Deus dá liberdade aos Seus filho

Na liberdade que temos, damos o exemplo e não seguimos as más inclinações deste mundo

“Jesus perguntou: ‘Simão, que te parece: Os reis da terra cobram impostos ou taxas de quem: dos filhos ou dos estranhos? Pedro respondeu: ‘Dos estranhos!’ Então Jesus disse: ‘Logo os filhos são livres’” (Mateus 17, 25-26).

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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Ao usar iPhone como lanterna, ladrão acaba gravando prova de seu próprio assalto.

O iPhone de Emmanuel Jerome, de 23 anos, ajudou a polícia a identificá-lo como ladrão e prendê-lo. Jerome decidiu invadir uma residência na Inglaterra e usou seu smartphone como lanterna, no entanto, o aparelho gravou toda a sua ação.

Jerome e seus comparsas invadiram uma casa à noite e, para não acender as luzes da residência, resolveram usar o dispositivo móvel como lanterna. E por algum deslize de dedos, ele acionou a câmera do iPhone que registrou toda a ação.

Segundo o Daily Mail, o jovem foi preso no último mês sob a acusação de assalto e foi capturado pela polícia na semana passada depois de tentar invadir três residências. Jerome foi condenado a 44 semanas de prisão por seus atos.

Levi Castledine, outro membro da gangue de Jerome, também está preso cumprindo pena por outros crimes após o resultado de uma audiência anterior. E Martin Sharpe, advogado de Emmanuel Jerome, afirmou que seu cliente foi condenado outras vezes por invasão de propriedade e roubo quando era adolescente, mas que ele não praticava nenhum delito havia cinco anos.

O juiz Potter afirmou que as residências invadidas tiveram carros, joias e telefones celulares roubados.

Fonte: Canaltech.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Tablets e smartphones tornam-se aliados da segurança pública.

O uso da tecnologia vem ajudando policiais e guardas municipais a transmitir, cadastrar e verificar informações em tempo real, o que torna a fiscalização mais ágil e simplificada em diversos lugares do Brasil.

No Rio Grande do Sul, a Polícia Civil recebeu no início de setembro 29 tablets para auxiliar no combate à criminalidade. Onze deles foram distribuídos entre as equipes da 1ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) da capital gaúcha, com custo de R$ 17 mil. Segundo o delegado titular Márcio de Jesus Zachello, a implantação dos equipamentos está na fase final. "Estamos fazendo treinamento para que, no máximo, em 1° de outubro, os policiais estejam 100% aptos e o sistema, sincronizado", diz.

O sistema desenvolvido pelo Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos (GIE) da Chefia de Polícia, chamado e-Crimes, permite emitir o relatório diretamente do local do crime, incluindo dados georreferenciados e acompanhados de fotos e vídeos. "Além de conseguir produzir um relatório com mais qualidade, é possível inserir as informações diretamente no sistema e, a partir daí, estar livre para atender a outra ocorrência", descreve Zachello. Também é possível, segundo o delegado, fazer a verificação de veículos irregulares e foragidos diretamente do local da ocorrência.

Em São Paulo, o uso de tablets pela Polícia Militar foi anunciado em 2011 pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Mais de 11 mil aparelhos foram adquiridos por R$ 25 milhões, mas, em abril deste ano, grandes jornais do estado noticiaram o mau funcionamento dos produtos. A assessoria de imprensa da PM, contudo, informa que não foi detectado nenhum problema nos tablets e que eles seguem sendo utilizados pelos oficiais da corporação.

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) também testa, desde o fim do ano passado, a utilização de tablets para agilizar o processamento das ocorrências. Segundo o subsecretário de tecnologia da Secretaria de Estado de Segurança (Seseg-RJ), Edval Novaes, são cerca de 1,5 mil aparelhos distribuídos em viaturas da região metropolitana da capital fluminense, um investimento de quase R$ 7 milhões. O uso dos terminais vem substituindo as consultas via rádio para checar veículos irregulares ou lista de foragidos, além de informatizar o cadastramento das ocorrências. A intenção, segundo o subsecretário, é adaptar o sistema e ampliar o projeto para o restante do estado.

No Batalhão de Polícia Militar Rodoviária de Santa Catarina (BPMRv), três tablets chegaram a ser utilizados entre novembro do ano passado e março deste ano em operações realizadas na capital, Florianópolis. O órgão, contudo, teve de suspender a utilização até obter homologação do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para o sistema. 

Com o uso de uma impressora sem fio, os oficiais poderão expedir o auto de infração de trânsito em talonário eletrônico, além de cadastrar as informações em tempo real e verificar as restrições de veículos diretamente no sistema. "A autuação é mais rápida, e o processo se torna mais preciso e confiável", diz o chefe de operações do BPMRv, Major Marcelo Pontes. Segundo ele, a aquisição de mais 25 dispositivos para ampliar o projeto já está em fase de licitação.

Guardas Municipais também experimentam a tecnologia

Algumas guardas municipais também empregam a tecnologia a serviço da segurança pública. A Guarda Municipal de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, conta com 10 tablets, um para cada unidade. A implementação dos equipamentos ocorreu no fim de fevereiro deste ano, após a fase de testes iniciada em outubro de 2011. O desenvolvimento do sistema custou R$ 13 mil e foi concebido em conjunto com o Observatório de Segurança Pública da cidade, e a manutenção mensal é de R$ 800. Os tablets foram fornecidos por uma empresa de telefonia celular, dentro do contrato já firmado com o município.

O novo sistema de registros permite a criação de um banco de dados para mapear problemas, verificar áreas mais complicadas e agir de acordo com o tipo de ocorrência. Para o diretor-geral da Guarda Municipal, Luiz Carlos Bortolli, a iniciativa vai dar transparência e proporcionar melhor fiscalização das operações. "Será possível fazer o intercâmbio funcional das operações em tempo real", salienta.

Entre março e junho, foram realizados 11 mil atendimentos com o novo sistema. "São realizados amparos, prestação de serviços, prevenção da violência e identificação de pontos que podem ser perigosos", descreve o secretário municipal de Segurança Pública e Cidadania, Eduardo Pazinato. Os guardas ainda podem solicitar, de maneira informatizada, a intervenção de outros órgãos municipais. Para colocar o sistema em prática, um guarda de cada unidade ficou responsável pela replicação do uso da ferramenta, e mensalmente são promovidos cursos de revisão.

No Rio de Janeiro, as Unidades de Ordem Pública (UOPs) da Guarda Municipal operam com um sistema integrado de comunicação via smartphone, formado pelo aplicativo GMmobile e por um mapa operacional. A tecnologia foi desenvolvida pela Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da GM-Rio (DDT), em parceria com o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Originalmente criado para a plataforma Microsoft Windows Mobile, o aplicativo já possui versão para Android e roda nos cinco modelos de aparelho utilizados pela Guarda. (Terra).

Fonte: Terra.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

União entre algoritmos e infravermelho ajuda a detectar pessoas bêbadas.

Um estudo publicado no International Journal of Electronic Security and Digital Forensics mostra que cientistas criaram um documento detalhando como dois algoritmos associados a imagem térmica (infravermelho) podem ser utilizados para procurar pessoas alcoolizadas em locais públicos.

O estudo, feito por uma Universidade na Grécia, parte do princípio que o álcool no sangue causa dilatação dos vasos na superfície da pele. Depois, como ponto de partida, os dois algoritmos começam a comparar os dados recolhidos a partir de imagens térmicas.

Um algoritmo compara um banco de dados dessas varreduras faciais dos indivíduos bêbados e sóbrios aos valores de pixel de diferentes sites com rosto de pessoas. Um método semelhante já foi utilizado no passado para detectar infecções em aeroportos.

Um segundo algoritmo é utilizado para mapear as diferentes áreas da face. O estudo apontou que, quando embriagado,  o nariz de um indivíduo tende a ficar mais quente, enquanto sua testa continua muito fria. Para usar esta informação no banco de dados com o primeiro algoritmo, um segundo algoritmo foi necessário para identificar e diferenciar características.

Em alguns países, a imagem térmica já é usada para espionar potenciais criminosos. Mas a ideia agora é utilizá-la em aplicações práticas, para tentar ajudar a polícia a evitar perturbações indevidas e coisas do tipo. Será?

E você, o que acha desse método?

Infravermelho

Fonte: Canaltech.

domingo, 23 de outubro de 2011

Veiculo é recuperado com ajuda do equipamento “auto detector”.

Na madrugada de hoje (23/10), por volta das 00h30min, a equipe da viatura RP-2099 do 1º BPM, do Comandante do Policiamento Urbano – CPU, composta pelo tenente Valterci e soldado Eduardo, conseguiu recuperar um veiculo com registro de roubo do dia 03/09/11.

A viatura do CPU esta equipada com um aparelho conhecido como “Auto Detector”, o aparelho faz a leitura automática de placas de qualquer veículo. Duas câmeras instaladas no teto da viatura enviam as informações em tempo real para o computador localizado na parte interna da viatura.

O sistema, que tem capacidade para processar informações de até 54 placas em um minuto, é interligado com o banco de dados Secretaria de Segurança Pública (SSP), Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e Secretaria da Fazenda (Sefaz). Caso haja alguma irregularidade, o equipamento emite um sinal sonoro avisando ao policial. É possível saber, por exemplo, se o veículo é furtado, roubado, clonado ou está com licenciamento atrasado.

A equipe que realizava patrulhamento pelo Setor Oeste, quando o equipamento detectou a placa do veiculo, um GM Corsa Sedam de cor preta e informou aos policiais militares que aquele veiculo tinha restrição com registro de roubo. De imediato a equipe procedeu a abordagem policial, após busca pessoal o condutor foi identificado, é Alexander Dimitri Cautermam, de 21 anos, de nacionalidade francesa. Com ele no carro estava também um menor de 16 anos de idade.

Questionado sobre a origem do carro, o condutor demonstrando estar sob efeito de substancia química, respondeu que achou o carro em uma festa raive e que estava só curtindo um pouco. Com o apoio da tecnologia a favor da polícia, este veiculo foi recuperado e será entregue a seu proprietária legal.

Com apoio da viatura RP-2169, composta pelo sargento Félix e soldado Elias, o veiculo e os ocupantes do carro foram encaminhados até o 20º Distrito Policial de Goiânia onde ficaram a disposição da autoridade competente para os tramites legais.

Tenente Valterci – CPU do 1º BPM
Plantão CPC: Fernando Alves

Fonte: PMGO.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

MA: Secretaria de Segurança apresenta Delegacia Virtual.

O secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes, lançou, na terça-feira (24), às 9h, no auditório do Palácio dos Leões, a homepage da Delegacia Virtual (Devir) da Polícia Civil. Vinculado ao Sistema Integrado de Gestão Operacional (Sigo), a Delegacia Virtual vai possibilitar ao cidadão registrar ocorrências criminais com a emissão de boletim on line, no endereço www.delegaciaonline.ma.gov.br.

O usuário poderá realizar pelo incluindo registro de perda e extravio de documentos, furto de documentos e/ou pequenos aparelhos eletroeletrônicos, como celulares e notebooks, denúncias de pessoas desaparecidas e identificação de procurados e foragidos da Justiça. Antes, para realizar esse tipo de serviço precisava se dirigir a uma delegacia.

“A necessidade de implantação desse sistema informatizado surgiu a partir da constatação de que 30 a 40% dos relatos feitos nas delegacias são relativos aos serviços que serão oferecidos online”, informou o gestor do programa, delegado Daniel de Jesus Costa Brandão.

A solenidade nos Leões teve a presença do delegado geral da Polícia Civil, Nordman Ribeiro; do comandante geral da Polícia Militar, coronel Franklin Pacheco, e do Corpo de Bombeiros, coronel Marcos Paiva; da diretora geral do Viva Cidadão, Graça Jacinto; dos superintendentes da Polícia Civil da Capital e do Interior, delegados Sebastião Uchoa e Jair Lima de Paiva; além de outros representantes do Sistema de Segurança Pública.

Funcionamento

Ao realizar o registro, o cidadão receberá a validação de sua ocorrência por meio de mensagem instantânea enviada por e-mail cadastrado no ato da solicitação, com a seguinte mensagem: “Seu boletim de ocorrência foi aceito”.

O documento é feito por atendentes treinados e capacitados para operar o sistema. Essa validação é confirmada por meio de registro documental que legitima a solicitação gerando um boletim de ocorrência eletrônico com número, dados, e ocorrências do cidadão.

“O documento é o mesmo que seria entregue na própria delegacia. Com isso, o sistema disponibiliza ao cidadão serviços de melhor qualidade, prestigiando a economia de tempo de resposta das demandas da Policia Civil”, destacou Daniel Brandão.    

Com o boletim de ocorrências eletrônico em mãos, o solicitante poderá acompanhar a resolução do registro, em casos de furto, diretamente com uma autoridade policial na delegacia de seu respectivo bairro ou num distrito situado no local da infração.

Daniel Brandão disse que há estudos sendo feitos visando à ampliação do leque de serviços disponibilizados no site, com a possibilidade em breve de o cidadão poder registrar eventuais acidentes veiculares envolvendo apenas danos materiais.

Fase Experimental

Desde o início do mês, a Delegacia Virtual da Polícia Civil está funcionando, mas em fase experimental. Recebe registros a partir do Acordo de Cooperação Técnica firmado com o Viva Cidadão, órgão vinculado à Secretaria de Administração e Previdência Social (Seaps), localizado nos bairros Centro e João Paulo.

Somente nesta fase, com o sistema funcionando em dois pontos da capital, foram recebidas mais de 100 solicitações em uma semana. A expectativa é que, a partir do lançamento oficial do site, o número de acesos aumente. “É uma visão moderna de aplicação dos recursos tecnológicos dentro dos serviços prestados pela Polícia Civil; representa um dos principais focos de investimentos do atual secretário de segurança Aluísio Guimarães”, afirmou delegado.

Fonte: Governo do Maranhão.

Leia mais:

Segurança Pública apresenta Delegacia Virtual da Polícia Civil

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O soldado de 2020.

23/07/2010 – 21:00

Americanos testam equipamento que pode transformar militares em máquinas de guerra com força e resistência sobre-humanas

Hélio Gomes

Depois de uma corrida tecnológica que durou boa parte da primeira década deste século, o governo americano confirmou na semana passada o início dos testes com o seu primeiro exoesqueleto militar. O equipamento, literalmente um esqueleto externo “vestido” pelos soldados, transporta para a realidade uma ideia presente em inúmeras obras de ficção científica – do clássico “Tropas Estelares” (1959), no qual foi citada pela primeira vez, ao recente sucesso “Avatar”. Assim como na fantasia, o invento pretende dotar os militares de superpoderes como a capacidade de levantar até 90 quilos sem fazer esforço ou de caminhar quase cinco quilômetros em uma hora sem se cansar (leia quadro à direita). Se os experimentos forem bem-sucedidos, a traquitana provavelmente chegará aos campos de batalha em dez anos.

Batizado de Hulc (sigla em inglês para carregador humano universal), o exoesqueleto está nos sonhos do maior Exército do mundo há décadas. No início dos anos 2000, dois inventores americanos entraram em uma briga de gente grande para conquistar esse mercado. Em 2004, no entanto, o engenheiro mecânico Hami Kazerooni, então da Universidade de Berkeley, saiu na frente e apresentou um protótipo capaz de seduzir os capitalistas da guerra. Depois de abrir sua própria empresa, associou-se ao gigante do setor de armamentos Lockheed Martin e passou um bom tempo aprimorando o seu invento. O resultado foi apresentado no ano passado e impressionou os especialistas graças a duas qualidades fundamentais: sua mobilidade e seu controle altamente intuitivo.

Segundo o fabricante, o Hulc não é operado por nenhum tipo de controle manual. Sensores espalhados pela máquina antecipam o movimento do operador e fazem com que os seus músculos hidráulicos entrem em ação – seja na hora de carregar algo, seja ao caminhar longas distâncias ou até mesmo ao correr em velocidades que podem alcançar 16 km/h. Mesmo sem ter extensões acopladas aos braços do soldado, o sistema, instalado em uma mochila nas costas do usuário, transfere a carga para as suas pernas sem que ele perceba.

Outro ponto primordial para o sucesso do invento é sua autonomia. Dotado de uma bateria de lítio similar à dos celulares, mas muito mais potente, ele deixa o soldado totalmente desconectado de fontes de energia. No videodemonstração disponível no site de ISTOÉ é possível ver paramilitares em campo com agilidade digna de um super-herói. Agora, é a vez de o Exército americano fazer suas avaliações. “Os testes biomecânicos vão medir a energia gasta por um soldado ao usar o Hulc”, afirma um comunicado oficial da Lockheed Martin. Eles também mostrarão quanto tempo os usuários levarão para aprender a controlar o exoesqueleto ao carregar pesos variados e movimentar-se em velocidades distintas.

A novidade é apenas mais uma das desenvolvidas pela iniciativa privada sob encomenda do Pentágono. Há tempos os militares americanos contam com o auxílio da alta tecnologia para amplificar seus sentidos – vide os óculos de visão noturna – ou localizar-se – via GPS, por exemplo. Além disso, um órgão governamental trabalha exclusivamente na criação de novas tecnologias de guerra. Trata-se da Darpa (sigla em inglês para Agência de Pesquisa de Projetos Avançados de Defesa).

De lá surgiu outra invenção que promete ajudar os militares americanos – mais especificamente, aqueles que sofreram na carne o flagelo da batalha. Também na semana passada, a Darpa anunciou que testará o primeiro braço mecânico totalmente operado pelo cérebro humano, muito provavelmente com a ajuda de soldados mutilados. Resta saber quem serão os inimigos que esses verdadeiros robocops enfrentarão nas batalhas de um futuro cada vez mais próximo.

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Fonte: IstoÉ.

quinta-feira, 18 de março de 2010

II Seminário de Gerenciamento de Riscos acontece no dia 28 de abril, em São Paulo.

16/03/2010

Roubos de carga, logística e telemetria serão alguns dos temas abordados no evento

O II Seminário de Gerenciamento de Riscos, que acontecerá no dia 28 de abril, no Bourbon Convention Ibirapuera, em São Paulo, reunirá os executivos mais importantes do mercado para debaterem assuntos ligados ao tema "Como a tecnologia embarcada pode melhorar a logística e diminuir os riscos".

No encontro serão apresentados os novos rumos e soluções para o mercado de gerenciamento de riscos. Os participantes poderão conhecer as novidades, tendências e, além disso, discutir suas dúvidas com os principais especialistas e fornecedores do setor sobre as atividades das gerenciadoras de riscos e empresas de tecnologia de rastreamento e monitoramento.

Durante a programação, estão previstos debates sobre roubos de carga, telemetria, logística, acidentes, avarias e distribuição de cargas. Além disso, serão discutidas formas para consolidar a importância do Selo de Qualificação da Associação Brasileira das Empresas de Gerenciamento de Riscos e de Tecnologia de Rastreamento e Monitoramento (GRISTEC).

O evento é voltado a profissionais do setor de tecnologia embarcada para gerenciamento de risco e logística, nas áreas de transportes, seguradoras, consultorias, engenharia, operações, controle e auditoria interna, recursos humanos, qualidade, compliance e segurança pública e privada.

O evento é uma realização da GRISTEC, em parceria com a revista e portal InfoGPS e da editora MundoGEO.

Para conhecer a grade completa do seminário “Gerenciamento de Riscos” acesse o hotsite www.mundogeo.com/seminarios/gr

Para mais informações, envie um email para seminario@mundogeo.com ou ligue para (41) 3338 7789.

Fonte: InfoGPS Online.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Tecnologia versus Tecnologia: Mocinhos e Bandidos na Era High-Tech.

01º/02/2010 – 02:36

Muito esclarecedora para a opinião pública a matéria "O espião britânico", publicada pelo"Correio Braziliense" em nove de janeiro de 2008. Ela refere o software (i-2) que vem sendo utilizado pelo Departamento de Polícia Federal (DPF) do Brasil, empregado por aquela instituição policial no sentido de possibilitar a determinação da autoria e materialidade de delitos de alta complexidade, o que talvez ajude a explicar um pouco os sucessos expressivos que o DPF vem tendo nos últimos anos. Certamente, entretanto, o DPF e outras instituições policiais do país, caso da Polícia Civil de Distrito Federal (DPF), estão hoje ombreadas com as melhores instituições congêneres de países desenvolvidos, no que tange a utilização de instrumentos tecnológicos "de ponta" em prol da moderna investigação criminal. A chamada "análise de vínculos" tem um papel destacado nisso.

Talvez seja interessante discorrer brevemente sobre a técnica (maneira de fazer) que a nova tecnologia (instrumento do fazer) apontada pelo "Correio" permite utilizar de maneira ainda mais eficaz.

Uma das características dos fraudadores modernos é a energia por eles devotada para a simulação (parecer que é o que não é...) e dissimulação (parecer que não é o que realmente é) do que fazem. Em termos concretos, a simulação e a dissimulação são possíveis graças ao emaranhado de registros que envolvem transações financeiras, licitações, comprovantes de renda e até mesmo instrumentos legais, que, articulados com tudo mais, produzem beneficio ilícito para este ou aquele indivíduo. É enorme o grau de dificuldade para perceber um crime sendo perpetrado em tal contexto...

Juntar todo um emaranhado de registros, ordenando-os de maneira concatenada e inteligível é um velho ofício dos investigadores de delitos de alta complexidade. Assim, a análise de vínculos ou de relações é o instrumento classicamente consolidado em prol da percepção e concatenação entre objetos e meios instrumentais do crime. Ela permite algo semelhante ao que faz o olho humano ao contemplar um quadro pontilista com milhares de diferentes pontos matizados de cores, mas que guardam uma mensagem gráfica lógica em pontos de uma só cor, apenas distinguida com especial atenção e concentração daquele que contempla.

É um enorme avanço tecnológico poder fazer algo semelhante em meio a um emaranhado de registros financeiros, contratos, extratos e toda sorte de outros documentos mais, visualizando ao final apenas o que aponta a materialidade e autoria de um determinado delito ou série deles.
Uma outra forma de compreender como funciona a moderna investigação de delitos de alta complexidade com a análise de vínculos, é imaginar poder encontrar, compreender, visualizar e depois representar graficamente todas as conexões de interesse entre entidades empenhadas no chamado "crime do colarinho branco".

A representação gráfica final se constitui em um verdadeiro "apelo" à inteligência visual, tipo de mecanismo cognitivo universalmente superior, em termos de compreensão imediata, aos da inteligência verbal ou matemática, já que os dois últimos demandam dons especiais e específicos por parte do analista ou de um mero observador desavisado de um determinado fenômeno.

A investigação criminal tem na busca da descoberta e da determinação precisa de padrões (atributo de entidades que guardam alguma similitude) uma das suas atividades focais clássicas. Várias são as técnicas utilizadas nesse sentido, estando objetivadas atualmente sobre conjuntos de registros de ligações telefônicas, redes de interação social (amigos, clientes, parentes, etc.), teias de registros eletrônicos de transações financeiras, organogramas de hierarquia entre pessoas e várias outras entidades coletivas mais.

Assim, a análise de relações ou de vínculos é feita desde muito tempo, só que de maneira "trabalho-intensivo", sendo vulgarmente conhecida no meio policial brasileiro pelo nome dado ao seu produto gráfico final de representação -- "bolotário" (teias gráficas desenhadas em paredes ou representadas em enormes colagens de papel). O que ontem era possível assim realizar com o concurso de vários investigadores e de enormes quantidades de tempo, passou a ser praticamente impossível em tempos modernos, quando milhares ou bilhões de dados são gerados e arquivados eletronicamente em computadores de toda espécie e neles guardados seguramente sob os mais diversos códigos de segurança e linguagens computacionais.

A contrapartida tecnológica da segurança pública são os instrumentos de análise também computacionais, caso do software i-2 comercializado no Brasil pelo grupo Tempo Real. O aplicativo i-2 é hoje utilizado inclusive em campos de batalha, conforme vem ocorrendo regularmente no Iraque, quando da identificação de suspeitos de atividades insurrecionais daquele país. Ele também é empregado em atividades de Inteligência voltadas para o controle do terrorismo, caso do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos da América em seus esforços contemporâneos de repressão a movimentos radicais.

Curiosamente, até mesmo o setor privado passou a beneficiar-se dessa mesma tecnologia investigativa, utilizando-a para o controle de fraudes e outros delitos com incidência sobre o patrimônio privado. É a tecnologia de controle dando resposta ao desafio de conter uma criminalidade que também faz uso de tecnologia... São os novos "mocinhos e bandidos" da iconografia do "bem contra o mal", mas que passam agora a guerrear com as armas da era high-tech"...

Fonte: Blogando Segurança.

domingo, 7 de março de 2010

Sistema vai detectar tiro em tempo real em cidade gaúcha.

G1 23/02/2010 – 07:00

Projeto piloto será usado em Canoas a partir de agosto, diz Ministério da Justiça.
Governo federal quer o software nas 12 cidades sedes da Copa de 2014.

Glauco Araújo Do G1, em São Paulo

A cidade de Canoas (RS) vai abrigar um projeto piloto do Ministério da Justiça (MJ) a partir de agosto deste ano. Trata-se de um sistema de sensores acústicos que detecta disparos de arma de fogo em tempo real. Trinta e três sensores serão instalados no bairro Guajuviras, que registrou 50 mortes violentas em 2009, de um total de 126 homicídios no município. O bairro tem 70 mil dos 332 mil moradores de Canoas e é considerado o mais populoso e violento da Região Metropolitana de Porto Alegre.

Caso a tecnologia ajude a reduzir o número de homicídios, ela poderá ser usada pelo Governo federal nas 12 cidades que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014.

O equipamento é o mesmo usado em 50 cidades nos Estados Unidos. O acordo de implantação do sistema na cidade gaúcha foi assinado, no começo de fevereiro, entre a prefeitura de Canoas, a secretaria de segurança do município e o Ministério da Justiça. O projeto piloto prevê investimento de R$ 2 milhões do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).

De acordo com Alberto Kopittke, secretário de segurança de Canoas, 85% dos homicídios registrados na cidade foram cometidos com arma de fogo. “De 2005 até o ano passado, o índice de mortes violentas crescia, a cada ano, cerca de 30%. Apenas em 2009, quando Canoas foi incluída no projeto Território de Paz (iniciativa do Governo federal de fortalecimento do policiamento comunitário e ações sociais em áreas com índice elevado de violência) é que o crescimento ficou estável.”

Ele disse que o índice de solução desse tipo de crime na cidade é baixo, ficando perto dos 10%. “Estamos fazendo o cruzamento dos dados das ocorrências para qualificarmos as informações de cada um dos casos. Esse trabalho, aliado ao uso do sistema de detecção de disparo de arma, pode fazer cair o número de homicídios na cidade”, disse Kopittke.

O sistema não identifica o autor do disparo, mas aponta a localização exata e o deslocamento do atirador, caso ele efetue mais de um tiro. "As informações do programa vão ajudar a Polícia Civil a esclarecer essa dúvida nos inquéritos e elevar o número de soluções de crimes contra a vida", afirmou o secretário municipal de segurança.

Tecnologia

Segundo Roberto Motta, consultor da American Security International, empresa responsável pela fabricação do sistema nos Estados Unidos e agora também no Brasil, o equipamento é calibrado para captar o som dos disparos de arma de fogo, diferenciando os ruídos parecidos com o de uma arma, como fogos de artifício, escapamentos de veículos e bombas, e ainda identifica o calibre e o tipo de arma usada.

“Em até 12 segundos, os sensores farão o cruzamento das informações e identificarão o epicentro das ondas sonoras. A localização exata de onde ocorreu o disparo será enviada para uma central de monitoramento, onde um policial repassará os dados para as equipes de policiamento mais próximas do evento criminoso”, disse o secretário de segurança de Canoas.

Ainda de acordo com Motta, o índice de acerto do software no Brasil é estimado em 80%. Nos Estados Unidos, o cálculo de acerto já chega a 95%. A empresa registrou aumento médio de 50% no número de prisões relacionadas a tiros nas cidades com a tecnologia e a incidência de disparos foi reduzida entre 60% e 80%.

Em Canoas, o monitoramento das informações do sistema será feito na Central Integrada de Monitoramento do Gabinete de Gestão Integrada Municipal. “O importante é que o gerenciamento vai permitir que mais policiamento seja feito nas áreas apontadas pelo sistema. A polícia será mais preventiva do que reativa”, disse Kopittke.

Não é a solução

Segundo Giana Guelfi, pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo, o equipamento com sensores acústicos não será a solução plena para a redução dos casos de homicídios em Canoas ou em qualquer cidade em que a tecnologia venha a ser adotada. “Isso não vai coibir necessariamente a violência em uma região, nem mesmo garantir a redução do número de homicídios. É preciso levar em conta outros fatores sociais e de infraestrutura local.”

Ela afirmou ainda que já esteve na cidade de Canoas e entende que a região precisa de atenção específica em questões como ofertas de lazer e de trabalho, por exemplo. Segundo Giana, esses são alguns dos fatores que desencadeiam a violência. “O policiamento precisa ser comunitário e é preciso saber como a polícia trabalha cada caso de violência. De qualquer forma, é correto afirmar que o uso desses sensores pode fechar uma torneira na segurança local.”

Giana lembra que não é só a arma de fogo que mata. “Há outras ocorrências policiais que precisam ser levadas em conta, como furtos, roubos, estupros e latrocínios. Por ser um projeto piloto, não é possível saber se o resultado desejado será alcançado.”

Fonte: G1.