Deus dá liberdade aos Seus filho

Na liberdade que temos, damos o exemplo e não seguimos as más inclinações deste mundo

“Jesus perguntou: ‘Simão, que te parece: Os reis da terra cobram impostos ou taxas de quem: dos filhos ou dos estranhos? Pedro respondeu: ‘Dos estranhos!’ Então Jesus disse: ‘Logo os filhos são livres’” (Mateus 17, 25-26).

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Goiânia registra em outubro o dobro de homicídios em relação a 2010.

Segundo a Polícia Civil, a capital teve 52 assassinatos no mês passado.
De janeiro a outubro de 2011, foram registrados 408 homícidios em Goiânia.

Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera

A Polícia Civil registrou em outubro 52 homicídios na capital, o dobro se comparado ao mesmo mês do ano passado, quando foram registrados 26 assassinatos. Dentro dessa estatística, estão três crimes que aconteceram na segunda-feira (31) , entre eles o assassinato de um homem a facadas no bairro de Campinas.

Segundo os dados da Polícia Civil, do início deste ano até o final do mês de outubro foram registrados 408 assassinatos em Goiânia, o que representa um aumento de quase 40% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 295 homicídios.

Fonte: G1.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

‘Minha saída é estratégica’, diz Freixo sobre temporada fora do país.

Deputado estadual aceitou convite da Anistia Internacional após ameaças.
Segundo Freixo, só nó último mês foram sete ameaças à sua segurança.

Do G1, com informações da Globo News

Após aceitar o convite da Anistia Internacional, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), do Rio de Janeiro, afirmou, na noite desta segunda-feira (31), em entrevista ao Jornal das Dez, da Globo News, que decidiu passar uma temporada fora do país por questões estratégicas.

Menos de três meses após a execução da juíza Patrícia Acioli, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, ameaças de morte obrigaram o deputado a tomar a decisão.

Só nos últimos dias, o deputado foi informado de sete ameaças de morte. Para ele, além das prisões, é preciso tirar a fonte financeira das milícias, como o controle do transporte alternativo e TV a cabo. O deputado classificou as mílícias como uma "máfia que tenta calar o pode público". Freixo ressaltou, ainda, que o combate ao crime organizado deve envolver todo o estado.

Ainda sobre a sua temporada fora do país, o deputado ressaltou que essa não é uma forma de recuo. Ele reafirmou a sua proposta de combater as milícias e disse que retorna ao Brasil ainda neste mês, sem abrir mão da sua função pública.

"A minha saída é uma saída estratégica porque tem uma pressão muito grande. São sete ameaças e eu não posso brincar com isso. A Patrícia Acioli recebeu as mesmas ameaças e nós vimos no que deu. Então é um tempo de reorganizar a minha segurança, mas eu volto ainda no mês de novembro para continuar esse enfrentamento”, disse o deputado.

CPI das Milícias

Freixo está no segundo mandato de deputado estadual e sempre esteve ligado a denúncias de grupos de extermínio. Em 2008 foi o presidente da CPI que investigou a ação das milícias no Rio e terminou com o indiciamento de mais de 220 pessoas, inclusive políticos e policiais. Desde então, ele passou a sofrer ameaças. Na semana passada, ele também pediu proteção para o filho.

“Não é uma viagem planejada, nem uma viagem dos sonhos. A Anistia Internacional é uma parceira de muitos anos na luta em defesa dos direitos humanos, eles estão insistindo há algum tempo para que eu saia um pouco desse foco. Ninguém mais pode duvidar da capacidade criminosa desses grupos. Porque, enfim, eles foram capazes de torturar jornalistas, matar uma juíza, são capazes perfeitamente de matar um deputado", completou Freixo.

O deputado atribuiu as ameaças ao trabalho que ele realiza na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ele afirmou que não possui nenhum problema particular ou pessoal com as milícia: “Não devo nada às milícias, não tem isso. Como é a mesma coisa do caso Patrícia Acioli, foi morta pelo exercício da sua função como juíza. E mais, como é bom lembrar, a Patrícia foi morta por pessoas que usaram as armas da própria polícia, com munição da própria polícia. Isso não foi um descuido, isso foi um recado”, disse.

Pedido de escolta

A Secretaria de Segurança Pública do Rio afirmou em nota que o deputado Marcelo Freixo solicitou escolta para seu filho, por meio de uma carta, no dia 26 de outubro. Ainda de acordo com a secretaria, a escolta foi solicitada para começar em novembro.

Ofício enviado à secretaria pelo deputado Marcelo Freixo (Foto: Divulgação/Secretaria de Segurança Pública)Ofício enviado à secretaria pelo deputado Marcelo Freixo (Foto: Divulgação/Secretaria de Segurança
Pública)

A secretaria enviou uma carta à presidência da Alerj nesta segunda informando que todas as ameaças ao deputado "foram verificadas e devidamete processadas", mas, "que esse tipo de investigação, por envolver a segurança de pessoas é realizada de forma sigilosa". E que o pedido de escolta foi "prontamente aceito" e "no mesmo dia, o comando da PM entrou em contato com o parlamentar".

A secretaria diz ainda que a segurança de Freixo é feita por diversos policiais da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core).

A secretaria divulgou também a carta enviada por Freixo solicitando a escolta. No entanto, no ofício, não é explicitado que a escolta só fosse iniciada em novembro. Ele pede, em caráter preventivo, segurança para o filho.

Já Freixo destacou que solicitou segurança para a família em 27 de agosto: "Dizer que as investigações foram feitas em caráter sigiloso, foi sigiloso demais, porque nem eu sei do resultado dessa investigação. Eu imagino que, mais do que o secretário, eu tenho o interesse em saber que investigação é essa. Foram 276 denúncias de informações e planos e nenhuma delas eu recebi um retorno da secretaria", disse o deputado.

Documento relata atentado

No dia 17, representantes de diferentes partidos políticos e entidades se reuniram num ato em defesa do deputado, depois que um documento da Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar apontou que Freixo seria alvo de um atentado.

O documento da PM, endereçado à Coordenadoria Institucional de Segurança da Alerj, indica que o miliciano conhecido como Carlão planejava o assassinato de Marcelo Freixo. De acordo com a Coordenadoria, o miliciano receberia dinheiro de um ex-PM se executasse o deputado.

Fonte: G1.

Assista a mais vídeos sobre este assunto clicando aqui.

Jovem de 19 anos é confundido com ladrão e morto com um tiro pela PM.

Piloto de moto não parou em abordagem e carona foi atingido nas costas.
Inquérito Policial Militar foi aberto e arma apreendida; policial está afastado.

Vinícius Sgarbe Do G1 PR

Um jovem de 19 anos foi morto por um policial militar, em Cianorte, na região noroeste do Paraná. Na madrugada do último sábado (29), o rapaz, que estava na garupa de uma moto, foi confundido com um ladrão e atingido por uma bala nas costas. Essa mesma bala alcançou também o piloto da moto, de 18 anos, que está hospitalizado e não corre risco de morrer.

De acordo com o comandante da 3ª Companhia do 11º Batalhão de Polícia Militar de Campo Mourão, com sede tem Cianorte, capitão Gilberto Baronselli, ouvido pelo G1, a polícia procurava por pessoas que tinham assaltado duas farmácias. As características físicas similares, e principalmente as do veículo, levaram à operação desastrosa.

Em uma abordagem por volta das 1h30 de sábado, o piloto da moto não obedeceu a uma ordem para parar. Segundo Baronselli, o policial mirou no pneu traseiro, mas acertou as pessoas, acidentalmente. Com o carona, foram apreendidas cerca de 8g de maconha. Ele morreu cerca de 30 horas depois, no hospital.

“Puxei a ficha [do policial], são 14 anos de trabalho na corporação, com um comportamento exemplar. Em setembro, ele foi eleito o policial do mês”, disse. O capitão informou o afastamento do policial das ruas e também a abertura de um Inquérito Policial Militar (IPM). Um auto de apreensão da arma e o exame do bafômetro foram feitos.

De acordo com o procurador de justiça Leonir Batisti, também ouvido pelo G1, alguns desses casos militares, quando há morte, são também investigados pela justiça civil. Por enquanto, não há indícios se vai ou não ser feito no episódio em Cianorte.

Fonte: G1.

Tolerância Zero: Governo do RN ameaça usar o RDPM à risca contra policiais.

A medida seria uma ‘resposta’ ao movimento “Segurança com Segurança”, deflagrado pelos militares.

Os policiais militares do Rio Grande do Norte deflagraram há alguns dias o movimento “Segurança com Segurança”. Em suma: o estado deve garantir primeiro a segurança dos policiais, para que estes possam dar segurança à sociedade.

Como o aparato de segurança é falido não apenas no RN, mas em todo o país, a máquina simplesmente ‘entra em coma’ quando emergem campanhas desse tipo.

Por isso, o governo Potiguar, através de sua Polícia Militar, está ameaçando implantar um “Tolerância Zero” contra os policiais, obrigando-os a respeitar, à risca, o famigerado RDPM.

Confira abaixo o que rola na blogosfera policial do Rio Grande do Norte:

Se houver continuidade do movimento #segurançacomsegurança há fortes indícios que será aplicado o Tolerância Zero aos Policiais e Bombeiros Militares, utilizando o arcaico e opressor RDPM. Conheça o nosso RDPM aqui.

Isso demonstrará que o estado não tem compromisso com a prestação do serviço Segurança Pública para a sociedade, e ao mesmo tempo demonstrará a realidade do Regulamento Disciplinar da Polícia Militar, regulamento este que fere a constituição do nosso país.

“Se para alcançarmos a qualidade da prestação do serviço de segurança pública para a sociedade, somado com as nossas condições de serviço e valorização profissional, tivermos que sofrer com o RDPM, que venha a Tolerância Zero do estado”. Cabo Heronides

O recado já foi dado:

“Não irei punir quem cobrar a legalidade do estado, mas irei cobrar o que o estado lhe obriga a cumprir”. Palavras de um comandante de batalhão.

Caso algum policial seja enquadrado em alguma transgressão, o mesmo será punido com uma advertência, repreensão, detenção, prisão e exclusão. Podendo ficar preso ou detido por um período de no máximo 30 dias.

Fonte: Paraíba em QAP.

domingo, 30 de outubro de 2011

MENSAGEM DA SEMANA: O remédio contra a vaidade - Mt 23,1-12.

Preparação para a Leitura Orante

Preparo-me para a Leitura Orante, cumprimentando, com todos os internautas, a Jesus, como Mestre:

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.

Jesus Mestre, santificai minha mente e aumentai minha fé.

Jesus, Mestre vivo na Igreja, atraí todos à vossa escola.

Jesus Mestre, libertai-me do erro, dos pensamentos inúteis e das trevas eternas.

Jesus Mestre, caminho entre o Pai e nós, tudo vos ofereço e de vós tudo espero.

Jesus, caminho da santidade, tornai-me vosso fiel seguidor.

Jesus caminho, tornai-me perfeito como o Pai que está nos céus.

Jesus vida, vivei em mim, para que eu viva em vós.

Jesus vida, não permitais que eu me separe de vós.

Jesus Vida, fazei-me viver eternamente na alegria do vosso amor.

Jesus verdade, que eu seja luz para o mundo.

Jesus caminho, que eu seja vossa testemunha autêntica diante dos homens.

Jesus vida, fazei que minha presença contagie a todos com o vosso amor e a vossa alegria.

Bem-aventurado Tiago Alberione

Leitura Orante
Mt 23,1-12

Então Jesus falou à multidão e aos seus discípulos. Ele disse:

- Os mestres da Lei e os fariseus têm autoridade para explicar a Lei de Moisés. Por isso vocês devem obedecer e seguir tudo o que eles dizem. Porém não imitem as suas ações, pois eles não fazem o que ensinam. Amarram fardos pesados e os põem nas costas dos outros, mas eles mesmos não os ajudam, nem ao menos com um dedo, a carregar esses fardos. Tudo o que eles fazem é para serem vistos pelos outros. Vejam como são grandes os trechos das Escrituras Sagradas que eles copiam e amarram na testa e nos braços! E olhem os pingentes grandes das suas capas! Eles preferem os melhores lugares nos banquetes e os lugares de honra nas sinagogas. Gostam de ser cumprimentados com respeito nas praças e de ser chamados de "mestre". Porém vocês não devem ser chamados de "mestre", pois todos vocês são membros de uma mesma família e têm somente um Mestre. E aqui na terra não chamem ninguém de pai porque vocês têm somente um Pai, que está no céu. Vocês não devem também ser chamados de "líderes" porque vocês têm um líder, o Messias. Entre vocês, o mais importante é aquele que serve os outros. Quem se engrandece será humilhado, mas quem se humilha será engrandecido.

O que diz o texto do dia?

COMENTÁRIO 1

Leio com atenção, na Bíblia, o texto de hoje em Mt 23,1-12.

Jesus se apresenta como um Mestre diferente. A maior preocupação do bem-aventurado Tiago Alberione sempre foi levar todos a Cristo: "A Família Paulina tem uma só espiritualidade: viver integralmente o Evangelho, seguir o Divino Mestre Caminho, Verdade e Vida. Esta espiritualidade ele assim definiu: "viver 'em Cristo', santificando: a mente, porque ele é a Verdade; a vontade, porque ele é o Caminho; o coração, porque ele é a Vida".

COMENTÁRIO 2

No capítulo 23 do evangelho de Mateus encontramos um conjunto de contundentes denúncias às práticas farisaicas, originadas de pronunciamentos de Jesus e aí agrupadas pelo evangelista. Nos outros dois evangelistas sinóticos, Marcos e Lucas, estas denúncias estão dispersas ao longo de seus textos. A leitura de hoje é a primeira parte deste conjunto. A ela, segue-se uma série de sete "ai de vós" extremamente desmistificadores sobre a hipocrisia dos fariseus, fechando com uma terrível imprecação (13, 13-36). A última parte é uma lamentação sobre "Jerusalém que matas os profetas" (13,37-39). Mateus adapta para suas comunidades, na década de oitenta, sentenças proferidas por Jesus em seu ministério denunciando o sistema opressor das sinagogas e do Templo. Naquela década o conflito com os fariseus é mais abrangente e Mateus quer persuadir suas comunidades a se diferenciarem da prática deles. Esta ênfase de Mateus reforçando a denúncia de Jesus aos fariseus tem dois sentidos, no contexto em que vivia. Os discípulos de Jesus oriundos do judaísmo, a princípio continuaram freqüentando o Templo e as sinagogas (At 2,46; 17,1-2; 21,26). Em torno do ano 80, após a destruição do Templo de Jerusalém, os fariseus que formavam a cúpula do judaísmo, enrijecendo suas observâncias decidiram expulsar das sinagogas os judeus convertidos ao cristianismo. Certamente muitos deles devem ter abandonado o cristianismo para permanecer sob o abrigo da sinagoga que contava com a proteção do império romano. Mateus, com seu evangelho, quer demonstrar que em Jesus se realizam as promessas do Primeiro Testamento, procurando convencer os convertidos a não retornarem à sinagoga. Alem disso, Mateus tem e intenção de remover da mente dos discípulos originárias do judaísmo os resquícios da incoerente e ambígua prática farisaica (23,8-12). Nos profetas já se encontravam denúncias à prática dos líderes religiosos (primeira leitura). Estes líderes usavam da autoridade como meio de prestígio, bem como para privilégios pessoais, oprimindo o povo. Contudo, no texto de Mateus, chama a atenção a contraditória recomendação de "fazer tudo o que eles vos disserem", o que implicaria em suportar os "fardos pesados e insuportáveis" amarrados por estes fariseus. Pode-se pensar que tal recomendação seja um reflexo da mentalidade de discípulos convertidos do judaísmo, ainda apegados às tradições judaicas. Percebe-se, com evidência, que tanto a ostensiva prática dos escribas e fariseus como suas exigências doutrinais e legais ferem a proposta de Jesus, anteriormente anunciada, de viver humildemente, no "segredo do Pai". Nas comunidades deve predominar a humildade, a igualdade em dignidade e o amor, embora na diversidade dos dons e carismas. Paulo apóstolo é uma testemunha desta humildade e de carinho.

José Raimundo Oliva

COMENTÁRIO 3

Jesus, neste Evangelho, continua a sua polêmica com os fariseus conforme vimos há dois domingos.

Agora, Jesus se torna verdadeiramente mais incisivo. Ele torna-se até mesmo “acusador”. Até aqui, Cristo parecia estar na “defensiva”; agora Ele “parte para o ataque”. E o que Ele está realmente atacando aqui?

Poderíamos dizer que estamos diante de um grande confronto entre a comunidade cristã e os judeus (fariseus). Mas, se fizéssemos isso, estaríamos escapando do Evangelho de hoje, ou seja, aplicando-o para outras pessoas ao afirmarmos: “Ah! São os judeus culpados disso aqui; não temos nada a ver com isso!”

Na verdade, neste Evangelho, Jesus está pondo o dedo na ferida de todos nós. Também nós estamos dentro desta realidade da hipocrisia e da vaidade que Cristo quer denunciar. E em que consiste a hipocrisia?

A hipocrisia consiste em querer mostrar aquilo que eu não sou. É o pecado da simulação, ou seja, tenho dentro de mim um vazio, um nada, mas quero demostrar o que eu não sou. Pois bem, aqui nesta passagem, Jesus quer que saiamos desta atitude.

Qual é o caminho para sair desta simulação, desta hipocrisia vaidosa, na qual eu gosto de ser saudado, ocupar os primeiros lugares e ser sempre respeitado? O caminho é o da humilhação diante de Deus.

A virtude da humildade é muito difícil de ser vivida. Por quê? Porque se quisermos nos humilhar diante das outras pessoas, ela irá se converter em vaidade. Não é verdade?

Por exemplo: uma pessoa que se veste bem, que é vaidosa, mas que de repente diz: “Vou me livrar da vaidade” e começa a se cobrir de andrajos, de vestes cheias de remendos etc. Então, aquilo que antes era um ato de humildade passa a ser vaidade, porque a pessoa começa a se envaidecer da sua pobreza.

Uma pessoa que fala bem, que faz grandes discursos, pode se envaidecer por ser um orador. No entanto, se esta pessoa resolvesse ficar silenciosa, aquele mesmo silêncio que ela fez, porque procurava a humildade, pode se transformar agora em objeto de vaidade. “Vejam como eu sou silencioso e humilde!”

É assim que constatamos que a humildade é uma virtude muito difícil de ser vivida, pois tudo aquilo que fazemos para matar a vaidade acaba por alimentá-la, porque, quanto mais santos vamos ficando, mais vaidosos nos tornamos. Então, é algo quase desesperador!

Como fazer para sair desta armadilha? O único caminho é humilhar-se diante de Deus. Não adianta ficar se humilhando diante das pessoas, porque tudo se transformará em vaidade.

Humilhar-se diante de Deus é o seguinte: por exemplo, você tem uma certa santidade, tem uma conversão de vida, tem uma vida de oração. Faz jejuns, reza o Terço, comunga todos os dias… E aí? Você é santo?

Bom, se você comparar-se com outras pessoas, vai até encontrar pessoas menos santas do que você e vai se envaidecer. Se você olhar para os pagãos, para aqueles que não querem nada com Deus, para os ateus, você pode até envaidecer-se e achar-se “muito grande, bom e cheio de luz”.

Mas, se você se colocar diante do Senhor e fizer a “comparação” entre sua pequena santidade e a imensa santidade de Deus, então, de repente, você será humilhado. Humilhado completamente, porque a sua santidade não é nada.

Para fugirmos da vaidade, para não cairmos no “farisaísmo” de quem quer se apresentar como santo diante dos outros, só existe um caminho: humilhar-se diante de Deus.

Diante d’Ele nós nada somos. Pare de se comparar com as outras pessoas e comece a se “comparar” com o Senhor. Você verá o resultado!

É assim que entenderemos a razão de ser do Evangelho de hoje. Quem realmente é santo? Deus. Quem realmente é Mestre e Pai? Deus. Nós nada somos!

Quando realmente nos comparamos com Aquele que é imenso e eterno, aprendemos o caminho da humildade. Somente assim podemos fugir da vaidade, desta armadilha que está sempre pronta para nos “abocanhar”.

Por mais que queiramos ser santos, se continuarmos nos comparando com as outras pessoas, seremos vaidosos. Mas se nos “compararmos” com Deus, seremos humilhados. E o melhor remédio para a vaidade é a humilhação. Isso nos dará como fruto a virtude da humildade.

Padre Paulo Ricardo

O que o texto diz para mim hoje?

Considero, como refletem os bispos na Conferência de Aparecida, Jesus como único Mestre que tem palavras de vida eterna: "O chamado que Jesus, o Mestre faz, implica numa grande novidade. Na antiguidade, os mestres convidavam seus discípulos a se vincular com algo transcendente e os mestres da Lei propunham a adesão à Lei de Moisés. Jesus convida a nos encontrar com Ele e a que nos vinculemos estreitamente a Ele porque é a fonte da vida (cf. Jo 15,1-5) e só Ele tem palavra de vida eterna (cf. Jo 6,68). Na convivência cotidiana com Jesus e na confrontação com os seguidores de outros mestres, os discípulos logo descobrem duas coisas originais no relacionamento com Jesus. Por um lado, não foram eles que escolheram seu mestre foi Cristo quem os escolheu. E por outro lado, eles não foram convocados para algo (purificar-se, aprender a Lei...), mas para Alguém, escolhidos para se vincular intimamente a sua pessoa (cf. Mc 1,17; 2,14). Jesus os escolheu para "que estivessem com Ele e para enviá-los a pregar" (Mc 3,14), para que o seguissem com a finalidade de "ser d'Ele" e fazer parte "dos seus" e participar de sua missão. O discípulo experimenta que a vinculação íntima com Jesus no grupo dos seus é participação da Vida saída das entranhas do Pai, é se formar para assumir seu estilo de vida e suas motivações (cf. Lc 6,40b), viver seu destino e assumir sua missão de fazer novas todas as coisas." (DAp 131).

O que o texto me leva a dizer a Deus?

Rezo:

Jesus Mestre,

que eu pense com a tua inteligência e com a tua sabedoria.

Que eu ame com o teu Coração.

Que eu veja sempre com os teus olhos.

Que eu fale com a tua língua.

Que eu ouça somente com teus ouvidos.

Que eu saboreie aquilo que tu gostas.

Que as minhas mãos sejam as tuas.

Que os meus pés sigam os teus passos.

Que eu reze com as tuas orações.

Que meu tratamento seja o teu.

Que eu celebre como tu te imolaste.

Que eu esteja em ti e tu em mim.

Bem-aventurado Tiago Alberione

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

Vou vivenciar o meu ser discípulo de Jesus Mestre vivendo a fraternidade. E colocarei no cume de todas as minhas «referências» Jesus Mestre.

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.

- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.

- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.

- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp

Fonte: Paulinas e Canção Nova.

A cada hora, oito mulheres são agredidas em São Paulo, diz SSP.

Secretaria da Segurança Pública divulgou dados sobre violência doméstica.
No sábado, manicure levou sete tiros do namorado, em Osasco.

Do G1 SP, com informações do Fantástico

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo divulgou, pela primeira vez, esta semana dados sobre violência doméstica. Os números assustam: a cada hora, pelo menos oito mulheres são agredidas no estado.

O que aconteceu na manhã de sábado (29) em Osasco, na Grande São Paulo, não tinha nada de ficção. Dentro de um salão de beleza, no Centro da cidade, um ex-policial, de 42 anos, tentou matar a namorada, a manicure Suzete de Oliveira, de 52 anos.

Segundo a polícia, o ex-PM, antes de vir para o salão, ligou para a vítima. Quando ele chegou ao salão, Suzete ainda tentou se esconder. Armado, ele disparou várias vezes. Pelo menos, cinco tiros atingiram a manicure.

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Suzete foi internadas às pressas no Hospital Regional de Osasco e, segundo familiares, ela está fora de perigo. O atirador está foragido. “Acho que ele estava pressionando ela e ameaçando. Se terminasse, ia fazer alguma besteira”, disse Salomão de Oliveira, filho da vítima.

As vítimas desta violência doméstica vivem na pele o drama da personagem Celeste, da novela “Fina estampa”. No mundo real, as brasileiras contam com o apoio da Central de Atendimento à Mulher. É só ligar para o número 180. Em cinco anos, o serviço recebeu quase dois milhões de ligações. A maior parte feita por mulheres de São Paulo, Bahia e Minas Gerais.

Na maioria das vezes, são as próprias vítimas que criam coragem para fazer a denúncia. É o que mostram os telefonemas registrados pela Polícia Militar de São Paulo.

Mulher: Meu marido está me espancando!
Policial: Seu marido está embriagado?
Mulher:
Não, é porque eu terminei com ele e ele não aceita o término do namoro, porque ele ficava me humilhando, me xingando.
Policial: Ele agrediu você?
Mulher: Agrediu, veio para cima de mim e bateu a minha cabeça na parede.

Uma delegacia da Zona Leste de São Paulo registra dez casos de violência doméstica por dia. A reportagem do Fantástico acompanhou um deles. Ela é auxiliar de enfermagem, tem 32 anos e decidiu de sair de casa com o filho de 4 anos e procurar a polícia. Durante mais uma das muitas brigas com o ex-marido, ela cortou a mão esquerda ao bater em uma porta de vidro.

“Ele começou a me xingar de prostituta e de vaca, falou que tinha que fazer comigo o que se faz com uma galinha, pegar uma faca e cortar o pescoço, porque assim eu ia embora e desaparecer de vez da frente dele”, relatou a auxiliar de enfermagem, que voltou para casa acompanhada de duas investigadoras.

Fantástico: Você veio buscar as suas coisas aqui. Daqui você vai para onde?
Auxiliar de enfermagem: Para a casa da minha mãe.
Fantástico: Hoje vocês brigaram? Foi na frente do seu filho?
Auxiliar de enfermagem: Foi na frente do meu filho. Ele falou esses dias para minha mãe: ‘Vovó, deixa a gente morar com você, que eu não quero voltar para aquela casa feia’. Isso não é uma coisa de uma criança de 4 anos falar.

De volta à delegacia, a mãe foi amparada pelo filho. A decisão de procurar a polícia é só o começo. Para que o companheiro seja punido, a vítima tem que fazer uma representação contra ele.

Um dado oficial do governo federal mostra que 40% das vítimas que fazem a denúncia convivem com o agressor há mais de dez anos. A atriz Dira Paes, que faz o papel de Celeste, acredita que denunciar o companheiro é mais difícil do que parece.

“A pergunta que eu mais ouvia nas ruas era: ‘Quando é que você vai denunciar esse homem? Quando é que você vai parar de apanhar?’. E eu acho isso incrível, porque é o desejo de todo mundo, mas não é fácil para quem está dentro do furacão”, comentou a atriz Dira Paes.

Ainda na delegacia, a auxiliar de enfermagem de São Paulo decide formalizar a denúncia contra o marido. “Vou mandar para o fórum o pedido para que ele não se aproxime e que não mantenha contato. É a abertura do processo”, explica a delegada Jocileide Caetano de Souza. “Ele me deu um tapa uma vez e um empurrão”, conta a auxiliar.

“A violência pode ser crescente. Hoje um empurrão, amanhã socos e nós não sabemos se pode até acontecer um homicídio”, alerta a delegada Jocileide Caetano de Souza.

Desde 2006, quando a Lei Maria da Penha entrou em vigor, mais de 11 mil homens que agrediram suas companheiras foram parar na cadeia no Brasil. Segundo a Justiça, os principais motivos da violência doméstica são álcool e drogas.

A juíza Elaine Cavalcanti só julga casos envolvendo crimes contra as mulheres na cidade de São Paulo. É em uma sala que ela faz as audiências e fica frente a frente com agressor e vítima.

“Eles raramente chegam a pedir perdão para a mulher. Acho que a maioria nega, poucos acabam admitindo e sentindo arrependimento e vergonha pelo ato cometido”, afirmou a juíza Elaine Cristina Cavalcanti, da vara especializada em violência doméstica contra mulher.

Alexandre Nero, que interpreta o marido violento, diz que a novela serve de alerta. “É importante que as pessoas consigam enxergar na televisão seu espelho. Quer dizer, ali está acontecendo coisas que estão acontecendo aqui em casa. Esse homem existe aqui dentro da minha casa ou na casa da minha vizinha”, comentou o ator.

Para a juíza Elaine Cristina Cavalcanti, o personagem Baltazar tem que ser punido. Ao ser questionada pela reportagem sobre que pena ela daria a ele, ela afirmou: “Depende, porque ali foram agressões continuadas. Então, a pena dele teria que ser calculada considerando todas as agressões que ele foi cometendo ao longo do relacionamento com aquela mulher”.

Fonte: G1.

Número de homicídios dolosos reduziu 8,96% no PR, diz Sesp.

Índice representa os meses de janeiro e setembro de 2011 em relação a 2010.
Foram registrados 752 assassinatos; destes, 389 foram na Grande Curitiba.

Do G1 PR

Uma pesquisa realizada pela Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR) mostrou que o número de homicídios dolosos (quando há intenção de matar) diminuiu 8,96%  em todo o estado. O estudo foi feito e comparado entre os meses de janeiro e setembro e comparado ao mesmo período de 2010.

O número total de assassinatos registrados no período é 752. Destes, 389 foram em Curitiba e Região Metropolitana.

Além disso, a pesquisa revela também que o número de homicídios culposos de trânsito e de roubos consumados, também reduziram em relação ao mesmo período do ano passado, com 3,32% e 7,08% respectivamente.

“A secretaria está acompanhando a evolução desses números, para que ações efetivas sejam desenvolvidas. Em breve, teremos mais policiais nas ruas para dar uma resposta à população, que precisa se sentir segura”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Reinaldo de Almeida Cesar.

Fonte: G1.