelo de polícia comunitária lançado pelo governo do Estado do Rio para tirar das favelas traficantes armados e garantir os direitos da população. A primeira unidade foi lançada em 2009 no morro Santa Marta, em Botafogo, zona sul do Rio.

A premiação terá como convidada especial a primeira-dama Michelle Obama, a embaixadora-geral para Assuntos Globais da Mulher do Governo dos EUA, Melanne Verveer, e outros dignitários americanos e estrangeiros. Entre as convidadas também estarão Leymah Gbowee e Tawakkol Karman, ganhadoras do Prêmio Nobel da Paz de 2011. O evento será realizado a partir das 13h no horário de Brasília (11h, hora local) no Auditório Dean Acheson do Departamento de Estado dos EUA.

O Prêmio Internacional Mulheres de Coragem, concedido pelo Departamento de Estado, reconhece anualmente mulheres do mundo todo que demonstraram liderança e coragem excepcional na defesa dos direitos das mulheres, muitas vezes com grande risco pessoal. Desde o lançamento deste prêmio em 2007, o Departamento de Estado homenageou 46 mulheres de 34 países.

Após a cerimônia de premiação, as Mulheres de Coragem viajarão para dez cidades americanas para atividades do Programa de Visitas de Líderes Internacionais.

Fonte: R7.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Mulheres são destaque nas polícias Civil e Militar de Alagoas

08.03.2011 - 10:09

Superando preconceitos, elas assumem cargos do alto escalão nas corporações

Agência Alagoas

Preconceito e exigência versus sensibilidade e vaidade. Assim é marcada a vida profissional das mulheres, que há anos batalham por seus direitos. E foi por reinvindicar igualdade perante os homens, que em 1910 foi decidido que no dia 8 de março seria comemorado o Dia Internacional da Mulher. A data foi escolhida para homenagear as operárias que foram mortas em 1857, quando lutavam por melhores condições de trabalho.

Atualmente, ainda há quem discuta a presença delas nas corporações policiais. Mesmo com todos os avanços, as mulheres ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional.

Essa luta em prol dos direitos das mulheres se intensifica ainda mais quando a profissão desejada é, na visão da sociedade, atribuída somente para homens, como a área policial. A presença das mulheres na polícia, militar ou civil, está cada vez maior. E em Alagoas não é diferente. Isso se dá devido à comprovação de que a ala feminina é capaz de manusear armamentos, pilotar aviões ou aplicar técnicas de condução de indivíduo exaltado, tão bem quanto os homens.

Na Polícia Militar, as mulheres ocupam inúmeros postos de comando, como é o caso da major Valdenize Ferreira, que ingressou na polícia no ano de 1989, quando foi formada a primeira turma de praça feminina na área militar de Alagoas. Segundo a major, alguns fatos marcaram o início da profissão, a exemplo de dificuldades e desafios em um universo predominantemente masculino. “Naquela época, enfrentamos preconceitos e exigências que chocavam com a sensibilidade e vaidade inerente às mulheres. Mas eu sabia que estava ali porque queria. Era o que eu sempre tinha almejado”, contou.

Atualmente, a major Valdenize é coordenadora Estadual do Programa de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), que busca valorizar a vida e promover a cultura da paz por meio do resgate de jovens que estão em situação vulnerável em relação à violência e ao uso de drogas. Por esse trabalho, a major já recebeu um prêmio de Mérito pela Valorização da Vida.

Outro exemplo de superação feminina dentro da Polícia Militar de Alagoas é a tenente-coronel Ana Paula, que se apaixonou pela formação militar quando tinha aproximadamente 17 anos. “Naquele momento, eu reagi como se fosse um mundo novo, com muita curiosidade e interesse. Foi quando me inscrevi para o concurso da PM de Alagoas”, declarou Ana Paula.

A tenente-coronel considera que o mundo era essencialmente masculino, mas que hoje isso está mudando. “Eu acredito que essa situação vai mudar mais, pois a mulher ainda está buscando ganhar o seu espaço”, disse. Para ela, dentro da corporação não existe um nível alto de preconceito, mas sim uma relutância da parte masculina, que teima em não ceder espaço para as mulheres.

Outro nome que também pode ser citado como exemplo feminino de destaque na PM é o da tenente-coronel Fátima Escaliante, que dirige o Colégio da Polícia Militar, onde são formados jovens e filhos de militares.

Polícia Civil – A presença feminina também é destaque na Polícia Civil de Alagoas. A prova disso é que já chega a 27 o número de mulheres na direção de setores da PC, dentre elas estão as delegadas Paula Mercês, Maria Angelita e Maria José Ferreira, que comandam as Delegacias Especiais de Defesa da Mulher.

Outra grande prova da capacidade da mulher em comandar corporações dentro da PC é a atuação da Delegada Simone Marques, que desde 2008 dirige a Academia da Polícia Civil. Segundo ela, nunca houve preconceitos dentro da polícia, em relação a ela, mas da parte da população, existia um sentimento de surpresa, quando eles iam na delegacia e se deparavam com uma mulher.

“As pessoas se assustavam ao ver uma mulher delegada, mas isso está mudando, já estão se acostumando”, disse Simone. De acordo com a delegada, o papel das mulheres dentro da polícia é muito importante, principalmente em situações que exijam uma atuação muito próxima das pessoas. “A competência e a dedicação das mulheres no desempenho das suas tarefas estão contribuindo para que a visão de sensível e incapaz esteja desaparecendo”, disse.

Para Simone, cabe às mulheres, como aos homens, atuar com profissionalismo e dedicação, sem deixar margens para críticas. “Há espaço para todos. Se você gosta do que faz e tem disposição, o sexo não interfere”, completou a delegada.

Fonte: Gazeta.web.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Número de mulheres assassinadas em SP sobe em dez anos, diz polícia.

20/12/2011 – 21:26

Levantamento é do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa.
Somente em 2010, 105 mulheres foram assassinadas em São Paulo.

Na cidade de São Paulo, um dado novo intriga a polícia: enquanto o número de homicídios caiu 78% nos últimos dez anos, o assassinato de mulheres aumentou. A informação faz parte de um estudo do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Em 2000, 57 mulheres foram assassinadas na capital paulista. Em 2010, esse número chegou a 105.

Veja o site do Fantástico

A delegada Fabiana Sarmento de Sena, do DHPP, acredita que isso seja reflexo da emancipação feminina. “As mulheres conseguem trabalhar fora, sustentar a casa, sustentar os filhos, estudar. Isso, em alguns homens, causa rejeição”, diz.

Uma das últimas vítimas foi a jovem Vanessa Duarte, de 25 anos. No dia 12 de fevereiro, Vanessa saiu de casa para se encontrar com duas amigas e desapareceu. Vinte e quatro horas depois, ela foi encontrada morta com marcas de violência sexual, em um matagal próximo a uma estrada entre as cidades de Vargem Grande e Cotia, na Grande São Paulo. Um crime brutal e misterioso.

“Eu chegava no meu serviço, ligava o computador. A primeira coisa que eu ia fazer era dar bom dia para ela”, conta a irmã gêmea de Vanessa, Valéria.

Outra vítima é Magna Roncati, de 32 anos. Ela foi encontrada morta dentro de uma mala, na represa de Mairiporã, na Grande São Paulo. O crime aconteceu em janeiro.

“Ele foi infeliz porque a mala boiou, a mala subiu. Achamos o nome da vítima da mala e conseguimos identificar a vítima e a família. Foi aí que veio a primeira suspeita”, disse o delegado. O suspeito era namorado de Magna.

Nesta semana, ele foi preso dentro de um ônibus enquanto viajava de Fortaleza para São Paulo. Em depoimento à polícia, ele declarou ter matado a dançarina por legítima defesa, mas a família de Magna afirma que o rapaz era ciumento e agressivo.

“Ela apareceu aqui em casa, eu falei para ela que eu estava muito preocupada com ela e ela falou: ‘Por que essa preocupação? Porque eu tenho medo dele te matar”, relembra a mãe de Magna, Maria Aparecida Nascimento Soares.

O suspeito não agiu sozinho. Um amigo ajudou a transportar o corpo de Magna até a represa. Sem saber que estava sendo gravado, ele assumiu a participação no crime. Perguntado pelo delegado por ajudou, ele respondeu: “É que nem eu falei, ele já fez tanto favor, tantas coisas pra mim, que aconteceu, que na hora eu não neguei”, disse.

Dentro de casa

O levantamento da polícia de São Paulo aponta ainda um dado que assusta: a maioria dos crimes contra as mulheres acontece dentro de casa e o assassino é o companheiro.
Foi o que aconteceu com a nutricionista Raíssa Nogueira, de 31 anos. Em 2009, ela foi morta dentro de casa pelo marido. Eles estavam casados há sete anos e tinham uma filha.

“Parecia que estava tudo bem entre eles, assim, aparentemente, né? Acho que ele já estava preparando o crime”, contou a mãe de Raíssa, Juraci Aparecida Nogueira.

Segundo a polícia, o marido tinha uma amante e teria matado a mulher para ficar com o dinheiro do seguro de vida. “Ele falou: ‘Não, sogra, eu não vou me separar da Raíssa. Eu não vou me separar nem da outra nem da Raíssa. A Raíssa, só morta’”, relembrou a mãe.

Com 40 anos de profissão, o delegado Marco Antônio Desgualdo acredita que o estudo do DHPP possa indicar novos caminhos para proteger a mulher de tanta violência. A estratégia pode servir tanto para a cidade de São Paulo como para o Brasil.

“Isso faz com que a impulsividade seja controlada, porque, se ele tiver vontade de fazer, ele também tem que ter a consciência, mesmo diante do impulso, de que ele vai ser punido”, afirma o delegado.

As investigações sobre a morte de Vanessa Duarte continuam. A polícia já tem um suspeito e decretou a prisão preventiva dele. O homem teria agido com a ajuda de outra pessoa, que ainda não foi identificada.

Luis Anderlei de Oliveira era noivo de Vanessa. Nesta sexta-feira (18), ele cumpriu um triste compromisso. “Eu saí para cancelar bufê, igreja, essas coisas, porque não vai mais acontecer o que a gente tinha planejado”

Como ele, as famílias de Raíssa e Magna não se conformam com tanta brutalidade. “Acabou com a minha família porque ele não matou só a minha filha, matou a mim também”, afirma Maria Aparecida Nascimento, mas de Magna.

“Quantas mães, quantos pais estão chorando porque perderam os seus filhos com requinte de crueldade? Isso tem que acabar!”, desabafa José Francisco Nogueira, pai de Raíssa.

Fonte: G1.

sábado, 9 de outubro de 2010

Norma técnica do MJ padroniza atendimento nas delegacias da mulher.

09/09/2010 - 11:27

Brasília, 09/09/10 (MJ) - O Ministério da Justiça (MJ), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), lança a edição atualizada da Norma Técnica de Padronização das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), na próxima segunda-feira, 13 de setembro, em Brasília. Elaborada em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), da Presidência da República, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Secretarias Estaduais de Segurança, Polícias Civis e movimentos sociais, a publicação tem como objetivo propor a uniformização das estruturas e procedimentos das unidades policiais que registram crimes cometidos contra a mulher.

A iniciativa divulga informações sobre diretrizes das delegacias, formação dos profissionais que atuam na área e princípios de atendimento e acolhimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar. Também trata das novas atribuições das unidades policiais em conformidade com a Lei Maria da Penha, procedimentos penais e medidas projetivas.

Foram impressos dez mil exemplares para serem distribuídos nas 475 Delegacias ou Postos Especializados de Atendimento à Mulher, nos Centros de Referência da Mulher e nos Juizados de Defesa da Mulher. A publicação é voltada aos profissionais das delegacias de mulheres, que participaram do processo de discussão e validação da Norma Técnica.

Atribuições das DEAMs

A Lei determina que, além de instaurar o inquérito, as autoridades policiais devem garantir proteção policial, quando necessário, comunicando o fato imediatamente ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. Determina, ainda, que o pessoal da delegacia deve encaminhar a mulher aos estabelecimentos de saúde e ao Instituto Médico Legal; fornecer, quando houver risco de morte, transporte para a ofendida e seus dependentes para abrigo ou local seguro; acompanhar a vítima para a retirada de seus pertences e informá-la sobre seus direitos e os serviços disponíveis.

De acordo com a coordenadora geral das Ações de Prevenção em Segurança Pública da Senasp, Cristina Villanova, a atualização do documento é importante porque orienta os procedimentos a serem adotados. “Tanto a concepção arquitetônica das delegacias, como a postura dos agentes devem propiciar um atendimento acolhedor e humanizado à mulher em situação de violência. A sala de espera deve comportar ambientes separados para a mulher vítima e para o(a) agressor(a), devendo manter a privacidade da mulher e do seu depoimento e atender sem nenhuma forma de preconceito ou discriminação. A equipe de policiais responsável pelo atendimento inicial e acolhimento deve ser qualificada no fenômeno da violência de gênero, conhecer as diretrizes e procedimentos da delegacia e possuir material de informação e orientação”, explica Villanova.

Para acessar a Norma Técnica de Padronização, clique aqui.

Fonte: Ministério da Justiça.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Assembleia Legisltiva realiza sessão sobre violência contra a mulher.

01/09/2010 – 14:40

Da Assecom / Gab. da dep. Eliziane Gama

A Assembleia Legislativa do Maranhão realiza, nesta quinta-feira (2), às 11h, uma Sessão Especial para apresentação dos resultados da Campanha “Quebrando o Silêncio” que este ano pautou o combate à violência contra mulher.

A sessão foi proposta pela presidente da Comissão de Direito da Mulher, deputada Eliziane Gama (PPS). A campanha “Quebrando o silêncio” é desenvolvida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, em uma ação que acontece em vários países do mundo, em que a igreja se reúne com a Sociedade Civil Organizada, escolas e movimentos sociais para realizar o enfrentamento a violência.

“Quero destacar este trabalho desenvolvido pela Igreja Adventista do Sétimo Dia que considero de grande e extraordinária importância para a sociedade brasileira,”, destacou a parlamentar.

No último dia 25 de agosto, Eliziane Gama subiu na tribuna da Assembleia Legislativa para destacar a importância do combate à violência contra mulher realizada pela Igreja Adventista, através da Campanha Quebrando o Silêncio. Durante pronunciamento, a parlamentar frisou a importância da campanha promovida todos os anos pela Igreja Adventista e que este ano tem como tema: Violência Contra a Mulher. Para ela, ações como estas são indispensáveis para fazer valer a Lei Maria da Penha.

“No ano passado realizamos uma sessão especial nessa Casa onde fizemos uma discussão realmente muito apurada e importante sobre a questão de combate a violência em todos os níveis, a violência contra a mulher, a violência contar a criança, a violência contra as demais classes, que às vezes estão numa situação de exclusão social. Este ano faremos também uma sessão especial para discutir o tema”, explicou.

CAMPANHA

O Projeto Quebrando o Silêncio chegou a sua nona edição neste ano de 2010 com objetivo de conscientizar a população a respeito da violência praticada contra mulheres, crianças e idosos. Além destes eventos nacionais, foram realizadas no Maranhão atividades em 595 comunidades divididas em 44 diferentes pólos com palestras e distribuição de folders e revistas para as crianças nas escolas e comunidades, além de oficinas, passeatas e palestras.

Fonte: Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão.

domingo, 18 de julho de 2010

Busca pessoal em mulher.

09/07/2010

Danilo Ferreira

Recebi o seguinte email de uma leitora:

Sou mulher e em minha cidade não tem polícia feminina. Gostaria de saber se tenho o direito de não deixar que os policiais (homens) me revistem sem ter os mesmos, uma justificativa, suspeita plausível ao meu respeito. Eu devo deixar eles me revistarem? Tem algum código, artigo que deixa explícito esse meu direito?

A seguir, o que o Código de Processo Penal – que regula os procedimentos pertinentes à busca pessoal – diz sobre a busca em mulheres:

Art. 249. A busca em mulher será feita por outra mulher, se não importar retardamento ou prejuízo da diligência.

Isso significa que um policial masculino pode, sim, realizar busca pessoal numa mulher (havendo fundada suspeita), caso não haja alternativa. Apesar dessa possibilidade, o procedimento geralmente é evitado ao máximo, pois sempre há a possibilidade de interpretações negativas quanto à atuação do policial masculino em contato com o corpo feminino numa busca.

Muitos criminosos até já perceberam que os policiais deixam de ser criteriosos quando mulheres estão presentes numa ocorrência, fazendo com que companheiras suas portem armas, drogas e outros materiais ilícitos. Com o efetivo diminuto de policiais femininas atuando na operacionalidade, fazer buscas em mulheres se torna uma situação controversa.

Felizmente, no Brasil, a maioria das mulheres usam roupas justas ao corpo, que possibilita ao policial apenas pelo olhar perceber que não carregam consigo nenhum objeto ilícito. Geralmente, revistar as bolsas e outros pertences é o suficiente.

No final, tudo vai depender da postura do policial, que deve sempre ser respeitoso e técnico em sua ação. Mesmo o Código de Processo Penal não proibindo a busca por homem em uma mulher, no caso de não haver alternativa, lembremos que a lei 4.898/65 considera abuso de autoridade “submeter pessoa sob sua guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento não autorizado em lei”, bem como “o ato lesivo da honra ou do patrimônio de pessoa natural ou jurídica, quando praticado com abuso ou desvio de poder ou sem competência legal”. Bom senso é tudo!

Fonte: Abordagem Policial.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A cada 2 horas, uma mulher é morta no Brasil.

11/07/2010 – 12:10

Tatiana Farah, O Globo

Uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil, deixando o país em 12º no ranking mundial de homicídios de mulheres. A maioria das vítimas é morta por parentes, maridos, namorados, ex-companheiros ou homens que foram rejeitados por elas. Segundo o Mapa da Violência 2010, do Instituto Sangari, 40% dessas mulheres têm entre 18 e 30 anos, a mesma faixa de idade de Eliza Samudio, 25 anos, que teria sido morta a mando do goleiro Bruno. Dados do Disque-Denúncia, do governo federal, mostram que a violência ocorre na frente dos filhos: 68% assistem às agressões e 15% sofrem violência com as mães, fisicamente.

Em dez anos (de 1997 a 2007), 41.532 meninas e adultas foram assassinadas, segundo o Mapa da Violência 2010, estudo dos homicídios feito com base nos dados do SUS. A média brasileira é de 3,9 mortes por 100 mil habitantes; e o estado mais violento para as mulheres é o Espírito Santo, com um índice de 10,3 mortes. No Rio, o 8º mais violento, a taxa é de 5,1 mortes. Em São Paulo - onde Eloá Pimentel, de 15 anos, foi morta em 2008 após ser feita refém pelo ex-namorado em Santo André, e que agora acompanha o desfecho do assassinato de Mercia Nakashima - a taxa é de 2,8.

Pesquisadora: assassinos se acham donos das mulheres

O sociólogo Julio Jacobo Waselfisz, responsável pelo levantamento do Mapa da Violência, criou um ranking das cidades com maior incidência de homicídio feminino em relação à população de mulheres. Dezenove cidades têm incidência de assassinatos maior que o país mais violento do mundo para as mulheres, El Salvador, com 12,7 mortes por 100 mil habitantes. Em Alto Alegre (Roraima) e Silva Jardim (Rio), a taxa chega a ser 80% maior. Nos últimos cinco anos, o índice foi de 22 e 18,8 mortes, respectivamente.

Outras nove cidades do Rio estão entre as 30 mais violentas: Macaé (7º lugar), Itaguaí (14º), Guapimirim (19º), Saquarema (22º), Rio das Ostras (23º), Búzios (27º) e Itaboraí (29º). Entre as 30 mais violentas, oito são capixabas, incluindo Vitória, com 13,3 mortes por 100 mil habitantes. Duas são paulistas, Itapecerica da Serra e Monte Mor, esta em 6º lugar, com 15,2 mortes.

- A impunidade é o maior instrumento de incentivo à violência. A lei da selva impera em detrimento da educação, numa sociedade que exalta a violência. É preciso criar uma cultura da tolerância e da aceitação das diferenças- diz Waselfisz.

Segundo dados divulgados pela ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, ao GLOBO, os chamados do Disque-Denúncia (usado para denunciar abusos contra mulheres) passaram de 46 mil chamados em 2006 para 401 mil ligações em 2009. No primeiro trimestre deste ano, o serviço cresceu 65% em relação a igual período do ano passado, para 145,9 mil chamados.

Os relatos de violência triplicaram: de 9,3 mil para 29 mil. As mulheres agredidas têm entre 20 e 45 anos (62%), e nível médio de escolaridade. E 40% das assassinadas tinham de 18 a 30 anos. Os agressores têm entre 20 e 55 anos. Segundo Nilcea, os crimes ocorrem quando elas terminam o relacionamento violento ou decidem ter um filho.

Autora do livro "Assassinato de Mulheres e Direitos Humanos", que reúne dez anos de pesquisas sobre homicídios femininos em São Paulo, Eva Blay diz que há um padrão de agressores. Em sua pesquisa, de cada dez mortas por conhecidos, sete foram assassinadas por companheiros ou ex. As vítimas são de todas as classes sociais:

- Para os assassinos, a noção de serem proprietários das mulheres começa muito cedo.

Fonte: O Globo.

Leia também:

11/07/2010 – 12:11 - Falta estrutura para combater a violência contra as mulheres no país