Deus dá liberdade aos Seus filho

Na liberdade que temos, damos o exemplo e não seguimos as más inclinações deste mundo

“Jesus perguntou: ‘Simão, que te parece: Os reis da terra cobram impostos ou taxas de quem: dos filhos ou dos estranhos? Pedro respondeu: ‘Dos estranhos!’ Então Jesus disse: ‘Logo os filhos são livres’” (Mateus 17, 25-26).

Mostrando postagens com marcador São Paulo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador São Paulo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Gestão de ex-secretário "foi péssima", diz sindicato dos delegados de SP.

George Melão já havia pedido exoneração de Ferreira Pinto

Vanessa Beltrão, do R7

George Melão afirmou que novo secretário terá que chamar as bases para conversar e dialogar com as entidades de classe da polícia e com o cidadão

O presidente Sindepsp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), George Melão, afirmou nesta quarta-feira (21), que concordou com a exoneração do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto.

— Toda administração dele foi péssima. O secretário menosprezou o poder de fogo do PCC [Primeiro Comando da Capital]. Ele desafiou o crime organizado dizendo que não existe, que era ficção e todo mundo sabia que o PCC existe e está forte como nunca.

Melão também disse que há um ano e meio já havia pedido ao governador Geraldo Alckmin a exoneração do secretário.

— Mandamos um ofício porque não concordávamos com a forma dele administrar a segurança pública.

Leia mais notícias de São Paulo

Alckmin reconhece "dificuldades" na segurança pública de SP

Para presidente do sindicato, precisou "acontecer toda a criminalidade em São Paulo" para que o secretário saísse.

— Quantas pessoas tiveram que morrer para o governador abrir os olhos e mudar o secretário de segurança pública? Precisou chegar neste patamar para verificar que o doutor Antônio Ferreira Pinto não tinha condições de estar à frente da Secretaria.

No lugar de Antônio Ferreira Pinto, irá assumir o ex-procurador-geral de Justiça de São Paulo, Fernando Grella Vieira. Sobre a mudança, George Melão fez algumas ressalvas.

— Não adianta tirar um secretário e colocar outro, se não houver mudança na forma de administrar. A responsabilidade da Segurança Pública é do governador, o secretário está para auxiliar nos trabalhos.

Em relação à escolha, o presidente do Sindicato dos Delegados do Estado de São Paulo se mostra reticente.

— Nós já estamos no quarto ou quinto secretário de Segurança Pública do Estado, que veio do Ministério Público, e a política de segurança pública não mudou porque justamente o pensamento é quase o mesmo.

O novo secretário de Segurança esteve à frente do MP (Ministério Público) do Estado de São Paulo por dois mandatos, de 2008 a 2012.

Segundo George Melão, para ter bons resultados, Vieira terá que chamar as bases para conversar e dialogar com as entidades de classe da polícia e com o cidadão.

Procurada pela reportagem do R7, a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que não tem mais vínculos com Antônio Ferreira Pinto. A reportagem não conseguiu o contato com o ex-secretário até a publicação desta matéria.

Fonte: R7.

domingo, 18 de novembro de 2012

Ministério quer usar superbloqueador de celular para silenciar PCC nas celas.

Governo oferece maleta de interceptação que permitiu tirar de cadeia de Salvador 1,5 mil aparelhos; na sequência, criminalidade caiu 25%

Vannildo Mendes / BRASÍLIA - O Estado de S. Paulo

Para reforçar o combate à violência em São Paulo, o Ministério da Justiça incluiu no pacote de ajuda ao Estado um moderno aparelho para bloqueio de celulares em presídios. Chamada GI-2, a maleta de interceptação de última geração identifica com precisão o número do aparelho e o chip, uma arma essencial no combate a organizações criminosas comandadas de dentro dos presídios, como o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Até agora, além das vítimas civis, a guerra não declarada entre a facção e as forças de segurança deixou 93 PMs mortos. Sabe-se, desde agosto, que ordens para matar policiais vêm de dentro dos presídios.

Testada recentemente no complexo penitenciário de Salvador, que tem 6 mil detentos, a maleta detectou 1,5 mil celulares em posse dos presos. Os aparelhos foram bloqueados e recolhidos. Uma estatística reforça, no governo, a crença na eficiência do equipamento: nos dias seguintes, a criminalidade geral na capital baiana - incluindo homicídios - teve redução média de 25%. O equipamento foi usado pela primeira vez em 2006 pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen) no presídio federal de Catanduvas.

Para o diretor-geral do Depen, Augusto Rossini, o fato não é casual e confirma análises de inteligência que apontam o uso de celular em presídio como fator alimentador de violência nas ruas. “Oferecemos ao governo paulista e, pela eficiência do aparelho, temos certeza de que a ideia será adotada”, afirmou ele. A maleta usa o princípio da Estação de Rádio Base (ERB) para identificar e bloquear todos os celulares de uma área, sem afetar os da vizinhança.

Desenvolvido em Israel, o equipamento usa a frequência das ondas de telefonia pela qual os presos se comunicam, mas não tem função de escuta, que só pode ser feita com autorização judicial, explicou o diretor. Cada kit custa hoje R$ 1 milhão, mas o preço pode cair se houver lote grande de encomendas. O Depen planeja expandir o uso da maleta para os presídios de todo o País. O governo paulista ficou analisar e de dar resposta à oferta posteriormente.

Para se ter uma ideia do custo de adoção da ideia, São Paulo tem 143 unidades prisionais - e cada uma deveria receber pelo menos um kit. A construção de uma penitenciária paulista demanda, em média, R$ 25 milhões, conforme dados de 2010.

Menos cadeias. Rossini disse ainda que a situação dos presídios está sendo enfrentada pelo governo com um plano que visa a zerar o déficit de 60 mil vagas nas delegacias até 2014 e conter o crescimento da população carcerária nas penitenciárias estaduais. Só em São Paulo, o déficit é de mais de 50 mil vagas.

O governo também investirá em medidas que resultam na redução da massa carcerária, como mutirões de revisão penal e estímulo a penas alternativas para crimes menos graves. É o caso de 70 mil presos por furto e jovens capturados com pequena quantidade de droga. “Não queremos entrar para a história como construtores de presídios, mas por medidas para impactar a redução do déficit de vagas e humanizar as condições carcerárias”, enfatizou.

Fonte: O Estadão.

sábado, 17 de novembro de 2012

Violência em SP: as percepções e a realidade.

O confronto entre o PCC e a polícia fez o número de mortes em São Paulo subir nos últimos meses, só que nem tudo pode ser debitado na conta desse embate. A população está assustada, mas a violência nem de longe se compara à de uma década atrás

Laura Diniz e Otávio Cabral

Efeitos da violência - Na Vila Brasilândia, Zona Norte de São Paulo, a violência mudou a rotina da população, que evita sair à noite com medo do fogo cruzado entre a polícia e os bandido

Efeitos da violência - Na Vila Brasilândia, Zona Norte de São Paulo, a violência mudou a rotina da população, que evita sair à noite com medo do fogo cruzado entre a polícia e os bandido

Um dos efeitos mais nefastos da percepção de que o crime pode confrontar o poder público é o encorajamento dos bandidos

Durante todo o ano de 1999, um paulistano era assassinado a cada uma hora e meia. Foi o auge da barbárie na cidade, mas a rotina das pessoas não se alterava, os restaurantes e bares continuavam cheios, o assunto não dominava as conversas - não se ouvia a palavra guerra. Depois de mais de uma década de queda acentuada nas estatísticas de homicídios, São Paulo terminou 2011 com uma morte violenta a cada oito horas e meia. Mas a percepção dos cidadãos nem sempre acompanha a realidade, conforme mostra reportagem de VEJA desta semana. Escaldados pela onda de atentados terroristas do Primeiro Comando da Capital (PCC) em 2006, quando a cidade ganhou ares de Ensaio sobre a Cegueira com suas sempre movimentadas avenidas desertas em plena luz do dia, os 11 milhões de habitantes de São Paulo tornaram-se mais receosos. Agora, estão mais uma vez com medo. Mas por quê?

A criminalidade, de fato, aumentou muito nos últimos seis meses. Em outubro, houve 149 assassinatos, quase o dobro dos 78 no mesmo período de 2011. Ainda assim, isso significa uma morte a cada cinco horas - um número muito mais baixo que o de dez anos atrás. O principal motivo desse novo surto de violência em São Paulo é, sim, um confronto velado entre policiais e criminosos do PCC. Mas, para entender o que se passa, é preciso fugir do retrato alarmista e superficial e analisar friamente os casos. A verdade é que nem todo policial assassinado foi vítima do PCC, e nem todos os civis mortos foram alvo de vingança de policiais. Do início do ano até quinta-feira, 92 PMs foram mortos no estado - vinte a mais que a média dos últimos cinco anos. O patamar é inaceitável, mas não se deve apenas a uma “matança” das forças de segurança. Investigações policiais encontraram indícios de execução em 40% desses casos - e nem todos estão ligados à facção criminosa. “Teve PM assassinado porque assediou a mulher do traficante e PMs envolvidos com a máfia dos caça-níqueis que foram mortos por seus companheiros de crime. É preciso separar situações como essas dos ataques atribuídos ao PCC para ter a real dimensão dos acontecimentos”, diz o coronel José Vicente, ex-secretário nacional de Segurança Pública. Na segunda-feira, dois policiais foram mortos no centro, a poucos metros do quartel da Rota. Logo se pensou em um ataque do PCC. Mas eles estavam fazendo bico como seguranças de um banco e morreram num assalto.

Do outro lado, o número de assassinatos na capital sobe desde março, sem sinal de recuo. Nos primeiros doze dias de novembro, houve 72 homicídios - em 2011, foram registrados 96 ao longo de todo o mês. Um levantamento do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa sobre os casos deste ano ajuda a divisar melhor o que está acontecendo. Em cerca de trinta dessas 72 mortes há sinais de crime encomendado: em grande parte, pressupõe-se, eram maus policiais, fora de serviço, à caça de suspeitos de participação em crimes contra as forças de segurança. No mais, são crimes do cotidiano das grandes cidades, como o do filho que esfaqueou o pai e a mãe, e tantas outras tristes histórias.

A explicação serve para desmontar discursos políticos inconsequentes, mas não para acalmar a população. Repórteres de VEJA percorreram nos últimos dias os bairros mais afetados pela violência, em todas as regiões da cidade, e conversaram com mais de uma centena de moradores. As ruas estão mais vazias, e a maioria evita chegar tarde em casa. A avenida da foto acima era movimentada à noite há alguns meses. Boatos de “toque de recolher” determinado por criminosos se espalham, mas ninguém nunca vê quem deu a ordem. São, no mais das vezes, apenas isso, boatos. O sentimento difuso de medo não tomou conta de todos os bairros da cidade; em alguns, a vida continua normal. Uma outra parte de São Paulo se sente, no entanto, sitiada, assustada, não sem razão, com a alta nos assassinatos. O que está por trás, então, da violência que alterou a rotina de enormes bolsões da periferia?

Integrantes da cúpula que elabora a política estadual de segurança afirmam que, no início deste ano, o serviço de inteligência da polícia paulista detectou que o PCC preparava uma nova geração de líderes, que, para se legitimar, planejava grandes roubos e atentados. Por essa narrativa, a ação da Rota - a tropa de elite da Polícia Militar - não foi uma ofensiva aleatória, mas estratégica. “A Rota não dispersou forças, agiu com inteligência em cima de pontos estratégicos do PCC”, afirma um dos responsáveis. Em um aspecto, a avaliação do governo estadual coincide com a de policiais que estão nas ruas na linha de frente de combate ao crime e também dos bandidos: em determinado momento, a letalidade do poder público aumentou. Em maio, a Rota matou seis integrantes do PCC na Zona Leste. Em setembro, nove criminosos foram mortos enquanto promoviam um julgamento em um sítio na Grande São Paulo. As apreensões cresceram também. Em uma ação, a polícia conseguiu capturar uma quantidade de drogas, armas, dinheiro e explosivos que equivale ao faturamento de um ano de roubos do PCC. Os criminosos, seja pelo abalo financeiro, seja pelo que perceberam como uma quebra das “regras do jogo”, reagiram.

O acirramento da violência e a sensação de insegurança passaram a prejudicar os negócios da facção, principalmente o tráfico de drogas. Desde o fim de setembro, gravações em poder da polícia mostram líderes do PCC ordenando que cessem os ataques a policiais. Mas, por vários motivos, a situação já havia saído de controle. Hoje, o PCC não é mais tão bem organizado quanto era nas ações de 2006. Não há um comando unificado. O mais famoso líder do grupo, Marco Willians Camacho, o Marcola, está preso há seis anos e perdeu poder. “Hoje o Marcola é uma espécie de rainha da Inglaterra do crime”, afirma um promotor que investiga a facção. Dois bandidos brigam pela sua sucessão - Roberto Soriano, o Beto Tiriça, e Abel Pacheco de Andrade, o Vida Loka -, o que provoca uma divisão entre os membros da facção que estão na rua. Mais violento e menos estrategista, Vida Loka defendeu a continuidade dos ataques mesmo depois de a maior parte do bando ter recuado. Para piorar a situação, bandidos comuns, sem ligação com a facção, aproveitaram a onda de violência para eliminar desafetos e atribuir as mortes ao PCC. O grupo criminoso é um inimigo real, e não um grupo em processo de extinção, como alguns assessores do governador Geraldo Alckmin (PSDB) insistem em dizer. Mas o poder da facção não chega perto do de grupos criminosos do Rio de Janeiro, como o Comando Vermelho, o Terceiro Comando e as milícias comandadas por ex-policiais.

Um dos efeitos mais nefastos da percepção de que o crime pode confrontar o poder público é o encorajamento dos bandidos. Um exemplo disso ocorreu na semana passada em Santa Catarina. Descontentes com a linha-dura em uma prisão de segurança máxima, criminosos lançaram uma ofensiva à la PCC. Quase quarenta veículos, entre ônibus e carros, foram incendiados no estado, onde bandidos chegaram a atirar contra postos da polícia - três marginais acabaram mortos. Mais cedo ou mais tarde, vão perceber o óbvio: é impossível para uma quadrilha, por mais organizada que seja, derrotar a força do estado.

Cristiano Estrela/Ag Res/FolhaPress
Cópia fiel - Ônibus incendiado por criminosos em Florianópolis, onde bandidos descontentes com a rigidez do sistema carcerário lançaram ataques inspirados pela ação do PCC

Cópia fiel - Ônibus incendiado por criminosos em Florianópolis, onde bandidos descontentes com a rigidez do sistema carcerário lançaram ataques inspirados pela ação do PCC

Com reportagem de André Eler, Carolina Rangel, Julia Carvalho, Rafael Foltram e Victor Caputo

Fonte: Veja.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Cardozo justifica declaração dizendo que não se esconde sol com peneira.

Ministro tinha afirmado que preferia morrer a ficar em prisão brasileira.
'Primeiro passo para solucionar o problema é jamais escondê-lo', disse.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta terça-feira que o primeiro passo para solucionar o o problema das penitenciárias brasileiras é "não esconder o sol com a peneira".

De Lima (Peru), Cardozo concedeu entrevista por meio de videoconferência a jornalistas que estavam na sede do Ministério da Justiça, em Brasília.

Nesta quarta (13), o ministro disse, durante palestra a empresários em São Paulo, que "preferia morrer"  a ficar preso no sistema penitenciário brasileiro.

"Eu percebi que algumas pessoas ficaram perplexas com a minha declaração. O primeiro passo para solucionar o problema é jamais escondê-lo. Não é colocá-lo embaixo do tapete. Não se pode esconder o sol com a peneira", afirmou.

Segundo o ministro, "hoje, presos convivem com fezes, com espaços impossíveis, onde não se pode dormir, presos são violentados, presos são agredidos".

Cardozo disse que a primeira missão do governo federal é ampliar o número de presídios em todo o Brasil, com financiamentos aos governos estaduais.

O ministro afirmou que a melhoria das condições dos presídios e ampliação das penitenciária são "prioridades absolutas" para a presidente Dilma Rousseff. Ele disse que atualmente no país há um déficit de 200 mil vagas nas penitenciárias.

 

No ano passado, Dilma lançou plano que prevê R$ 1,1 bilhão para a construção de 60 mil presídios até 2014 - 20 mil foram contratadas durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros 40 mil serão contratados no atual governo.

Segundo Cardozo, as dificuldades na execução do programa não se devem a contingenciamentos no Orçamento, mas sim a problemas "administrativos". "A disposição da presidente foi total. Ela assegurou R$ 1,1 bi. O problema é executar isso dentro dos percalços administrativos", disse

De acordo com o Ministério da Justiça, um ano após o lançamento do programa, foram disponibilizados R$ 270 milhões para a ampliação de presídios. Desse total, R$ 120 milhões foram, de fato, empenhados. Os outros R$ 150 mi serão empenhados até dezembro deste ano.

Ainda segundo o ministério, nenhum presídio teve a construção iniciada até agora no âmbito do programa. O ministro justificou a lentidão dizendo que os governos estaduais têm dificuldades para encontrar terrenos ou não enviam projetos satisfatórios.

"O problema não é o financiamento. É a necessidade de melhorar a gestão em todos os níveis federativos", disse. Cardozo afirmou que o Ministério da Justiça também tem atuado em parcerias com outras pastas para promover ações de saúde e educação nos presídios.

Ele defendeu a aprovação de um projeto de lei que reduza a pena dos presos que estudam. Um dia de aula no ensino médio, fundamental, superior ou profissionalizante representaria um dia a menos da cadeia. A proposta está em tramitação no Congresso.

Fonte: G1.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Ministro da Justiça diz que 'preferia morrer' a ficar preso por anos no país.

Para José Eduardo Cardozo, sistema penitenciário brasileiro 'é medieval'.
Ele participou de evento em SP e não quis comentar penas do mensalão.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que "preferia morrer" a ficar preso no sistema penitenciário brasileiro. “Do fundo do meu coração, se fosse para cumprir muitos anos em alguma prisão nossa, eu preferia morrer”, afirmou. A declaração foi dada nesta terça-feira (13) durante almoço organizado por um grupo de empresários em um hotel do Brooklin, na Zona Sul de São Paulo.

Cardozo afirmou também que os presídios no Brasil "são medievais" e "escolas do crime". "Quem entra em um presídio como pequeno delinquente muitas vezes sai como membro de uma organização criminosa para praticar grandes crimes", afirmou.

"Temos um sistema prisional medieval que não é só violador de direitos humanos, ele não possibilita aquilo que é mais importante em uma sanção penal que é a reinserção social", avaliou o ministro da Justiça.

Ainda durante o evento em São Paulo, o ministro evitou comentar as penas aplicadas aos reús do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF).  “Eu como cidadão brasileiro tenho as minhas impressões, meus sentimentos em relação a esse processo que julgou o mensalão no STF, mas como ministro eu não comentarei jamais”, disse. "Não me sentiria agindo corretamente no meu ofício se fizesse qualquer comentário."

Segurança em São Paulo

Na segunda-feira (12), o ministro participou de reunião com o governador Geraldo Alckmin para celebrar acordo de cooperação com o estado para combater a onda de violência. Desde o início do ano, ao menos 90 policiais foram assassinados e houve alta no total de homicídios. Segundo levantamento da TV Globo, desde 8 de outubro, 256 pessoas foram assassinadas na Grande São Paulo.

Temos um sistema prisional medieval que não é só violador de direitos humanos, ele não possibilita aquilo que é mais importante em uma sanção penal que é a reinserção social"

José Eduardo Cardozo,
ministro da Justiça

Durante o almoço, Cardozo afirmou que o ministério não pode interferir diretamente no policiamento ostensivo no estado de São Paulo para diminuir os índices de criminalidade. “Eu tenho que atuar no meu quadrado”, disse. "Organizações criminosas têm que ser enfrentadas com energia e vontade política. E competência baseada em métodos de inteligência e planificação. Não se pode fechar os olhos para o crime organizado", afirmou.

O ministro ressaltou que não há crime organizado que funcione sem a corrupção. Segundo ele, o problema não está apenas nos "agentes públicos", mas também no "mundo privado" que acaba alimentado o ciclo da violência com práticas como o pagamento de propina.

"A corrupção é um negócio que infelizmente vem da nossa cultura. É um problema no mundo, mas na cultura brasileira a falta de distinção entre o público e o privado é um negócio que é assustador. Síndico de prédio no Brasil, às vezes, superfatura o capacho da entrada do prédio", afirmou.

Fiscalização contra o crime

Sobre o plano contenção nas divisas, Cardozo afirmou que a fiscalização será reforçada no estado nos planos terrestre, aéreo e marítimo. Nos pontos terrestres, a contenção será feita pelas Polícias Rodoviárias Estadual e Federal, Polícia Federal, Força Nacional, Polícia Civil, Polícia Militar, Receita Federal e Secretaria da Fazenda.

Durante a palestra para empresários, Cardozo disse que todos que governam têm responsabilidade sobre a segurança pública e afirmou que é “hora de parar de fazer jogo de empurra-empurra”.

Ele também reclamou da falta de diálogo entre as diferentes esferas de governo no país, porém, preferiu um tom mais ameno quando foi questionado sobre a discussão que teve com o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto.

“Uma coisa que aprendi na vida é que, para ler um livro, você vira páginas. Eu começo a ler a página a partir do momento em que nós sentamos, com o telefonema do governador Geraldo Alckmin e da presidente Dilma Rousseff, em que foi decido que nós estaríamos trabalhando em conjunto. Eu começo a ler esse livro a partir dessa página", afirmou.

O ministro e o secretário divergiram sobre a oferta de ajuda. Cardozo afirmava ter oferecido, desde julho, inteligência e transferência de presos. O secretário dizia não ter recebido proposta e que teve negado pedido de recursos na ordem de R$ 149 milhões para equipamentos.

Fonte: G1.

sábado, 10 de novembro de 2012

Ação da PM em maio gerou onda de crimes em SP, apontam investigações.

Três policiais da Rota foram presos por suspeita de execução em julho.
Facção criminosa divulgou carta em agosto com ordens para matar agentes.

Kleber Tomaz e Paulo Toledo Piza
Do G1 São Paulo

Investigações do Ministério Público indicam que a causa da atual onda de violência na região metropolitana de São Paulo foi desencadeada por uma operação da Rota, a tropa de elite da Polícia Militar. Em 28 de maio, policiais da Rota mataram seis suspeitos de pertencerem a uma facção que se reuniam no estacionamento de um bar na favela Tiquatira, na região da Penha, Zona Leste. Em junho, como represália, 11 policiais foram assassinados, quase o dobro do mês anterior (em todo estado, foram registrados 92 homicídios dolosos a mais).

Entre a noite de sexta (9) e a madrugada de sábado, foram sete mortes registradas e um ônibus incendiado (leia reportagem).

imageSegundo a PM, naquela noite de maio os criminosos, que planejavam a libertação de um comparsa preso, foram surpreendidos pela Rota e reagiram à abordagem. Todos os seis morreram na troca de tiros. Para a facção que atua dentro e fora dos presídios paulistas, porém, a operação policial foi “covarde”.

(A tabela ao lado mostra que o número de homicídios cresceu na capital. Abaixo, números indicam alta no número de políciais assassinados.)

Uma testemunha denunciou que os policiais levaram um dos suspeitos até a Rodovia Ayrton Senna e o executaram lá. Essa denúncia levou três agentes da Rota ao Presídio Romão Gomes, que abriga PMs envolvidos em crimes.

Para promotores ouvidos pelo G1, essa ação foi o estopim para criminosos da facção, em busca de vingança, passarem a executar policiais militares. "Esse caso da ação da Rota que matou seis foi o estopim para desencadear essa onda de violência", disse o promotor Marcelo Alexandre Oliveira.

A Polícia Civil e a PM, por meio de sua Corregedoria, além da Ouvidoria das Polícias, através de denúncias anônimas, também apuram essa suspeita. Luiz Gonzaga Dantas, ouvidor das Polícias, que monitora a atividade e letalidade policial, afirma que o órgão investiga a relação entre policiais e a onda de violência. "Após aquelas mortes houve esse revide e chamamento do crime organizado. A PM também estaria revidando e fazendo ações de vingança", disse.

imageDados dos índices de criminalidade divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo mostram que houve aumento no número de homicídios dolosos no estado e na capital após a ação da Rota em 28 de maio. Junho teve 92 assassinatos a mais registrados no estado do que maio.

Na capital o acréscimo foi de 26 mortos. A partir daquele período, 43 ônibus foram atacados na cidade e na região metropolitana, sendo 38 deles incendiados. Desde então, ocorreram mais de 15 ataques a bases e carros policiais.

Dos 90 PMs mortos desde o início do ano até novembro, 62 foram assassinados depois do ocorrido na Zona Leste.

Segundo interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, a informação da execução de um suspeito revoltou a facção. Em 8 de agosto, as lideranças resolveram intensificar a resposta nas ruas contra a ação da Rota e ordenaram os assassinatos de PMs. O "salve geral", como é chamada a ordem enviada pelos criminosos, determinava a morte de dois policiais militares para cada integrante da facção que fosse morto.

As execuções passaram a ser feitas por criminosos que não conseguem pagar a mensalidade da facção. “Até nossas avós sabem: violência gera violência. Essas ações da PM que resultaram em mortes de bandidos acabaram contribuindo para que essa facção ordenasse a vingança”, disse o promotor Marcelo Alexandre Oliveira, que atua em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Marcelo Oliveira é responsável por apurar a morte do policial militar Ismael Alves dos Santos, em 5 de setembro, por criminosos ligados à facção. Um dos executores chegou a ser morto posteriormente. Há suspeitas do envolvimento de policiais militares nesse último assassinato. “Mata de um lado há revide do outro”, comentou.

Morte de policiais: 48 execuções

De acordo com a estatística da PM, após a ação da Rota que matou seis, o mês seguinte teve um pico de assassinatos de policiais militares: foram 11  mortos em junho contra seis em maio.

Dos 90 PMs mortos de janeiro até novembro, cerca de 70 deles estavam de folga e sem farda. Do total de assassinados, 18 eram aposentados e 72 estavam na ativa. De acordo com a corporação, 48 das mortes têm características de execuções.

Em meio a esse fogo cruzado envolvendo motociclistas atirando em pessoas em pontos de tráfico de drogas e criminosos disparando em PMs de folga, famílias de ambos os lados acabaram destruídas. Um dos últimos casos a ganhar destaque na mídia foi da policial militar Marta Umbelina da Silva. Em trajes civis, ela foi executada na garagem da sua casa, na Vila Brasilândia, Zona Norte. Sua filha de 11 anos a acompanhava e presenciou a mãe ser morta.

A corporação reagiu, com aumento de efetivo e criação de operações, como a Saturação, em favelas e bairros violentos onde o crime tem influência, como Paraisópolis e Vila Brasilândia. Ao todo, 129 suspeitos de participarem de ataques contra PMs foram presos. Outros 20 foram mortos em tiroteios e mais 20 são procurados.

imageA violência também fez com que os governos estadual e federal deixassem de lado suas diferenças (evidenciadas após atrito entre o secretário da Segurança Antonio Ferreira Pinto e o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo) e firmassem acordo para criar uma central integrada de inteligência contra o crime organizado.

Em encontro entre representantes da União e do Estado, na sede do governo paulista, foi determinada a transferência de integrantes da facção que ordenou ataques contra policiais para presídios federais e para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

O primeiro preso a sentir na pele essa decisão foi Francisco Antonio Cesário da Silva, o Piauí. Acusado de ser o mandante da morte de PMs em São Paulo, ele foi levado da Penitenciária Estadual de Avaré, no interior paulista, para a Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia.

Chefe do tráfico de drogas na Favela de Paraisópolis, ele é apontado como autor de umalista com nomes de policiais marcados para morrer. No papel, apreendido pela PM, havia endereços de policiais, características físicas e locais onde frequentam.

Agentes penitenciários ouvidos pela reportagem temem que a transferência de chefes da facção para outras unidades provoque a ira dos presos. Há temor de novos ataques a agentes e rebeliões nas penitenciárias paulistas.

Estatuto

O plano da facção de atacar PMs já vinha sendo fomentado desde o final do ano passado. À época, o estatuto que norteia a ação dos integrantes da quadrilha recebeu dois novos artigos, passando de 16 para 18. O último item termina com uma frase que, meses depois, sairia do papel e ganharia as ruas: “Vida se paga com vida, e sangue se paga com sangue”.

Segundo o deputado estadual Olímpio Gomes (PDT), major da reserva da Polícia Militar, o governo já havia sido avisado dos ataques. “Em julho, tive acesso a documentos com ordens para matar PMs e os encaminhei para o sistema de inteligência das forças de segurança do Estado de São Paulo prontamente”, disse ao G1 o deputado. “Essas ordens foram determinadas depois da morte dos seis suspeitos pela Rota.”

O delegado-geral da Polícia Civil paulista, Marcos Carneiro Lima, diz que constatou a existência desses assassinatos encomendados. “Essa articulação covarde do crime organizado está querendo compensar eventuais mortes de criminosos em atitudes suspeitas pela polícia. É uma das teorias que a polícia está trabalhando, mas terá de apresentar provas.”

Apesar disso, somente na semana passada o governador Geraldo Alckmin (PSDB) confirmou que criminosos haviam ordenado a morte de PMs. O coronel da Polícia Militar Marcos Roberto Chaves, comandante do policiamento da capital, que participa das operações para combater a onda de violência, afirmou que a PM está desarticulando o grupo criminoso. “Independente deles [bandidos] entenderam se a morte do colega deles foi injusta, não cabe a eles praticarem outros crimes”, disse.

Uma das ferramentas usadas pelas forças de segurança para tentar inibir as ações da facção é o uso de grampos telefônicos. As interceptações estariam sendo feitas pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), por autorizações da Justiça e acompanhas por promotores. Em seguida, as informações do que os criminosos conversam por telefone dentro e fora das cadeias são passadas para a Polícia Civil e para a PM.

Luiz Gonzaga Dantas, ouvidor das Polícias, confirmou que o órgão também notou que as ordens para matar PMs começaram após a ação da Rota. “Todos policiais têm um limite e esse limite é a própria lei. Tivemos informações das investigações policiais de que essas mortes também são decorrentes de acerto de contas entre grupos organizados fora da lei. E não descartaram policiais aproveitando esse momento se infiltrando e fazendo justiciamento por conta própria”,disse.

Para o advogado Ariel de Castro Alves, especialista em direitos humanos e segurança pública, a política de Ferreira Pinto está privilegiando a PM e tirando da Polícia Civil o poder de investigação. “Parece que a Polícia Civil está colocada de lado atualmente e a Polícia Militar que passou a fazer o trabalho de inteligência e de investigação. Será que o governo não confia na sua Polícia Civil?”, indagou o advogado.

O delegado-geral Marcos Lima discorda de quem diga que a Polícia Civil está sem poder de investigação. “A Polícia Civil e a Polícia Militar estão trocando informações de inteligência. Existe uma integração muito maior entre as duas polícias”.

O mesmo discurso do delegado-geral foi usado pelo coronel Marcos Chaves para defender o trabalho das duas polícias. “Temos informações da Polícia Civil também. Ela tem autorização para escutas e as passa para a PM”, disse o oficial, que, no entanto, admitiu que, em alguns casos, a Polícia Militar também tem autonomia para trabalhar com escutas telefônicas. “A PM trabalha na parte de planejamento, entre aspas, chamamos de ‘investigação’, para ver a situação criminosa num lugar específico."

O coronel ressalta a importância das escutas para a PM também. "Mas lembro que ela só é autorizada judicialmente. Eu sou favorável e não concordo com quem diga que a PM esteja sendo favorecida. Percebo que tenta se criar animosidade entre as duas polícias. Isso não é verdade.”

Fonte: G1.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Tropa de Elite 3: a guerra chegou a São Paulo.

rubens3 Tropa de Elite 3: a guerra chegou a São Paulo

A violência em São Paulo é resultado da disputa entre o PCC, organização que tradicionalmente domina a vida criminosa no Estado, e uma milícia formada por policiais militares, da ativa e aposentados. Essa milícia teria sido criada inicialmente como grupo de extermínio. Se transformou em facção do crime organizado, disputando territórios com o PCC. A mortandade sem fim é resultado disso: uma guerra de gangues. A conclusão é do jornal O Globo, esta semana.

A reportagem revela a disputa dos dois grupos pelo controle das máquinas caça-níqueis da Grande São Paulo. A história foi relatada por um agente de segurança anônimo. A milícia da PM estaria tentando tomar do PCC a receita dos caça-níqueis no bairro de Paraisópolis, considerado o principal mercado de cocaína, por causa da vizinhança do rico Morumbi. Francisco Antonio Cesário da Silva, o Piauí, esse bandido que está no centro das atenções, era chefão justamente em Paraisópolis. Cada máquina fatura entre R$ 4 mil e R$ 15 mil por mês. A íntegra aqui.

O que diz o governo do Estado de São Paulo, responsável pela Polícia Militar? A Secretaria de Segurança nega a existência de milícias em São Paulo. Mas a reportagem de O Globo completa: "Uma fonte do alto escalão do governo, porém, confirmou o conhecimento do grupo e a investigação sobre ele pelas execuções dos últimos dias."Então agora temos milícias em São Paulo. Além de brigar pela grana dos caça-níqueis, onde mais elas têm a mão?

Todos assistimos Tropa de Elite 2 - será que nossa milícia paulistana também ganha dinheiro com gás, TV paga, segurança a comerciantes de bairros pobres, e, claro, tráfico de drogas? Será que ela elege político? Será que elegeu algum vereador na última eleição? Será que ele faz parte da base do prefeito, ou da oposição? E, no final de contas, será que as milícias não são uma alternativa menos ruim que o PCC? Qual é o poder real do PCC? Bem, de tudo que já li sobre o assunto, o mais esclarecedor foi esse longo diálogo entre especialistas na organização, publicado esta semana pelo Estadão. O PCC é bem maior e mais assustador do que nossas autoridades nos levam a crer.

 Tropa de Elite 3: a guerra chegou a São Paulo
Leia aqui, por favor.

O que fazer? Tentadora a solução carioca: vamos fazer UPPs em São Paulo! Vamos botar o exército para invadir e ocupar as favelas. Mas a solução carioca é artifício eleitoral e imobiliário. O Rio tem mais de mil favelas. As UPPs estão em um punhado delas. O deputado carioca Marcelo Freixo, que inspirou o personagem de Tropa de Elite 2 (o político que combate as milícias), e foi candidato a prefeito, escreveu em 2010:

"A milícia é um projeto econômico, a milícia é um projeto financeiro, não é um grupo de justiceiros. Nesse sentido se não cortarmos os braços econômicos eles não serão vencidos, vão continuar crescendo e não adianta o Governador falar meia verdade, dizendo que os líderes foram presos. Foram presos e as milícias continuam muito bem, obrigado. Continuam funcionando, continuam ampliando nos territórios, continuam matando gente à luz do dia. As Zonas Oeste e a Norte estão completamente dominadas pelas milícias... E me estranha muito o Governador tentar simplificar o debate sobre Segurança Pública, dizendo que o Rio de Janeiro é outro porque tem UPPs.

São mais de mil favelas no Rio e as UPPs não chegam a 13 delas. Eu estive hoje no Chapéu Mangueira e na Babilônia. Além da polícia, não há lá qualquer braço do Estado. A creche mal funciona, com o salário atrasado das professoras, o que a Prefeitura não assume. O posto de saúde não tem nenhum médico, nenhum dentista da rede pública do Estado. É mais uma vez a lógica exclusiva da polícia nas favelas – e somente a polícia. O mapa das UPPs é revelador, o setor hoteleiro da Zona Sul, o entorno do Maracanã, a Zona Portuária e a Cidade de Deus – única área dominada pelo tráfico em toda Jacarepaguá, que tem o domínio hegemônico das milícias.

rota acao hg 20120911 Tropa de Elite 3: a guerra chegou a São Paulo

A UPP é um projeto de cidade. A UPP é um projeto que viabiliza um Rio de Janeiro desejado para os Jogos Olímpicos, onde determinados territórios são escolhidos para um projeto de cidade. Não é um projeto de Segurança Pública! E eu estranho o silêncio desse governo em relação às milícias, dizendo que o Rio está pacificado, diante do crescimento das milícias. E por quê? Por que, indiretamente, nas entrelinhas, o Governador voltou a acreditar que as milícias representam um mal menor? É isso que está sendo dito, porque as UPPs não chegaram às áreas de milícia?"

Será que o governo de São Paulo acredita que as milícias representam um mal menor que o PCC? Torço para que não. A milícia não é melhor que o PCC, é pior - assim como a pena de morte é mais repulsiva do que o assassinato, e o crime cometido pelo policial é mais imoral que pelo bandido profissional. No delito, todos se igualam, mas uns tem a lei a seu lado, impunidade garantida, e verniz de respeitabilidade. E os policiais honestos pagam pelos picaretas. As execuções continuam sem dar trégua, de todos os lados. Todo dia morrem policiais, assassinados em momentos de folga, à paisana, da ativa e aposentados - honestos, bandidos, não sabemos. Todo dia morrem civis - honestos, bandidos, não sabemos. No discurso oficial, todo PM abatido é um herói, e todo civil morto era suspeito. É a chacina nossa de cada dia, com direito a balas inocentes abatendo transeuntes.

ultima Tropa de Elite 3: a guerra chegou a São Paulo

No discurso oficial, não existem  milícias na nossa cidade, e aliás, o secretário de segurança pública diz que o PCC não é ameaça - afinal, seus líderes estão todos presos. Então por que morre tanta gente todo dia nessa guerra sem fim? No que atuam as milícias paulistanas? Que territórios elas controlam? Não sabemos. Esta guerra não chegou ou chegará ao meu bairro. Onde eu moro tem lei, luz, água, posto de saúde, e, sim, policiamento. Lá onde moram os que morrem, o Estado ainda não chegou. Enquanto não compartilharmos a riqueza da cidade (e do País) com a maioria dos paulistanos, a mortandade vai continuar. Esta é a cidade que Haddad herdou. Mesmo não tendo poder sobre a PM, tem obrigação de botar o dedo na ferida. Levar serviços públicos de qualidade, inclusive policiamento, a toda nossa população, pode ser solução de longo prazo. Mas é a única que funcionará de verdade.

Ainda mais se acompanhada por outras duas muito importantes: a dissolução da polícia militar e a legalização das drogas. As outras alternativas são paliativas ou marketing. Em setembro, o Brasil perdeu boa chance de enfrentar a sério este desafio. Dilma Rousseff sancionou a lei que dá pena maior para grupos de extermínio, facções e milícias. Só que a lei é só propaganda. Para não criar uma saia justa política com os governadores, ainda mais em véspera de eleição, Dilma vetou justamente o artigo mais importante da lei, o que tipifica esse crime como federal. Com isso, a presidente manteve o poder de investigação com a polícia de cada Estado. Fica tudo sobre controle de cada governador, e portanto, do seu secretário de segurança, e do seu comando das polícias. Não é pra valer. A lei sancionada é do deputado Luiz Couto, do PT da Paraíba. Está com a cabeça a prêmio. Só anda escoltado pela Polícia Federal, e com colete a prova de balas.

Fonte: Blog de Andre Forastieri.

Planalto negligencia segurança e onera estados e municípios.

Brasília – A relação de causa e efeito se manifesta de forma clara na segurança pública. A redução de investimentos por parte do governo federal – a queda foi de 21% no total e 61% na inteligência, no comparativo entre 2011 e 2010 – fez com que uma onda de violência atingisse diversas regiões do Brasil nas últimas semanas, em especial o estado de São Paulo.

Administradores e legisladores apontam que a diminuição dos investimentos leva o governo federal transferir a responsabilidade às esferas municipal e estadual – que, apesar de terem capacidade de lidar com parte do problema, não têm gerência sobre elementos decisivos para a boa gestão da segurança pública. As fronteiras são o principal exemplo desta situação.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), costuma repetir que “São Paulo produz laranja, cana e outras coisas, e não cocaína”. Além das drogas, são tampouco feitas em território paulista as armas que municiam criminosos por todo o estado.

“Uma vez que as armas e as drogas chegam nas cidades, a atuação do poder público é muito mais difícil”, diz o deputado federal Alberto Mourão (PSDB-SP). Luiz Nishimori (PSDB-PR), também deputado federal, e integrante da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, afirma que “o governo está falhando no gerenciamento das fronteiras”. O parlamentar destaca também a presença massiva de produtos contrabandeados em território nacional, que prejudicam a economia brasileira.

Passando os problemas

O pesquisador Vasco Furtado, integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, responsável pelo estudo, disse que “desde a criação do plano nacional de segurança pública, no governo Fernando Henrique Cardoso, houve um consenso de que os governos estaduais não têm condições sozinhos de implementar sua política de segurança. Se a União reduz esse investimento na área, certamente há um impacto negativo”.

Apesar do quadro já estar destacado pelos estudiosos há cerca de 10 anos, a gestão petista opta pelo rumo oposto. O deputado Alberto Mourão, que foi eleito, em outubro, prefeito de Praia Grande (SP), disse que os administradores de estados e municípios se sentem com sua capacidade de ação reduzida devido à incapacidade administrativa do governo federal.

Ainda assim, a criatividade é evocada pelo deputado na busca pela melhoria na qualidade de vida dos cidadãos. Mourão afirmou que prefeitos e governadores podem ter decisiva atuação na prevenção da violência – por exemplo, intensificando projetos para reabilitação de pessoas com dependência química. “Mas é claro que este tipo de ação poderia ir muito mais longe se tivesse o suporte devido do governo federal”, afirma.

Com a redução dos investimentos da Presidência da República, fica difícil acreditar em uma situação diferente.

Fonte: PSDB.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Alckmin e Cardozo anunciam agência integrada contra o crime.

Acordo será firmado na segunda-feira 12, com PF e secretaria de Segurança

O ministro José Eduardo Cardozo e o governador Geraldo Alckmin disseram na tarde desta terça-feira (05), no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, que as esferas estadual e federal terão uma agência integrada de combate ao crime organizado. Segundo Cardozo, o acordo será firmado na próxima segunda-feira (12) e terá membros da Polícia Federal e da Secretaria Estadual da Segurança Pública na coordenação.

A criação do novo órgão foi anunciada após reunião da cúpula da Segurança Pública do Estado com entidades vinculadas ao Ministério da Justiça, entre as quais o Departamento Penitenciário Nacional (Depen). O encontro desta tarde aconteceu após uma onda de assassinatos na capital paulista que vitimou mais de 90 Políciais Militares, além de cidadãos comuns.

Segundo o ministro da Justiça, a reunião desta tarde definiu ações de "asfixiamento financeiro" das organizações criminosas responsáveis pelos ataques e também a futura transferência das lideranças envolvidas em mortes de policiais para presídios federais. Ele disse que não serão divulgados os nomes nem as datas das transferências. "Vamos atacar frontalmente estas organizações", declarou.

Cardozo destacou como papel da Polícia Federal no novo órgão as tarefas de repressão à lavagem de dinheiro, combate ao tráfico de drogas e da corrupção política ligada às facções criminosas. Já a Receita Federal tomaria conta do esvaziamento financeiro dos grupos criminosos na origem de suas fontes de renda. Além destas medidas, foi anunciado também um esforço de combate ao crack. "Política de segurança pública e enfrentamento ao crime organizado tem de ser feito em conjunto", disse o ministro Cardozo.

Alckmin afirmou que na reunião desta tarde foram estabelecidas metas e datas, sem especificar que metas seriam estas. Sobre as mortes, atribuiu a uma reação das quadrilhas à repressão que já existe. "Não é uma tarefa fácil (a da repressão ao crime), quanto mais ação, maior a reação", afirmou.

A titularidade da agência será dividida pelo superintendente da Polícia Federal Roberto Ciciliati Troncon Filho e pelo secretário-adjunto de Segurança Pública, Jair Manzano, segundo o ministro da Justiça. Entre os órgãos que comporão a entidade estão A Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional, o Depen e a Receita Federal, além da Polícia Militar, Tribunal de Justiça e Ministério Público, além das próprias PF e SSP-SP.

Onda de violência

Desde o início do ano, ao menos 90 policiais foram assassinados no Estado. Desse total, 18 eram aposentados e três estavam em serviço. Além disso, o Estado continua a enfrentar um grande índice de violência. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, só na capital houve um crescimento de 102,82% no número de pessoas vítimas de homicídio no mês de setembro, em comparação ao mesmo período do ano passado. Em todo o Estado, a alta foi de 26,71% no mesmo período.

Fonte: Jornal do Brasil.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Números oficiais comprovam aumento da violência em São Paulo.

Em setembro, os homicídios aumentaram 27% na comparação com agosto, os roubos seguidos de morte triplicaram e os homicídios também cresceram.

As mortes registradas durante a madrugada em São Paulo aumentam a conta dos casos de assassinato e roubo seguidos de morte registrados no estado ao longo deste ano. Durante esse ano, até setembro, os latrocínios triplicaram.

Nesta madrugada, criminosos atacaram mais um ônibus, em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Já são 35 ataques só este ano.

A Favela São Remo, na Zona Oeste da capital, recebeu uma operação policial, na manhã de quarta-feira (31), para cumprir mandados de prisão de pessoas que teriam assassinado um policial da Rota na região.

De janeiro até agora foram 86 policiais mortos em todo o estado. Os números oficiais, da Secretaria de Segurança Pública, mostram que a violência aumentou em São Paulo, nos últimos tempos.

As autoridades afirmam que se tratam de casos isolados, e não coordenados. Especialistas concordam, mas defendem uma ação mais rígida do estado para conter a onda de crimes.

Os números indicam que a violência tem avançado. Na capital, no mês passado, os homicídios aumentaram 27% na comparação com agosto. Já os roubos seguidos de morte triplicaram. De janeiro a setembro deste ano os homicídios no estado também cresceram.

“É difícil um diagnóstico absolutamente preciso sobre o que ocorreu. Pode estar relacionada a guerra de interesses dentro das facções criminosas, e você gera um espiral, uma reação por parte de pessoas que tem seus interesses contrariados, questões territoriais especificas”, explica Teodomiro Dias Neto, membro do Fórum Brasileiro de Segurança.

Nem os PMs estão a salvo. De janeiro até agora, 86 policiais militares foram assassinados no estado. Em todo o ano passado foram 56. “Essas mortes saíram do rumo natural. Então está havendo um plano dirigido contra agentes do estado”, afirma o especialista.

“Existe uma série de motivos. São desafetos, são pessoas que são presas pelos policiais militares e acabam sendo soltas e, em seguida, vão à forra. O momento é oportuno para isso, esses ataques têm ocorrido também em biqueiras, em distribuição de drogas, pela disputa desses pontos de distribuição, guerra entre quadrilhas. Essa somatória de motivos leva a essa forma onda de violência que nós vamos reverter esse quadro com toda certeza”, afirma Antônio Ferreira Pinto, secretário de Segurança de São Paulo.

O secretário de Segurança disse que não recebeu nenhuma oferta de ajuda do Governo Federal e questionou: “Convenhamos, o que o Governo Federal pode oferecer? Ajuda da polícia? Nós temos uma Polícia Civil altamente especializada com mais de 30 mil homens e a Polícia Federal tem 10 mil homens para o país inteiro. Força Nacional? Força Nacional é uma força eventual que contém um grande contingente da própria Policia Militar de São Paulo”, ressalta.

Em nota, o Ministério da Justiça reafirma que em diversas oportunidades ofereceu apoio ao governo de São Paulo. Proposta que foi reiterada em junho deste ano. A nota diz ainda que o ministro da Justiça encaminhava, na terça-feira (30), um ofício ao governador Geraldo Alckmin em que manifesta, mais uma vez, a intenção de que seja pactuado um plano integrado de segurança.

Mais tarde, o governo do estado de São Paulo divulgou nota afirmando que ainda não recebeu o ofício do Ministério da Justiça, que oferece apoio. E que, assim que o receber, vai adotar providências para intensificar a cooperação no combate ao crime. A nota diz ainda que o governador Geraldo Alckmin reitera que toda colaboração do Governo Federal na segurança pública é bem-vinda.

Fonte: G1/Bom Dia Brasil.

domingo, 12 de agosto de 2012

Cara, cadê meu carro? Site ajuda a ver locais onde automóveis são furtados.

A sensação de deixar seu carro estacionado em uma rua e, ao voltar para buscá-lo, encontrar apenas um espaço vazio no lugar não é nada agradável. E, convenhamos, não é muito difícil isso acontecer nos dias de hoje. 

Foi pensando em ajudar as pessoas a evitar esse tipo de situação que o site "Furtaram Meu Carro!" foi lançado. A ideia é que as pessoas visualizem por meio de um mapa os locais com maior incidência de casos de furto de automóveis.

As informações que alimentam o site são fornecidas pelos próprios usuários. Para informar que seu carro foi furtado e alertar os demais usuários, basta entrar no site e clicar no botão "Adicionar roubo ao mapa" e preencher um rápido formulário com as informações.

Por enquanto o único mapa disponível é do estado de São Paulo, mas em breve todo o país poderá descobrir em quais ruas é recomendável não estacionar seu carro. O site ainda traz estatísticas e dicas de como prevenir roubos.

Esperamos que você utilize o site apenas para se manter antenado nos lugares onde a incidência de furtos é maior, e não precise dar sua colaboração para alimentá-lo!

Fonte: Canaltech.

domingo, 5 de agosto de 2012

Projeto de lei quer colocar detector de metal em salas de cinema de São Paulo.

Uma proposta em tramitação na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) quer instalar detectores de metal nas salas de cinema, teatros e casas de show de todo o estado. De autoria da deputada Heroilma Tavares (PTB), o PL 482/2012 (Projeto de Lei) prevê que os espectadores que se recusarem à fiscalização deverão ser proibidos de ter acesso ao local.

Para justificar a proposta, a deputada afirma que a medida trará mais tranquilidade aos frequentadores após a recorrente divulgação de ataques ao público de espetáculos. De acordo com Heroilma Tavares, o procedimento passa a ser ainda mais necessário por conta da proximidade com a Copa do Mundo, momento em que haverá um aumento considerável no fluxo de turistas.

A deputada explica que, por mais preparada que esteja, a equipe de seguranças desses estabelecimentos não tem condições de identificar pessoas com algum distúrbio ou transtorno mais grave, e o detector de metais irá contribuir para melhorar a segurança coletiva.

A regra, no entanto, não se aplica a pessoas portadoras de marca-passo, próteses ou similares — mediante apresentação de documento comprobatório. Policiais devidamente identificados também estarão isentos da medida.

Caso o estabelecimento deixe de instalar os detectores de metal, o projeto prevê que o proprietário arque com uma multa de mais de R$ 1.800.

Fonte: Última Instância.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Estudantes decidem desocupar USP, mas dissidentes invadiram a reitoria.

Um grupo de estudantes descontentes com a decisão decidiu invadir a reitoria da universidade. Segundo a PM, cerca de 20 ainda estão dentro do prédio.

Estudantes da Universidade de São Paulo decidiram desocupar nesta quarta-feira (2) o prédio da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, mas nem todos os alunos concordaram com a decisão.

Um grupo de 150 estudantes descontentes com a decisão da assembleia, decidiu invadir a reitoria da universidade. Segundo a PM, cerca de 20 ainda estão dentro do prédio. A discussão, que divide o movimento estudantil da maior universidade do país, é se a Polícia Militar deve ou não fazer o patrulhamento dentro do campus.

Mais de cinco horas de assembléia e muita discussão. Até que os mil alunos da USP reunidos decidiram: vão desocupar a administração da faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.

O lugar foi tomado por eles na última quinta-feira, depois de um confronto com policiais militares. Os PMs tinham abordado três alunos que estariam fumando maconha dentro da universidade. Vários estudantes reagiram. O episódio provocou uma divisão entre os alunos da USP.

“Eu sou contra a PM no campus porque a PM não é um solucionador de conflitos”, opina estudante de ciências sociais Mariana Varela.

“Não faz sentido pedir a retirada da PM. A PM traz segurança, não tem como dizer que não”, discorda estudante de letras Marina Grilli.

Nesta terça-feira (2), enquanto parte dos estudantes discutia a ocupação do prédio, outro grupo defendia o policiamento em uma manifestação que começou quase no mesmo horário.

“Sem dúvida, a PM pode garantir mais segurança. É lógico que só a PM não vai dar toda a segurança que a gente precisa. Mas a PM garante, sim, mais segurança”, afirma estudante de engenharia Lucas Sorrillo.

Os contrários à permanência da polícia afirmam que a segurança poderia melhorar com a solução de alguns problemas no campus.

“Os ônibus demoram muito para passar, as pessoas passam muito tempo no ponto. A iluminação, além de ser muito ruim, tem o problema da sombra das árvores e tudo o mais. A calçada fica no escuro porque os postes são postes de luz que apontam pro meia da rua. As pessoas ficam no escuro mesmo”, conta estudante de ciências sociais Henrique Cunha.

Em uma noite de maio deste ano, o estudante Felipe Ramos de Paiva foi assassinado dentro da cidade universitária. Ele saía da aula e foi morto a tiros no estacionamento. O crime levou a reitoria da USP a assinar o convênio com a PM para reforçar a segurança. A escuridão e a solidão preocupam quem sai da aula no fim da noite.

“Conheço várias pessoas, colegas que passaram por todo tipo de susto, de apuros. Seria necessária, sim, uma iluminação melhor, um reforço policial mais adequado. Acho necessária a presença da Polícia Militar”, afirma estudante de física Valdir Geovanoni.

O prédio da administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas deve ser desocupado ainda na manhã desta quarta-feira (2) e os estudantes da USP marcaram um novo ato contra a presença da PM dentro da universidade para a próxima segunda-feira. Em nota, a Polícia Militar disse que o convênio firmado com a USP prevê o policiamento da universidade e o apoio à guarda universitária, mas, como nós vimos nas imagens, é preciso melhorar bastante a iluminação.

Fonte: G1/Bom Dia Brasil.

Veja abaixo o comentário de Alexandre Garcia sobre a invasão da USP:

'PM foi chamada à USP para impedir ilegalidades', lembra Alexandre Garcia

 

Leia mais:

01/11/2011 - 05h40

Estudantes da USP organizam protesto a favor da PM

Ato estava sendo marcado, em página de rede social, para a tarde de terça-feira

Estudantes da USP (Universidade de São Paulo) estavam organizando, por meio do Facebook, um protesto a favor da presença da PM (Polícia Militar) no campus. O evento na rede social foi criado por uma estudante de Letras e deve acontecer nesta terça-feira (1º), a partir das 17h, na praça do Relógio, no campus Butantã, zona oeste de São Paulo.

A manifestação será feita em repúdio aos acontecimentos da semana passada, quando alunos da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) foram detidos com maconha, entraram em conflito com a PM e decidiram ocupar a administração do prédio em oposição à presença dos policiais no campus.

Na página do evento no Facebook, lê-se na descrição "Somos estudantes, somos trabalhadores, somos a maioria. E EXIGIMOS SEGURANÇA! A minoria contra tudo e todos não pode nos impedir de querer o que é nosso de direito! A Cidade Universitária é parte da cidade de São Paulo, e deve ser tratada como tal. Aqui a lei se cumpre, e os fora-da-lei são devidamente punidos!".

Os estudantes que ocupam a FFLCH, por outro lado, organizaram um protesto na tarde de segunda-feira (31) em frente à reitoria.

Conflito

O impasse entre os alunos e a Polícia Militar começou na noite de quinta-feira (27). Centenas de universitários teriam se reunido na frente das viaturas em que estavam os três estudantes supostamente flagrados com maconha para evitar que eles fossem detidos.

Confira também

De acordo com os estudantes, “a polícia continuou irredutível e chamou reforços”, o que teria provocado o confronto que terminou com uso de gás lacrimogênio, spray de pimenta, bala de borracha e uso de cassetetes, por parte da PM.

Polícia Militar informou que, por conta do confronto, três policiais militares ficaram feridos e cinco viaturas foram danificadas pelos estudantes da USP. Os jovens presos foram levados para o 91º Distrito Policial (Ceagesp), onde iriam assinar um termo circunstanciado antes de serem liberados.
Em nota divulgada na sexta-feira (28), os alunos afirmam que a decisão de ocupar o prédio foi tomada por cerca de 500 alunos.

Assista ao vídeo clicando aqui.

Fonte: R7.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Comerciante pede, em faixa, organização de assaltantes no interior de SP.

Dono de loja em Sorocaba reclama da falta da segurança e pede que ladrões roubem 'um por vez'

José Maria Tomazela - O Estado de S.Paulo

SOROCABA - Depois de ser assaltado três vezes seguidas, o dono de uma loja na região central de Sorocaba, a 92 km de São Paulo, decidiu fazer um apelo aos marginais.

Faixa de protesto pede organização de criminosos - Reprodução/TV Tem

Reprodução/TV Tem

Faixa de protesto pede organização de criminosos

Ele mandou fazer e estendeu uma faixa na entrada do estabelecimento, com os dizeres: "Srs. Ladrões e Assaltantes. Como esta avenida está abandonada e a segurança pública é de mintirinha (sic), por favor, queiram se organizar para todos não virem ao mesmo tempo."

O apelo chama a atenção de quem passa pela avenida Afonso Vergueiro, uma das mais movimentadas da cidade, principal ligação entre as zonas leste e oeste.

O comerciante, que não se identifica por medo de represálias, diz que o recado tem endereço certo: "Parece direcionado aos ladrões, mas é para o pessoal de cima, o pessoal que comanda a segurança que, infelizmente, é precária."

Sua loja de equipamentos e acessórios para motos foi assaltada três vezes este ano, duas na semana passada, em dias seguidos. As câmeras de vigilância gravaram as ações dos bandidos, mas nenhum deles foi preso.

Prejuízo. Outros comerciantes da avenida reclamam dos assaltos. Um deles teve a loja roubada quatro vezes e contratou segurança particular. "Gasto R$ 8 mil por mês com segurança, mas é a única forma de conseguir trabalhar."

Também houve lojista que passou a manter as portas fechadas durante o dia, mas teve perda de clientela. De acordo com a Polícia Militar, foram registrados 83 furtos e 36 roubos este ano na região.

O capitão da PM Ubiratã Marques da Silva, comandante do policiamento, disse que a segurança foi reforçada com a colocação de viaturas em pontos estratégicos. Ele pediu aos comerciantes que os comerciantes registrem as ocorrências e sejam parceiros da polícia fornecendo as imagens das câmeras de segurança, para que os ladrões sejam identificados e presos.

Fonte: Estadão.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Brasil tem 3ª maior taxa de homicídios da América do Sul, diz ONU.

06/10/2011 – 01:05 - Atualizado em 06/10/2011 - 03:46

Órgão fez 1º estudo global; em números absolutos, Brasil lidera no mundo.
São Paulo é citada como bom exemplo na diminuição de homicídios.

Do G1, em São Paulo

Capa do estudo divulgado pelo órgão da ONU (Foto: Reprodução)Capa do estudo divulgado pelo órgão da ONU (Foto: Reprodução)

O Brasil possui a terceira maior taxa de homicídios da América do Sul, atrás apenas da Venezuela e da Colômbia, segundo um estudo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes divulgado nesta quinta-feira (6).

O primeiro "Estudo Global sobre Homicídio" reúne dados oficiais de diversos países do mundo no ano de 2010 ou no último ano antes disso em que os dados estivessem disponíveis à época da coleta.

A taxa brasileira está em 22,7 homicídios por 100 mil habitantes. Os dados são de 2009, e foram fornecidos pelo Ministério da Justiça brasileiro, segundo o estudo. Na Colômbia o índice (também referente a 2009) fica em 49, enquanto na Colômbia ele chega a 33,4 (em dados de 2010).

A metodologia usada por órgãos de saúde pública consultados em alguns casos, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), exclui as mortes por intervenções legais (penas de morte e intervenções policiais autorizadas) e as ocorridas em situações de guerra e insurreições civis. O Iraque, por exemplo, aparece com apenas 608 mortes em 2008 e índice de apenas 2 mortes por 100 mil habitantes, segundo dados da OMS.

Números absolutos

Em números absolutos, no entanto, o Brasil, com a maior população do continente, amarga o primeiro lugar no ranking não só da América do Sul, mas do mundo inteiro. Foram 43.909 pessoas mortas intencionalmente em um ano, enquanto na Colômbia foram 15.459, e, na Venezuela, 13.985.

O Brasil é o país quinto país mais populoso do mundo, atrás de China, Índia, EUA e Indonésia. O segundo com mais homicídios em um ano, de acordo com o estudo, foi a Índia, com 40.752 mortes em 2009. A população indiana, no entanto, é mais de cinco vezes maior que a do Brasil.

saiba mais

Índices no resto do mundo

No ranking de todos os países pesquisados, quando levada em conta a taxa de homicídios a cada 100 mil habitantes, o Brasil aparece em 24º lugar. O país com o índice mais alto é Honduras, com taxa de 82,1 mortos intencionalmente a cada 100 mil hondurenhos. Em seguida, aparecem El Salvador (com taxa de 66) e Costa do Marfim (56,9).

São Paulo

O estudo também faz um comparativo da evolução das taxas nos últimos anos nas maiores cidades de alguns países pesquisados, e destaca o caso de São Paulo como um bom exemplo.

Entre 2001 e 2009, o índice na cidade de mais de 11 milhões de habitantes saiu de cerca de 120 para pouco mais de 40 homicídios por 100 mil habitantes.

"A recente experiência de São Paulo demonstra as significantes possibilidades de prevenção de crimes e redução no contexto urbano. Na primeira década deste século, novas políticas foram implementadas no Brasil para reduzir os níveis criminais e os homicídios em particular. (...) A nível nacional, as medidas provavelmente contribuíram para a pequena queda nos homicídios a partir de 2004, mas o impacto foi notadamente maior em São Paulo", diz o texto do estudo.

Fonte: G1.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Campanha de proteção a pedestre em SP reduz atropelamentos em 7,5%.

05/10/2011 - 13:28 - Atualizado em 05/10/2011 - 13:43

Índice compara período de 11 de maio a 30 de junho de 2010 e 2011.
Na região central, mortes por atropelamento caíram de sete para dois.

Juliana Cardilli Do G1 SP

Personagem vestido de faixa faz parte de campanha a favor dos pedestres (Foto: Juliana Cardilli/G1)Personagem vestido de faixa faz parte de campanha a favor dos pedestres (Foto: Juliana
Cardilli/G1)

O número de atropelamentos registrados na cidade de São Paulo entre os dias 11 de maio e 30 de junho, a partir da implantação do Programa de Proteção ao Pedestre, caiu 7,5% em relação ao mesmo período de 2010, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (5) pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Foram 981 atropelamentos no período de 51 dias em 2011, contra 1061 em 2010. O número, entretanto, ainda é maior que o registrado no mesmo intervalo em 2009 – 945 atropelamentos.

“Na zona de proteção houve uma redução muito significativa, mas como em toda a cidade estava havendo um aumento significativo dos atropelamentos essa diminuição central não foi suficiente para reduzir o número de atropelamentos como um todo [em relação a 2009]”, afirmou o secretário municipal de Transportes e presidente da CET, Marcelo Cardinale Branco. “Mas uma área pequena, onde nós iniciamos a campanha em maio, já refletiu em números positivos na cidade como um todo.”

No mesmo período, dentro da Zona Máxima de Proteção ao Pedestre – região central e Avenida Paulista – houve uma queda de 36,4% nos atropelamentos (61 este ano contra 96 em 2010) e de 71% nas mortes decorrentes deles (duas em 2011 contra sete no ano passado). A companhia ainda não tem o número de mortes por atropelamento em toda a cidade no período.

saiba mais

Segundo a Prefeitura, o programa reverteu uma tendência de alta no número de acidentes envolvendo pedestres e mortes na cidade. Mesmo com a campanha, os números de atropelamentos e mortes decorrentes deles tiveram um pequeno crescimento considerando todo o primeiro semestre de 2011 em relação ao mesmo período do ano passado. Enquanto em 2010 foram 3.422 atropelamentos e 313 mortes em toda a cidade, em 2011 a CET registrou 3.479 atropelamentos e 325 mortes – alta de 1,5% e 4%, respectivamente.

“Em períodos onde não havia a campanha, as mortes e os atropelamentos aumentaram. Mostra que a tendência era de alta, como já se mostrava nos anos anteriores. Essa curva foi revertida quando iniciamos o programa, isso mostrou uma tendência muito forte de queda na região central e o reflexo na cidade já foi positivo”, afirmou Branco.

Segundo o secretário, entre 8 de agosto e 30 de setembro foram aplicadas cerca de 30 mil multas em toda a cidade relacionadas ao desrespeito aos pedestres – a área central foi a com o maior número de autuações.

Segundo o secretário, entre o segundo semestre de 2010 e agosto deste ano foram pintadas e revitalizadas 12,9 mil faixas de pedestres na cidade. O próximo passo no programa será investir em campanhas de conscientização dos pedestres. “Nós já vimos que o conhecimento das regras pelos motoristas foi muito mais assimilado nesse período. Vamos concentrar agora nos pedestres.”

Fonte: G1.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Ocorrência de acidente sem vítima pode ser feita pela internet em SP.

03/10/2011 - 06:37

Medida passa a valer a partir desta segunda-feira (3).
Unidades da PM manterão atendimento a motoristas.

Do G1 SP

Os motoristas que se envolverem em acidentes de trânsito sem vítimas em São Paulo podem registrar a ocorrência pela internet a partir desta segunda-feira (3). Com a mudança, o motorista fica dispensado de comparecer a uma unidade da Polícia Militar para fazer o boletim de ocorrência. O registro pode ser feito a partir de qualquer computador por meio da Delegacia Eletrônica da Polícia Civil no site da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Segundo SSP, o objetivo é trazer maior conforto aos motoristas e reduzir a demanda nas unidades da PM. Só no ano passado, o Comando de Policiamento de Trânsito (Cptran) registrou 143.788 ocorrências de acidente de trânsito sem vítimas. As unidades da Polícia Militar manterão o atendimento aos motoristas que tenham se envolvido em acidentes e não tenham acesso à internet.

Além dos acidentes sem vítimas, a Delegacia Eletrônica registra ocorrências de furto de veículos, desaparecimento de pessoa, furto e perda de documentos, furto e perda de celulares, furto e perda de placas de veículos e encontro de pessoas desaparecidas. Também é possível complementar e acompanhar os boletins de ocorrência.

Fonte: G1.

domingo, 25 de setembro de 2011

Motos de luxo viram alvo de ladrões em rodovias de SP.

25/09/2011 - 16:46

Vítimas contam que criminosos chegam em dupla e com armas.
Casos foram registrados nas rodovias Anhanguera e Bandeirantes.

Do G1 SP, com informações da EPTV

Motos de luxo (Foto: Reprodução/ EPTV)Motos de luxo viram alvo de ladrões nas estradas paulistas (Foto: Reprodução/ EPTV)

Motos importadas de luxo são alvo de assaltos nas rodovias que ligam Campinas a São Paulo. Os motociclistas contaram que os ataques são praticados por quadrilhas especializadas, que usam armas para rendê-los principalmente nos fins de semana, quando pegam a estrada para passear.

Segundo as vítimas, rodovias como a Bandeirantes e a Anhanguera, que ligam a capital à região de Campinas, são as mais visadas. Os ladrões andam em dupla, em motos tão potentes quanto as das pessoas que eles assaltam.

De acordo com a PM, os crimes têm maior incidência aos sábados e domingos, por volta das 17h. Os assaltantes têm, em média, de 20 a 30 anos de idade, andam em dupla em motos de 600 a 700 cilindradas de potência.

Os próprios motociclistas se organizaram na internet para alertar sobre os locais mais perigosos e o perfil dos assaltantes. As vítimas contam seus casos na internet e falam onde o risco é freqüente. Pelo menos um novo caso de roubo é relatado por semana nessa rede criada pelas vítimas.

Fonte: G1.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Bandidos usam motos para cercar pedestres e roubar em São Paulo.

27/07/2011 – 08:35

Para fazer esses ataques, os motoqueiros normalmente estão em dupla. A abordagem é rápida e muitas vezes bastante violenta.

As ruas e as calçadas de São Paulo estão sendo invadidas por um novo tipo de crime: o assalto sobre duas rodas. São ladrões de moto que abordam os pedestres, roubam e depois fogem entre os carros. Abordam os pedestres, roubam e depois fogem entre os carros. Até óculos de grau eles levam.

Para fazer esses ataques, os motoqueiros normalmente estão em dupla. A abordagem é rápida e muitas vezes bastante violenta. Em São Paulo, câmeras de segurança de um prédio flagraram a ação dos ‘mototrombadinhas’.

Os ladrões chegaram de moto assim que o táxi parou na porta de um condomínio, na Zona Sul de São Paulo. A radialista Patrícia Santos Irosi era a passageira. “Eles estavam armados. Na hora em que eles chegaram, eles pediram para a gente descer do táxi. O taxista não conseguiu a abrir a porta e eu não conseguia destravar minha porta. Um deu a volta com a arma apontada para mim e eles pediam para a gente dar tudo o que a gente tinha”, conta a radialista.

Os bandidos levaram dinheiro e uma televisão portátil. “Eu fiquei com muito medo. Nunca tinha tido isso na vida, mas deu para ver que eles estavam nervosos também. Eu fiquei preocupada por causa disso”, contou a radialista Patrícia Santos Irosi.

Quem anda a pé também está assustado. “Para sair às 5h30 ou às 6h, as pessoas já ficam pensando: ‘Será que eu vou? Será que não vai me acontecer alguma coisa?’”, comentou a dona de casa Maria Cristina Maier.

Nos últimos dias, o que tem preocupado os pedestres em São Paulo é uma versão motorizada dos trombadinhas. São ladrões que agem de moto. Eles invadem a calçada e roubam joias, relógios, carteiras, bolsas e celulares das pessoas que estão caminhando pela calçada. Depois fogem rapidamente e desaparecem na confusão do trânsito da capital.

“Chegaram de moto. Eram dois caras, e o segundo estava com a mão dentro da blusa. A gente não vai pagar para ver. Fui assaltada. Minha bolsa intera, tudo, até meus óculos. Fiquei sem enxergar”, relatou a divulgadora educacional Camila de Aguiar.

Em um bairro, os moradores dizem que já presenciaram vários assaltos. “Sempre o garupa desce com a arma, e o outro aguarda para fugir. Já vi tomar bolsa de mulher”, contou o aposentado Clóvis de Miranda.

“É um absurdo. Segurança nossa zero”, reclama um senhor. “Seria bom que a polícia fosse tão inventiva quanto os criminosos têm sido para nos proteger”, observou um paulistano.

“A polícia está nas ruas e tem pontos estratégicos. À medida que acontece um delito, a polícia trabalha com inteligência. Ela vai fazer com que aquela viatura daquela área territorial passe mais vezes e faça um ponto de estacionamento. Por isso, é muito importante o registro da ocorrência no distrito policial”, afirmou o capitão Cleodato Moisés, porta-voz do comando da Polícia Militar de São Paulo.

Confira algumas dicas da polícia para dificultar a vida dos criminosos: mantenha a bolsa sempre na frente do corpo, nunca nas costas. E cuidado, principalmente, ao caminhar distraidamente usando equipamentos eletrônicos como o celular. Os ladrões são especialistas em perceber essas distrações.

Rodrigo Pimentel fala sobre o combate aos ataques de motociclistas

Fonte: G1.