Deus dá liberdade aos Seus filho

Na liberdade que temos, damos o exemplo e não seguimos as más inclinações deste mundo

“Jesus perguntou: ‘Simão, que te parece: Os reis da terra cobram impostos ou taxas de quem: dos filhos ou dos estranhos? Pedro respondeu: ‘Dos estranhos!’ Então Jesus disse: ‘Logo os filhos são livres’” (Mateus 17, 25-26).

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Assembleia Legisltiva realiza sessão sobre violência contra a mulher.

01/09/2010 – 14:40

Da Assecom / Gab. da dep. Eliziane Gama

A Assembleia Legislativa do Maranhão realiza, nesta quinta-feira (2), às 11h, uma Sessão Especial para apresentação dos resultados da Campanha “Quebrando o Silêncio” que este ano pautou o combate à violência contra mulher.

A sessão foi proposta pela presidente da Comissão de Direito da Mulher, deputada Eliziane Gama (PPS). A campanha “Quebrando o silêncio” é desenvolvida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, em uma ação que acontece em vários países do mundo, em que a igreja se reúne com a Sociedade Civil Organizada, escolas e movimentos sociais para realizar o enfrentamento a violência.

“Quero destacar este trabalho desenvolvido pela Igreja Adventista do Sétimo Dia que considero de grande e extraordinária importância para a sociedade brasileira,”, destacou a parlamentar.

No último dia 25 de agosto, Eliziane Gama subiu na tribuna da Assembleia Legislativa para destacar a importância do combate à violência contra mulher realizada pela Igreja Adventista, através da Campanha Quebrando o Silêncio. Durante pronunciamento, a parlamentar frisou a importância da campanha promovida todos os anos pela Igreja Adventista e que este ano tem como tema: Violência Contra a Mulher. Para ela, ações como estas são indispensáveis para fazer valer a Lei Maria da Penha.

“No ano passado realizamos uma sessão especial nessa Casa onde fizemos uma discussão realmente muito apurada e importante sobre a questão de combate a violência em todos os níveis, a violência contra a mulher, a violência contar a criança, a violência contra as demais classes, que às vezes estão numa situação de exclusão social. Este ano faremos também uma sessão especial para discutir o tema”, explicou.

CAMPANHA

O Projeto Quebrando o Silêncio chegou a sua nona edição neste ano de 2010 com objetivo de conscientizar a população a respeito da violência praticada contra mulheres, crianças e idosos. Além destes eventos nacionais, foram realizadas no Maranhão atividades em 595 comunidades divididas em 44 diferentes pólos com palestras e distribuição de folders e revistas para as crianças nas escolas e comunidades, além de oficinas, passeatas e palestras.

Fonte: Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão.

Delegados entregam Carta Compromisso às autoridades.

02/09/2010 – 16:35

Ato faz parte do Dia Nacional de Mobilização pelo resgate do delegado de polícia como carreira jurídica

Delegados de todo o Brasil entregaram nesta quarta-feira, 1º de setembro, uma "Carta Compromisso com a Polícia Judiciária" às autoridades do Ministério da Justiça, Congresso Nacional e aos principais candidatos à Presidência da República. A entrega do documento foi realizada como parte das programações do Dia Nacional de Mobilização pelo resgate do delegado de polícia como carreira jurídica.

Durante o evento, representantes da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF); Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (ADEPOL); e Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Fenadepol) apresentaram as principais reivindicações da categoria, tais como, a reinserção constitucional dos delegados como carreira jurídica, a aprovação da Lei Geral da Polícia Civil e da Lei Orgânica da Polícia Federal, a votação do novo Código de Processo Penal e a questão da aposentadoria especial.

“O governo precisa ser um enfático protagonista na revolução em defesa de uma polícia judiciária eficiente e autônoma. A Carta traz princípios defendidos pela categoria para que as instituições policiais sejam bem estruturadas, para que a legislação seja aperfeiçoada visando a modernização das investigações e para que os delegados de polícia sejam verdadeiramente valorizados", afirmou o presidente da ADPF, Reinaldo de Almeida Cesar.

Para o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Rafael Favetti, o trabalho da polícia concretiza o Estado e, por isso, merece atenção e empenho. “As polícias Civil e Federal são o pára-choque da cidadania e merecem tratamento diferenciado. A tarefa é difícil, mas precisamos fazer com que a sociedade confie na polícia e, para isso, não podemos tratar a categoria de maneira corriqueira. Precisamos buscar melhores condições às instituições policiais e o primeiro passo é reconhecer o delegado como carreira jurídica”, ressaltou o secretário-executivo do MJ, Rafael Favetti.

O deputado João Campos (PSDB-GO), integrante da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, elogiou a ação dos delegados de polícia e ressaltou a importância da Polícia Judiciária no Brasil. “É necessário que as autoridades estejam cientes da situação da categoria para que medidas possam ser tomadas a fim de reconhecer o papel do policial e melhorar a segurança pública no país”, conclui o parlamentar.

Outro parlamentar membro da Comissão de Segurança Pública, que também recebeu o documento foi o Deputado Francisco Tenório (PMN/AL), que enalteceu e necessidade de se dotar as instituições policiais de mecanismos de atuação mais eficientes e de valorização dos policiais.

A carta também foi encaminhada aos candidatos à Presidência da República, tendo como objetivo colher dos candidatos no pleito eleitoral de 2010 o compromisso com a valorização e o fortalecimento da Polícia Judiciária brasileira. Em nome da candidata Dima Rousseff, o Deputado José Eduardo Cardoso (PT-SP) recebeu o documento na sede do comitê central de campanha. Com o mesmo propósito, a Carta foi entregue ao Senador Alvaro Dias (PSDB-PR) que assumiu o compromisso de entregá-la ao candidato José Serra.

Outra importante liderança política que recebeu a Carta foi o Senador Renan Calheiros, líder do PMDB no Senado Federal e ex-ministro da Justiça. Analisando o documento, o líder Renan Calheiros prontificou-se a ajudar no encaminhamento das sugestões apresentadas, afirmando que "seu gabinete parlamentar sempre estará aberto às reivindicações dos delegados de polícia, pelo importantíssimo papel que desempenham na administração da justiça criminal".

Finalizando o Dia de Mobilização, os Delegados da PF e das polícias civis foram recebidos em audiência pelo Senador José Sarney, presidente do Senado Federal, que deu um testemunho do seu reconhecimento sobre a importância da atividade desempenhada pelas autoridades policiais, dizendo que já recebeu o Presidente da ADPF e da ADEPOL em outras tantas vezes "porque eles sempre trazem propostas sensatas e grandes contribuições ao debate da segurança pública".

Para o Presidente da ADPF, Reinaldo de Almeida Cesar, o Dia Nacional de Mobilização foi revestido de pleno êxito. "Tivemos verdadeiras reuniões de trabalho com figuras referenciais do governo e da classe política, todas elas extremamente receptivas às reivindicações apresentadas pelos delegados. Este é um dia de comemoração para todos nós, pela presença maciça dos delegados apoiando o movimento e pelos significativos resultados alcançados", afirmou Reinaldo Cesar.

Fonte: Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal.

Polícias brasileiras usam diariamente munição proibida em guerras.

02/09/2010 – 06:00

Projéteis do tipo "ponta oca" foram banidos em conflitos internacionais por serem considerados altamente letais e desumanos

Bruna Fantti e Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro

Policiais civis e militares brasileiros e agentes federais usam indiscriminadamente munições de ponta oca, cujo uso é proibido entre nações, pela Convenção de Haia de 1899. A norma regulamenta armas e munições que podem ser usadas por militares em conflitos armados, levando em conta o viés humanitário.

As munições de ponta oca, “hollow point”, são “projéteis de expansão”. O artefato expande o tecido atingido, fazendo um buraco ao atingir o corpo humano, causando maior impacto e neutralizando o alvo com maior eficiência. Essa munição diminui muito a chance de ricochetear ou atravessar um alvo e atingir outra pessoa. Junto com outros projéteis de expansão ainda mais letais, a ponta oca usada no Brasil integra um grupo de munições popularmente conhecidas como “dum dum”.

Foto: Divulgação/Site da CBC

Munições de ponta oca e de ponta ogival. Projéteis com interior oco foram banidos de guerras, mas são usados de forma rotineira pelas polícias do País

Pela liberação de maior energia cinética no impacto, porém, causa lesões mais sérias que a ogival, comum.

De acordo com o diretor do IML (Instituto Médico Legal) do Estado do Rio de Janeiro, Frank Perlini, “a característica de um ferimento de bala oca [internamente] é semelhante à forma de um cogumelo, pois a munição retém todo o poder de energia do projétil dentro do corpo e dobra o seu poder de destruição, sendo mais letal que a munição em forma de ogiva, totalmente fechada”.

Não há restrição legal para o uso da munição por forças policiais – a Convenção de Haia (1899) se aplica somente aos exércitos. Mas a sua aplicação é cercada de polêmica entre os defensores e críticos dos Direitos Humanos.

No exterior, a munição ponta oca é usada largamente pelas polícias dos Estados Unidos. Já na Inglaterra, foi utilizada, em 2005, para matar o brasileiro Jean Charles de Menezes, confundido com um terrorista dentro de uma estação de metrô em Londres.

O uso no Brasil dessa munição não é proibida pela Lei Federal n° 10.826/2003 e pelo decreto presidencial n° 5.123/2004, responsáveis por regulamentar as armas e munições no País. Ainda segundo a legislação, o Exército é o responsável por autorizar as munições que são usadas na federação, e cada órgão policial solicita os artefatos de acordo com sua necessidade.

Segundo o Coronel Achiles Filho, assessor da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados da corporação, “não existe proibição para o uso da munição ponta oca, somente restrição a calibres maiores para as polícias”.

Ainda segundo o oficial, a bala de ponta oca não seria a mesma vetada pela primeira Convenção de Haia “por não possuir produtos tóxicos, o que é proibido na legislação brasileira”.

No entanto o texto original da Conferência afirma que “estão banidas [em guerras] as munições que se expandem no corpo humano, como as que possuem o seu interior oco". O documento não se refere aos pesos das munições ou à utilização de produtos tóxicos nelas.

A Polícia Federal informou que usa a munição de ponta oca como padrão desde 2006. Antes, alternava o seu uso com a munição ogival. O motivo da troca seria a característica da munição em forma de ogiva, que transfixa o corpo atingido, podendo acertar outras pessoas. A instituição conta atualmente com 12 mil agentes que utilizam a munição em armas pessoais.

Contactada pelo iG, a assessoria do Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF) não respondeu qual a arma utilizada diariamente pela instituição ou se usava munição "hollow point". No entanto há a autorização pelo exército do uso da pistola .40 para os agentes e, consequentemente, dos projéteis de expansão.

As polícias militares e civis do País usam a pistola calibre .40 para o dia a dia. A munição ponta oca é utilizada por algumas polícias estaduais - o Exército afirma que independentemente do uso todos  os Estados possuem esse artefato.

A Polícia Militar do Rio e a Brigada Militar do Rio Grande do Sul confirmaram a adoção dessa munição de expansão no seu uso diário. As munições oficiais da PM de São Paulo são de ponta oca; a Polícia Civil paulista usa tanto as de ponta oca quanto as ogivais, de acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública do Estado. O órgão ressalta que as forças de São Paulo só usam munições de ponta oca autorizadas - e não as "dum dum" de maior poder de expansão e destruição, que são vetadas pelo Exército para o uso policial.

Já as forças de segurança da Bahia e do Paraná só usam as ogivais.

Para o professor de Relações Internacionais da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) Alexander Zhebit, “o uso de armas desumanas pelas forças de manutenção de ordem dentro de um país não é menos desumano do que seu uso contra o adversário em conflito armado”.

Fonte: Último Segundo.

Leia também:

domingo, 5 de setembro de 2010

STF declara inconstitucionais dispositivos da lei de drogas que impedem pena alternativa.

01º/09/2010

Por seis votos a quatro, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (1º) que são inconstitucionais dispositivos da Nova Lei de Drogas (Lei 11.343/06) que proíbem expressamente a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos (também conhecida como pena alternativa) para condenados por tráfico de drogas. A determinação da Corte limita-se a remover o óbice legal, ficando a cargo do Juízo das execuções criminais o exame dos requisitos necessários para conversão da pena.

A decisão foi tomada em um Habeas Corpus (HC 97256) e, portanto, vale somente para o processo julgado nesta tarde. Mas o mesmo entendimento poderá ser aplicado a outros processos que cheguem à Corte sobre a mesma matéria.

O habeas foi impetrado pela Defensoria Pública da União em defesa de um condenado a um ano e oito meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, flagrado com 13,4 gramas de cocaína. Os ministros decidiram que caberá ao juiz da causa analisar se o condenado preenche ou não os requisitos para ter sua pena privativa de liberdade convertida em uma sanção restritiva de direito.

A análise do habeas começou no dia 18 de março, quando o relator do processo, ministro Carlos Ayres Britto, votou pela inconstitucionalidade da regra, contida no parágrafo 4º do artigo 33 e no artigo 44 da Nova Lei de Tóxicos. O julgamento foi suspenso em seguida, por um pedido de vista do ministro Joaquim Barbosa.

Na semana passada, o julgamento foi retomado. Os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Cezar Peluso se alinharam ao relator. Já os ministros Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia Antunes Rocha, Ellen Gracie e Marco Aurélio formaram a divergência.  O julgamento foi suspenso para se aguardar voto do ministro Celso de Mello.

Nesta tarde, Celso de Mello reafirmou seu posicionamento, externado em diversas ocasiões em julgamentos realizados na Segunda Turma do STF, sobre a inconstitucionalidade da cláusula legal que veda a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos.

“Vislumbro, nessa situação, um abuso do poder de legislar por parte do Congresso Nacional que, na verdade, culmina por substituir-se ao próprio magistrado no desempenho da atividade jurisdicional”, disse. “Nesse ponto [da Nova Lei de Tóxicos], entendo que a regra conflita materialmente com o texto da Constituição”, reiterou.

Divergência

A corrente contrária – formada após divergência aberta pelo ministro Joaquim Barbosa – considera que o Congresso Nacional pode impor sanções penais que julgar necessárias para enfrentar problemas que afetam o país, desde que observem os limites legais e constitucionais, levando em consideração os interesses da sociedade.

RR/CG

Processos relacionados
HC 97256

Fonte: Supremo Tribunal Federal.

Um "sim" que compromete a vida - As condições para ser seguidor de Jesus - Lc 14,25-33.

Preparação para a Leitrura Orante

Preparo-me para a Leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que se encontram neste ambiente virtual. Rezamos em sintonia com a Santíssima Trindade.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém

Senhor, nós te agradecemos por este dia.

Abrimos, com este acesso à internet, nossas portas e janelas para que tu possas Entrar com tua luz.

Queremos que tu Senhor, definas os contornos de Nossos caminhos, As cores de nossas palavras e gestos, A dimensão de nossos projetos, O calor de nossos relacionamentos e o Rumo de nossa vida.

Podes entrar, Senhor em nossas famílias.

Precisamos do ar puro de tua verdade.

Precisamos de tua mão libertadora para abrir Compartimentos fechados.

Precisamos de tua beleza para amenizar Nossa dureza.

Precisamos de tua paz para nossos conflitos.

Precisamos de teu contato para curar feridas.

Precisamos, sobretudo, Senhor, de tua presença Para aprendermos a partilhar e abençoar!

Ó Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tem piedade de nós.

Leitura Orante

Certa vez uma grande multidão estava acompanhando Jesus. Ele virou-se para eles e disse:

- Quem quiser me acompanhar não pode ser meu seguidor se não me amar mais do que ama o seu pai, a sua mãe, a sua esposa, os seus filhos, os seus irmãos, as suas irmãs e até a si mesmo. Não pode ser meu seguidor quem não estiver pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhar. Se um de vocês quer construir uma torre, primeiro senta e calcula quanto vai custar, para ver se o dinheiro dá. Se não fizer isso, ele consegue colocar os alicerces, mas não pode terminar a construção. Aí todos os que virem o que aconteceu vão caçoar dele, dizendo: "Este homem começou a construir, mas não pôde terminar!"

- Se um rei que tem dez mil soldados vai partir para combater outro que vem contra ele com vinte mil, ele senta primeiro e vê se está bastante forte para enfrentar o outro. Se não fizer isso, acabará precisando mandar mensageiros ao outro rei, enquanto este ainda estiver longe, para combinar condições de paz.

Jesus terminou, dizendo:

- Assim nenhum de vocês pode ser meu discípulo se não deixar tudo o que tem.

O que diz o texto do dia?

Leio atentamente o texto: Lc 14,25-33 - As condições para ser seguidor de Jesus

Jesus Mestre fala claro sobre as exigências para quem se decide a segui-lo. Esta decisão supõe prontidão, desprendimento de outros vínculos, e ainda, a disposição a enfrentar o desconforto. É assim, se quiser seguir o Senhor. Jesus ilustra isto com duas parábolas: a do homem que decide construir uma torre e a do rei que se prepara para um combate. Em ambos os casos, o Mestre fala da necessidade de lançar bases, de preparar. O bem-aventurado Alberione, na sua inspiração original do carisma paulino, diz que num momento especial de oração diante do Santíssimo Sacramento na passagem do século XIX ao XX, "sentiu-se profundamente obrigado a se preparar para fazer algo pelo Senhor e pelas pessoas do novo século" (AD, 15). E a partir de então, tudo foi visto sob esta luz. Jesus Mestre recomenda, através da parábola, a "se sentar e calcular o quanto vai custar" a torre. "Se sentar" supõe atitude de parada, reflexão, criar convicções, definir um projeto com metas e estratégias claras. "Calcular o quanto vai custar", supõe investimento de valores, sendo o primeiro deles "amar a Jesus" Mais do que tudo, até mais que "a si mesmo". Supõe como diz o final deste texto, "deixar tudo o que tem". O que vale não é o "ter", mas, o "ser com Jesus", ou, o deixar que Jesus seja o meu tudo, a minha vida.

O que o texto diz para mim, hoje?

O meu Projeto de vida é o do Mestre Jesus Cristo? Ou tenho olhado noutra direção? No Documento de Aparecida, os bispos disseram: "Parecidos com o Mestre. A admiração pela pessoa de Jesus, seu chamado e seu olhar de amor despertam uma resposta consciente e livre desde o mais íntimo do coração do discípulo, uma adesão de toda sua pessoa ao saber que Cristo o chama por seu nome (cf. Jo 10,3). É um "sim" que compromete radicalmente a liberdade do discípulo a se entregar a Jesus, Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14,6). É uma resposta de amor a quem o amou primeiro "até o extremo" (cf. Jo 13,1). A resposta do discípulo amadurece neste amor de Jesus: "Te seguirei por onde quer que vás" (Lc 9,57). (DAp 136.)

E eu me interrogo: Sinto-me uma pessoa parecida com o Mestre? Como respondo ao seu chamado e olhar de amor? Como é minha adesão, o meu "sim" realmente me compromete com Jesus Caminho, Verdade, Vida?

O que o texto me leva a dizer a Deus?

Rezo, espontaneamente, com salmos e concluo com a oração:

Jesus, Mestre:

que eu pense com a tua inteligência, com a tua sabedoria.

Que eu ame com o teu coração.

Que eu veja com os teus olhos.

Que eu fale com a tua língua.

Que eu ouça com os teus ouvidos.

Que as minhas mãos sejam as tuas.

Que os meus pés estejam sobre as tuas pegadas.

Que eu reze com as tuas orações.

Que eu celebre como tu te imolaste.

Que eu esteja em ti e tu em mim. Amém.

(Bv Alberione)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

Sinto-me discípulo/a de Jesus.

Meu olhar deste dia será iluminado pela presença de Jesus Cristo, acolhido no meu coração e no coração das demais pessoas.

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.

- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.

-Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.

- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

COMENTÁRIO 1

Lucas exalta o ministério itinerante de Jesus afirmando que grandes multidões o acompanhavam, e insere o tema das exigências do seguimento de Jesus. Por mais outras duas vezes Lucas retoma este tema (9,57-62 e 18,24-30) em seu Evangelho. Jesus está em contato com as multidões, tomadas por um misto de curiosidade e esperança. Quer atraí-las ao seu seguimento, porém, conscientes do compromisso a que são chamadas. Com duas sentenças seguidas de duas curtas parábolas intercaladas e uma sentença conclusiva, são apresentadas as condições para este seguimento. Cada sentença está incluída na estrutura frasal: "Se alguém (ou: quem) não [.], não pode ser meu discípulo!".

A primeira condição é a libertação em relação aos laços tradicionais de família, estabelecidos como forma de conservadorismo ou privilégios raciais, principalmente quando evocados alegando-se a eleição divina. A opção deve ser radical por Jesus e pela proposta do Reino.

A segunda condição é o "carregar a sua cruz", que passou a ser uma expressão comum entre os discípulos, após a morte de Jesus. O carregar a cruz foi o auge da repressão sofrida por Jesus, da parte dos poderosos da sociedade, ao longo de sua vida. Assim, o discípulo deve estar disposto a enfrentar a repressão ao exercer o serviço da palavra e do testemunho, sem medo da morte. As duas curtas parábolas mostram a necessidade de perceber bem as consequências nas tomadas de decisões importantes para não vacilar, depois, diante das dificuldades, particularmente quando se trata da própria decisão de seguir Jesus.

A terceira condição é totalizante. É a renúncia a tudo o que se tem. É a conquista da liberdade total, da liberdade do medo da morte, o que transforma o discípulo em um ágil, fiel e solidário seguidor de Jesus, o qual tem a Sabedoria e o Espírito de Deus (primeira leitura). Em Paulo, que no fim da vida preocupa-se com a libertação do escravo Onésimo (segunda leitura), temos um exemplo de quem renunciou a tudo, coerente com a visão que tinha de Jesus.

Autor: José Raimundo Oliva

COMENTÁRIO 2

Jesus, diante dos “grandes números”, das “multidões incontáveis”, fica preocupado. Ele descreve os seus discípulos – também cada um de nós – como “um pequeno rebanho”(Lc 12,32), como um “pouco de sal” (Mt 5,13), ou de “fermento” (Mt 13,33), como um “grão de mostarda” (Mt 13,31). Não deve causar surpresa, no entanto, se Ele fica admirado por ver que há “muita gente que o acompanha”. Com certeza, Jesus Cristo pensa: ou não entenderam nada acerca do seguimento, ou eu não me expressei bem.

Esta verdade deve nos levar a perguntar – principalmente a nós mesmos – o que leva tantos a seguir Jesus. Qual é a motivação principal para o seu seguimento? Muitos seguem não a Jesus, mas aquilo que Ele pode vir a dar: saúde, prosperidade, bom emprego, sucesso, fama, status… Quanto aquilo que Jesus pode dar há muitos seguidores; quanto ao fato de seguir Jesus e sua conseqüências, poucos O seguem.

Jesus é taxativo: “Se alguém vem a mim e não odeia seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, sua Irma e até sua própria vida, não pode ser meu discípulo”. Diante de tamanha exigência, ainda podemos afirmar que tamanha multidão que se diz católico, cristão, é verdadeiramente discípulo de Jesus? Há, meus irmãos: não subestimemos nossa inteligência! Por favor!

A pergunta que não quer calar para este final de semana é esta: O que nos motiva para o seguimento de Jesus? É Jesus ou o interesse que tenho Dele, por aquilo que Ele pode me proporcionar? O discípulo de verdade é aquele que segue o mestre e não o que ele pode oferecer; este é mercenário! Há poucos discípulos e muitos mercenários – aqueles que só fazem algo por interesse e não por amor.

Que palavra tão forte esta: odiar aqueles que nós amamos. O que Jesus quer dizer por odiar, sendo que devemos – segundo Ele próprio, amar e não odiar, principalmente nossos inimigos? Odiar neste contexto significa romper até os laços mais íntimos, quando estes constituem um impedimento para o amor.

Quantas pessoa se dizem discípulas e discípulos de Jesus, mas no entanto ainda continua apegada a pessoas, a interesses, a cargos, às suas vontades.

Por isso, antes de nos colocarmos no seguimento de Jesus, nos perguntemos acerca das nossas motivações, ou seja, façamos os cálculos como valou Jesus na parábola. Quantas desistências no meio do caminho; será causa de Jesus ter chamado de forma enganosa? Será que eu escutei mal? Não, Jesus não se enganou e você não escutou mal. O problema foi a falta de cálculo, ou seja, a decisão de romper com tudo aquilo que coloca Deus em segundo plano, pondo em primeiro plano as pessoas que amamos, nossa própria vida e os bens matérias.

Quando colocamos tudo isso na frente do Senhor no seguimento, tudo está fadado ao fracasso e o demônio será o primeiro a jogar na nossa cara e na cara de Deus – ao menos ele tentará largar na cara de Deus – o nosso fracasso. Agora, quando dou o meu sim, pondo Jesus e sua vontade como o centro, tudo dará certo; isso não quer dizer que não teremos cruzes, sofrimentos e dificuldades; aliás, quem não quer sofrer, não deve seguir Jesus, pois seguir Jesus é o maior ato de amor que existe, e amar dói; o amor começa quando começa a doer a carne; não existe amor sem dor; não quer sofrer, não ame!

Padre Pacheco, Comunidade Canção Nova.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Traficantes foram premiados por derrubar helicóptero em Vila Isabel.

28.08.2010 – 17:34

O bônus do tráfico

O bônus do tráfico

O traficante Eliseu Felício de Souza, o Zeu, um dos condenados pelo assassinato do jornalista Tim Lopes, foi um dos 150 homens que invadiram o Morro dos Macacos, na Zona Norte do Rio, em 17 de outubro de 2009. Por conta da participação na invasão, que acabou com a derrubada a tiros do helicóptero Fênix 3, da Polícia Militar, Zeu e outros três traficantes foram premiados pelo comando de uma facção criminosa com bocas de fumo para administrar.

A informação consta da conclusão do inquérito da Polícia Civil sobre a invasão do morro e a derrubada do helicóptero da PM. O relatório apontou 28 chefes do tráfico como os responsáveis pela guerra. O confronto, que envolveu bandidos de facções rivais e policiais militares, parou o Rio por sete horas e deixou como resultado 13 mortos e oito ônibus incendiados.

Segundo a conclusão do inquérito, Zeu, condenado a 23 anos de prisão pela morte de Tim, em 2002, recebeu pontos de drogas de Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, um dos chefes do tráfico do Complexo do Alemão, como recompensa por seu desempenho na guerra do Macacos.

O delegado Carlos Henrique Pereira Machado, da 25DP (Engenho Novo), responsável pela investigação do caso, pediu à Justiça, na terça-feira, a decretação da prisão preventiva de Zeu e de outros 25 bandidos. Dois dos 28 criminosos foram identificados apenas por apelidos e, por isso, não foram incluídos no pedido de prisão preventiva.

Zeu saiu da cadeia pela porta da frente. Há três anos, ele recebeu direito de trabalhar de dia e de dormir à noite na prisão, mas nunca retornou ao sistema penitenciário. O bandido foi flagrado por imagens veiculadas em 8 de agosto pelo "Fantástico", da TV Globo, administrando bocas de fumo no Complexo do Alemão. Os pontos de venda de drogas foram cedidos por Pezão.

Dois irmãos, Vasco e Flamengo, assumem o São João

Além de Zeu, outros três traficantes receberam prêmios da facção por terem participado da tentativa de invasão do Macacos. Um deles é Ricardo Adão Amorim, o Barata, que também teve a prisão preventiva pedida. Barata integrou um dos quatro bondes que invadiram o Morro dos Macacos. Seu grupo, de acordo com o relatório do inquérito, entrou no morro por uma mata, localizada próxima a uma garagem de ônibus e ao Túnel Noel Rosa.

Segundo as investigações, Barata assumiu a venda de drogas em parte do Morro do Sampaio, no Engenho Novo. A outra metade do Sampaio e a parte alta do Morro de São João, localizado no mesmo bairro, ficou com outro integrante do mesmo bonde, o bandido conhecido apenas pelo apelido de Vasco.

O irmão de Vasco, apelidado de Flamengo e que também participou da invasão, recebeu ordens do tráfico para assumir a parta baixa do Morro do São João.

Na manhã de 17 de outubro do ano passado, o helicóptero Fênix 3 fazia seu terceiro sobrevoo sobre a área quando foi atingido por tiros, disparados por cerca de 40 traficantes, escondidos numa mata do Morro do São João. O helicóptero começou a pegar fogo e fez um pouso de emergência num campo de futebol.

Três policiais conseguiram sair do helicóptero antes da aeronave se incendiar por completo. Outros dois ocupantes não tiveram como deixar o aparelho e foram carbonizados. Um sexto policial, baleado ainda durante o voo, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu dois dias depois, no hospital.

Fonte: Extra.

Escolhidos os representantes dos oficiais e praças no Conselho Nacional de Segurança Pública.

30/08/2010 - 18:36

Brasília, 30/08/10 (MJ) – O resultado da primeira eleição direta para escolher os integrantes do Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp) foi divulgado na tarde desta segunda-feira (30). Pessoas de todo país, cadastradas antecipadamente, puderam participaram da votação via Internet que foi decidida em primeiro turno.

Foram escolhidos nove representantes dos trabalhadores de segurança pública (policiais, agentes penitenciários, peritos e outros), e doze da sociedade civil sendo seis para entidades e seis para fóruns, redes e movimentos sociais. Para representar os oficiais foi eleita a Associação dos Oficiais Militares Estaduais do Brasil – AMEBRASIL e para representar as praças foi eleita a Associação Nacional de Entidades de Praças Militares Estaduais – ANASPRA.

As nove vagas restantes serão preenchidas pelos gestores que serão designados pelo presidente do Conselho, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto. Dos 113 pedidos de inscrições para concorrer às vagas, somente 52 atenderam completamente aos requisitos do edital.

Além do voto pela Internet, participaram presencialmente em Brasília nove entidades dos trabalhadores (ADPF / ADEPOL, AMEBRASIL, SINDAPEF, ANASPRA, FENAPRF, COBRAPOL, FENAPPI e ABC/APCF). Participaram, ainda, seis representantes de Fórum, Redes e movimentos sociais (MNDH, ABONG / FENDH, ABGLT, FONAJUNE, Rede Desarma Brasil e CEN-Brasil). Também estiveram presentes na votação as seguintes entidades da sociedade civil: OAB, Guayí – Democracia, Participação e Solidariedade, Grande Oriente do Brasil – GOB, Fundação Cidade da Paz – UNIPAZ – DF e Instituto Brasileiro de Ciências Criminais – IBCCRIM.

A primeira colocada na votação, Cíntia Luz, representante da sociedade civil, afirmou que a participação de todos os segmentos dá legitimidade às decisões do Conselho. “Tendo em vista que fomos a entidade mais votada, estamos contentes com a entrada de outros segmentos apresentados no conselho, como a Pastoral Carcerária e a ABGLT. Acreditamos que nesse próximo Conasp, teremos uma cara mais próxima da população brasileira, discutindo as questões práticas dos problemas de segurança pública que tivemos ate aqui”, destacou.

Para a secretária Executiva do Conasp, Regina Miki, a eleição trouxe grandes novidades. “Nós pacificamos de uma vez por todas um processo que foi iniciado em dezembro de 2007, quando o Ministério da Justiça idealizou a Conferência Nacional de Segurança Pública quando um dos principais produtos era reestruturação de um conselho eleito democraticamente”, ressaltou.

“Quero crer que a sociedade civil, hoje, se apresente tal qual o cenário brasileiro. Se pegarmos as entidades e as redes que irão compor esse novo conselho, teremos exatamente o que estamos precisando. A minoria está representada. Eu creio que o viés da nova política que se apresenta daqui para o futuro está totalmente contemplada dentro dos excluídos”, concluiu Regina.

Fonte: Ministério da Justiça.