Deus dá liberdade aos Seus filho

Na liberdade que temos, damos o exemplo e não seguimos as más inclinações deste mundo

“Jesus perguntou: ‘Simão, que te parece: Os reis da terra cobram impostos ou taxas de quem: dos filhos ou dos estranhos? Pedro respondeu: ‘Dos estranhos!’ Então Jesus disse: ‘Logo os filhos são livres’” (Mateus 17, 25-26).

domingo, 1 de maio de 2011

Saiba a diferença entre oxi, crack e cocaína.

21/04/2011 15h01 - Atualizado em 21/04/2011 15h01

Drogas têm o mesmo princípio ativo e são usadas da mesma forma.
Diferença está no que é usado para transformar a cocaína em pedra.

Tadeu Meniconi Do G1, em São Paulo

O oxi é cada vez mais um problema de saúde pública no Brasil. A droga chegou ao país em meados da última década pelo Acre e pelo Amazonas, nas regiões das fronteiras com Bolívia e Colômbia. Agora, há registro de mortes no Piauí e a ameaça de que ela atinja o Sudeste. A Fundação Oswaldo Cruz já prepara um mapeamento da droga no território nacional.

A droga é derivada da planta coca, assim como a cocaína e o crack. Há diferenças, contudo, no modo de preparo. Existe uma pasta base, com o princípio da droga, e de seu refino vem a cocaína.

“A pasta base é como a rapadura e a cocaína é como o açúcar”, compara Marta Jezierski, médica psiquiátrica e diretora do Cratod (Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas), ligado à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

O crack e o oxi são feitos a partir dos restos do refino da cocaína. As três drogas possuem, portanto, o mesmo princípio ativo e um efeito parecido, que é a aceleração do metabolismo, ou seja, do funcionamento do corpo como um todo.

Quando menor a duração do efeito, mais viciante é uma substância"

Marta Jezierski, médica psiquiátrica

A diferença da cocaína para as outras duas está no que os especialistas chamam de “via de administração”.

Enquanto a primeira é inalada em forma de pó, as outras duas são fumadas em forma de pedra. Isso muda a forma como o corpo lida com a dose.

O pó da cocaína é absorvido pela mucosa nasal, que tem nervos aflorados, responsáveis pelo olfato. O efeito dura entre 30 e 45 minutos. No caso das outras duas drogas, a absorção acontece no pulmão, de onde ela cai na corrente sanguínea. O efeito dura cerca de 15 minutos, e por isso, é mais intenso que o da cocaína, o que aumenta o risco de que o usuário se torne um viciado.

“Quando menor a duração do efeito, mais viciante é uma substância”, afirma Jezierski.

“Se você usa uma que dá um 'barato' de 48 horas, você não precisa de outra dose tão cedo, mas se usa uma que dá um barato de 15 minutos e, em seguida, te dá depressão, vai querer outra dose”, explica a psiquiatra.

A grande diferença do oxi para o crack está na sua composição química. Para transformar o pó em pedra, o crack usa bicarbonato de sódio e amoníaco. Já o oxi, com o objetivo de baratear os custos – e atingir um número maior de usuários –, leva querosene e cal virgem.

Querosene e cal virgem são substâncias corrosivas e extremamente tóxicas. Por isso, o consumo do oxi pode levar à morte mais rápido que o crack – no qual o que é realmente nocivo é o princípio ativo da droga.

“A hipocrisia do suicídio é bem menor”, conclui Jezierski sobre o oxi, em relação ao crack.

Fonte: G1.

Saiba mais

sábado, 30 de abril de 2011

Promoção por bravura não é como antiga premiação por morte, diz PM.

21/04/2011 09h00 - Atualizado em 21/04/2011 09h00

'Gratificação faroeste' era concedida entre 95 e 98 por mortes em confronto.
Policiais que evitaram mais mortes em escola de Realengo foram promovidos.

Aluizio Freire Do G1 RJ

PM ato de bravura - 5º BPM (Foto: Aluizio Freire)Nos quartéis, como no 5º BPM, a ação de Realengo é lembrada como exemplo de bravura dos policiais (Foto: Aluizio Freire/G1)

A ação dos três policiais que conseguiram deter o atirador que matou 12 alunos da Escola Tasso da Silveira, na Zona Oeste do Rio, é apontada como exemplo de coragem dentro da Polícia Militar. Eles foram promovidos e condecorados. Mas a promoção por atos de bravura é cada vez mais criteriosa dentro da corporação. Em 2010, foram apenas três casos. Este ano, são sete, incluindo o episódio do colégio de Realengo.

Embora o comando da corporação espere que a tropa siga os ensinamentos dos colegas que agiram para impedir que o atirador Wellington Menezes de Oliveira matasse outras crianças, a cúpula da PM quer deixar claro que atuações em que predominem excesso de violência por parte do policial dificilmente serão consideradas ato de bravura.

“No caso da escola, ficou comprovado que o criminoso, apesar de ser atingido por um disparo feito pelo sargento Márcio Alves, morreu ao cometer suicídio”, lembra o coronel Íbis Pereira, 48 anos, 28 destes na PM, e que já comandou vários batalhões e a Escola Superior da Polícia Militar, que forma os oficiais. "Não queremos estimular a violência. O policial deve estar preocupado em salvar vidas, e precisa agir dentro de critérios técnicos e da lei", completa.

Não queremos estimular a violência. O policial deve estar preocupado em salvar vidas, e precisa agir dentro de critérios técnicos e da lei"

Coronel Íbis Pereira

Para o coronel Íbis, a  preocupação é evitar que os mais afoitos, dispostos a conquistarem algum benefício, pensem que estaria de volta a “gratificação faroeste” - controvertida premiação concedida aos policiais, entre 1995 e 1998, que recebiam um valor adicional por mortes em confronto.

A premiação passou a ser considerada pelos especialistas em segurança pública um incentivo à violência policial, já que estimulava o conflito armado e provocava muitas mortes.

Orientação é salvar vidas

Entre os destaques das promoções conferidas aos policiais, nos últimos anos, estão alguns casos em que foram salvas vidas durante alguma operação, de acordo com levantamento feito pela Diretoria Geral de Pessoal (DGP) da Polícia Militar. .

PM ato de bravura - coronel Íbis Pereira (Foto: Aluizio Freire)Para o coronel Íbis,  policial tem que se destacar pela ação legal e técnica (Foto: Aluizio Freire/G1)

Um dos casos é o do sargento Altemar Oliva, do 16º BPM (Olaria), que participou de uma ação contra traficantes da favela Nova Brasília, em Inhaúma, no conjunto de favelas do Alemão, no Rio. Em plena troca de tiros com os criminosos, surgiu de uma das vielas uma moradora, aos gritos, pedindo ajuda para seu marido, que havia sido baleado e estava caído em um beco.

Certo de que a vítima era um trabalhador, o sargento Altemar entrou na comunidade embaixo de intensos disparos de arma de fogo e resgatou o homem, que foi socorrido e sobreviveu.

Outro episódio considerado heroico foi o do cabo da Polícia Militar Wagner Barros de Souza, lotado no 10º BPM (Barra do Piraí), diante de uma mulher desesperada, que ameaçava cometer suicídio, apesar dos apelos de uma multidão que tentava demovê-la da ideia de se matar. Para espanto geral, ela se joga no Rio Paraíba do Sul e é levada pela correnteza. Sem titubear, o cabo se jogou e conseguiu salvá-la.

PM salva mulher e crianças soterradas

Ato de bravura reconhecido pela corporação foi também o do cabo PM Jader Gondin Marques, do 5º BPM (Harmonia), que ficou sabendo pelo rádio do carro sobre um desabamento no Centro. Ao chegar ao local, na Rua Barão de São Félix, ele e o colega foram abordados por populares que indicaram o prédio desabado.

Ao saber que havia vítimas sob os escombros, mesmo percebendo o risco iminente de outros desabamentos, Jader entrou na construção e conseguiu resgatar com vida uma mulher e três crianças que estavam soterradas.

Mas o episódio de Realengo é um marco nessa questão... O policial, naquele cenário caótico, sem saber quantas pessoas estavam envolvidas no conflito, e no meio daquele espaço confinado, com tantas crianças, professores e outros funcionários da escola, conseguir discernir quem é o criminoso, ou seja, qual é o alvo principal da ação, e ao mesmo tempo garantir a segurança do local"

Coronel Íbis Pereira

Mais uma missão concluída com bravura, segundo a PM, foi a participação do cabo Luiz Claudio de Carvalho Rós, lotado no Batalhão de Operações Especiais (Bope), quando socorreu um companheiro ferido durante uma operação no conjunto de favelas do Alemão.

Na avaliação dos superiores, o policial combinou técnica e coragem para salvar o colega e evitar que ele fosse alvo de outros disparos dos criminosos.

“São ocorrências em que um policial militar consegue se lançar contra situações absolutamente adversas, quando é obrigado a agir contra um número bem superior de elementos ou armamento. Nessas circunstâncias, também consideramos bravura pelo discernimento saber agir numa situação de complexidade, de caos, de dificuldade absoluta que foge à normalidade das ocorrências, como essa última em Realengo”, ressalta o coronel Íbis Pereira.

“Mas o episódio de Realengo é um marco nessa questão. Imagine o ambiente de pânico, de desespero, de irracionalidade que é você ser chamado por crianças feridas dizendo que um homem armado está matando um monte de alunos dentro de uma escola. E o policial, naquele cenário caótico, sem saber quantas pessoas estavam envolvidas no conflito, e no meio daquele espaço confinado, com tantas crianças, professores e outros funcionários da escola, conseguir discernir quem é o criminoso, ou seja, qual é o alvo principal da ação, e ao mesmo tempo garantir a segurança do local”, destaca o oficial.

Fonte: G1.

PRF lança campanha para motoristas circularem com faróis acesos de dia.

20/04/2011 20h23 - Atualizado em 20/04/2011 20h57

Operação Semana Santa tem início à 0h desta quarta-feira.
Serão usados 500 radares e 2 mil etilômetros na fiscalização dos motoristas.

Do G1, em São Paulo

A Polícia Rodoviária Federal lançou uma campanha chamada "Luz para a Vida", nesta quarta-feira (20), em que incentiva os motoristas que dirigem pelas rodovias do país a circularem com os faróis acesos mesmo durante o dia. A atitude será incentivada durante a Operação Semana Santa, que tem início nesta quarta-feira à 0h.

Segundo a PRF, os policiais vão reforçar a segurança das estradas durante o feriado e também orientar os condutores.

"Estudos mostram que o número de acidentes dimuniu sensivelmente quando os veículos trafegam com a luz acesa mesmo durante o dia, porque a visibilidade aumenta. Condutas simples como essa fazem toda a diferença na segurança do trânsito", disse ao G1 o inspetor Fabiano Moreno, da Polícia Rodoviária Federal.

De acordo com a PRF, desde 1998, a resolução 18 do Conselho Nacional de Trânsito já recomenda o uso de farol baixo por todos os veículos que circulam em rodovias. Para as motocicletas em movimento, faróis acesos são exigidos por lei desde 1997.

A Operação Semana Santa termina à meia-noite de domingo (24). Além dos agentes, a PRF vai utilizar 500 radares e 2 mil etilômetros na fiscalização dos motoristas.

A expectativa é que o movimento nas estradas aumente 30% durante o feriado, chegando a 200% em alguns corredores viários como a BR-381 (Belo Horizonte-Vitória).

Fonte: G1.

Armas entregues na Campanha do Desarmamento serão inutilizadas na frente do cidadão.

18/04/2011 – 18:58

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – As armas que forem devolvidas na Campanha do Desarmamento deste ano serão inutilizadas na frente do cidadão, na mesma hora. O conselho que cuida da campanha ainda vai definir como será feita a inutilização. Uma das opções mais cogitadas é o uso de uma marreta.

“Isso garantirá à população que a arma não voltará às ruas para o crime, pois não terá mais nenhuma utilidade e virará sucata”, disse hoje (18) o secretário executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, depois de reunião do conselho, formado por representantes do governo federal e da sociedade civil.

Depois de inutilizadas, as armas serão encaminhadas à Polícia Federal para o descarte total, que poderá ser feito por meio da queima em fornos industriais de alta temperatura.

Além da inutilização imediata, a campanha deste ano, que começa no dia 6 de maio, tem como novidade a não obrigatoriedade do cidadão de se identificar e a indenização entregue no momento da devolução da arma, em forma de protocolo para posterior retirada no Banco do Brasil.

Edição: Lana Cristina

Fonte: Agência Brasil.

Governo anuncia rede nacional para recolhimento de armas de fogo.

18/04/2011 – 18:14

Campanha do desarmamento começa no dia 6 de maio e vai até o fim do ano.
Ministério espera ter um posto de recolhimento em cada município brasileiro.

Iara Lemos Do G1, em Brasília

O diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o secretário-executivo do MJ, Luiz Paulo Barreto, a secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki. (Foto: Renato Araújo/ABr)O diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o secretário-executivo do ministério, Luiz Paulo Barreto, a secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki. (Foto: Renato Araújo/ABr)

O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, anunciou nesta segunda-feira (18) a formação de uma rede nacional para o recolhimento de armas de fogo, que será implementada durante a campanha do desarmamento, que começa no dia 6 de maio e vai até o final do ano.

O recolhimento será comandado pelas polícias Civil e Federal e as Forças Armadas. A meta do governo é ter, no mínimo, um posto de recolhimento de armas em cada um dos municípios brasileiros. Igrejas e sedes de organizações não-governamentais poderão se cadastrar junto ao Ministério da Justiça para atuar como posto de recolhimento de armas.

Na última campanha do desarmamento, encerrada em dezembro de 2009, apenas os postos policiais podiam receber as armas.

“Certamente vai ser um número muito superior de postos de recolhimento. Todos esses organismos constituem postos de coletas. Nas outras campanhas era basicamente só a Polícia Federal. Desta vez, queremos ampliar a rede para que em cada município tenha um posto de recolhimento”, afirmou o secretário-executivo.

Nesta segunda-feira, primeira reunião do conselho responsável pela campanha do desarmamento, também ficou definida a forma de indenização para as pessoas que entregarem as armas durante a campanha.

Segundo Barreto, no momento da entrega da arma, será feito um protocolo. Com o número do protocolo, a pessoa que entregou a arma poderá procurar o Banco do Brasil para receber uma indenização, que pode variar de R$ 100 a R$ 300. Munições entregues não serão indenizadas durante a campanha.

“Ao mesmo tempo em que a arma será entregue, a pessoa já vai receber a indenização. Nunca se fez uma rede tão ampla. Estamos voltados para chegar aonde a população está”, afirmou o secretário.

Outra novidade é que na campanha deste ano não será exigida a identificação da pessoa que entregar a arma, como o número do CPF. “Isso vai facilitar a entrega”, afirmou o representante da Rede Desarma Brasil, Antônio Rangel.

Apesar de ser ligado a uma entidade que defende o desarmamento, Rangel se disse contrário à realização de um novo plebiscito, como chegou a ser proposto pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). “Assim como aconteceu um plebiscito há cinco anos, não podemos desrespeitar a decisão, por mais equivocada que ela seja”, disse.

Orçamento

Segundo o secretário-executivo do ministério, o governo ainda não tem uma estimativa de quantas armas devem ser recolhidas na campanha deste ano. Nas últimas duas campanhas realizadas, em 2005 e 2008, foram recolhidas 550 mil armas de fogo.

Para este ano, o orçamento previsto para as indenizações na campanha deste ano é de R$ 10 milhões.

De acordo com o governo, na campanha deste ano, todas as armas serão inutilizadas na frente da pessoa que fizer a entrega. Depois, as armas serão recolhidas pelas polícias e Forças Armadas para destruição.

Antecipação

A antecipação da campanha do desarmamento foi anunciada pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na última terça-feira (11). Inicialmente, a campanha estava prevista para junho, mas por sugestão do governo deverá começar no próximo dia 6 de maio, quase um mês depois da tragédia na escola de Realengo, no Rio de Janeiro, que resultou na morte de 12 crianças e do atirador.

Integram o conselho responsável pela campanha do desarmamento representantes do Ministério da Justiça, Ministério da Defesa, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, OAB, CNBB, Rede Desarma Brasil, Viva Rio, Instituto Sou da Paz, Banco do Brasil, Frente Nacional de Prefeitos, Conselho de Comandantes da Polícia Militar, Conselho de Chefes da Polícia Civil e Associação de Maçonarias do Brasil.

Armas apreendidas

O Conselho aprovou ainda uma sugestão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que as armas que estão em poder da Justiça sejam danificadas de forma a evitar o uso. Como se trata de provas em processos criminais, esse armamento não pode ser destruído a exemplo do que é feito com armas apreendidas.

O Ministério da Justiça irá pedir ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que organize uma campanha nacional para desativar dessas armas estocadas nos fóruns. De acordo com a proposta, peritos da Polícia Federal seriam os responsáveis pelo trabalho de inutilizar essas armas.

De acordo com o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, o Judiciário não tem estrutura de segurança para armazenar essas provas, o que permite roubos e casos de corrupção envolvendo as armas sob custódia da Justiça.

“São números que assustam e demonstram a necessidade de maior gestão dos processos judiciais. Tem acontecido muitos roubos dessas armas e elas voltam às ruas a serviço do crime. Essa pode passar a ser uma prática constante, o que não pode é essas armas ficarem a disposição da Justiça sem segurança nenhuma”, afirmou o presidente da OAB.

Fonte: G1.

CPI das Armas: "80% das armas apreendidas no Brasil são produzidas aqui e 30% são compradas legalmente".

24/02/2011 – 09:10

Por Marianna Araujo, do Observatório de Favelas

No dia 10 deste mês o Diário Oficial do estado do Rio de Janeiro confirmou a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito que foi requerida pelos deputados Marcelo Freixo e Wagner Montes. Trata-se da CPI das armas, que como afirma o requerimento, pretende “investigar o tráfico de armas, munições e explosivos e a consequente utilização desse arsenal por traficantes de drogas, milicianos e outros bandos, quadrilhas ou organizações criminosas”. Segundo Marcelo Freixo, o maior desafio a ser enfretado no campo da segurança é o controle de armas, razão que justifica a CPI. “O que diferencia a violência no Rio é a presença de armamento pesado. Não é o homicídio, o tipo de crime, mas sim a arma”, afirmou o deputado em entrevista ao jornal O Dia.

Para o advogado e ex-Secretário Nacional de Justiça Pedro Abramovay, uma Comissão Parlamentar de Inquérito é um instrumento importante no monitoramento da questão das armas. “Essa CPI deve produzir dados mais atuais sobre as armas apreendidas e sobre quais armas são responsáveis por homicídios. Ela deve investigar os inquéritos de porte ilegal de arma para verificar se está ocorrendo realmente uma investigação sobre a origem das armas”, explica.

Pesquisas recentes mostram que cerca de 80% das armas apreendidas no Brasil são produzidas aqui e que 30% delas são compradas legalmente. Vem daí a importância de um levantamento preciso sobre a origem da arma e sua trajetória. Segundo Abramovay, esses dados podem auxiliar no enfretamento do problema, uma vez que a partir deles, a CPI pode “propor mecanismos fortes de controle para as armas apreendidas”.

Muitas armas = muitos homicídios

No Brasil, morrem mais de 34 mil pessoas por ano, vítima de armas de fogo. Dado que evidencia como “é necessário atacar a enorme oferta de armas e a grande quantidade de armas ilegais que existem no país”, de acordo com Abramovay.

O comércio de armamentos se mostra extremamente lucrativo, ainda que sua matéria-prima represente um risco concreto para a vida. O Brasil é o sexto exportador de armas de pequeno porte, como revólveres e pistolas, do mundo e a estimativa é que circulem pelo país cerca de 16 milhões de armas, das quais pelo menos 7,6 milhões são ilegais. De acordo com o Mapa do Tráfico Ilícito de Armas no Brasil, pesquisa produzida pelo Ministério da Justiça em parceria com o Viva Rio: “Somos um país vítima e simultaneamente responsável, pois exportamos e vendemos no mercado interno armas que irão matar, principalmente se não estiverem sob o controle do Estado”.

Os dados do relatório chamam atenção para duas questões. Primeiro, para a capacidade exportadora do Brasil. Depois, em alguma medida, a taxa de 80% de armas nacionais no mercado interno derruba o mito do perigo representado pelas nossas extensas fronteiras. Abramovay avalia que talvez as duas questões tenham pontos em comum, ainda que “com relação à exportação para outros países, é claro que temos problema éticos, mas a questão não tem um impacto tão direto na realidade brasileira”, afirma. O ponto em comum ao qual o advogado se refere é que há um volume alto de armas nacionais que são exportadas para países vizinhos com a finalidade de retornarem de maneira ilegal para o Brasil. “Com relação à exportação para países vizinhos, muitas vezes as armas são exportadas para serem ilegalmente introduzidas no Brasil. Aí é importante ter um controle grande - e temos tido - porque essa exportação traz um dano muito grande ao país”, conta.

A explicação de Abramovay faz todo sentido se pensarmos sobre as armas de pequeno porte. Mas a realidade de cidades como o Rio de Janeiro é mais grave do que isso. Como explicar fuzis e metralhadoras em tão grande quantidade? Para o advogado, esta é uma área onde ainda falta controle. “Avançou-se muito no controle das armas na última década, mas sem dúvida seria possível ter mecanismos ainda mais rígidos. Essa questão dos fuzis é algo que impressiona muito, claro. Mas se analisarmos as mortes por armas de fogo, os fuzis têm um peso muito pequeno”, explica. Talvez seja este um ponto no qual a CPI das Armas pode avançar e desenvolver mecanismos de enfretamento eficazes. Ainda assim, não se pode perder de vista o risco das armas de pequeno porte, pois como mostram os dados e como afirma Pedro Abramovay, “quando se quer reduzir o número de homicídios o alvo tem que ser as pequenas armas mesmo”, aquelas que são maioria no país e grandes vilãs da violência letal.

Fonte: Blog Arama Branca – o poder de fogo da informação.

Rio: PM pode mudar uniforme do Bope para operações diurnas.

24/02/2011 – 11:44

Uniormes pretos retêm mais calor

Um novo uniforme está em estudo para ser usado pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) em ações diurnas em áreas de risco no Rio de Janeiro. Similar ao uniforme dos fuzileiros navais americanos, a sugestão - baseada em um projeto do subcomandante do Bope, tenente-coronel Fábio Souza, para o Curso Superior de Polícia - apresenta características como menor absorção e retenção de calor, além de uma camuflagem digitalizada que dificulta a percepção pelo olho humano. A proposta está sendo analisada pela Comissão de Uniformes da Polícia Militar.

"O uniforme sugerido tem algumas características importantes como a mimetização do ambiente e a questão do calor. A cor preta absorve a luz solar e com isso há retenção de calor, causando desidratação. Este fator conjugado aos cerca de 25 kg de equipamentos transportados piora a situação. Já a camuflagem produz uma espécie de disfarce, de ilusão de ótica. Portanto, a intenção é indicar a alteração do uniforme para operações diurnas. O uniforme preto continuaria sendo usado em operações noturnas", explica Souza.

Tecido de algodão e poliamida na mesma proporção

O tecido sugerido para ser utilizado pelo Bope em operações diurnas em áreas de risco é composto por 50% de algodão e 50% de poliamida. O material já é usado em uniformes das tropas americanas no Iraque e no Afeganistão.

"Ele dura duas vezes mais, é mais confortável, é retardador de chamas, em caso de incêndio, e seca mais rápido se comparado a tecidos puros de algodão ou compostos de algodão e poliéster", detalha o subcomandante.

Pesquisa

Segundo o tenente-coronel Fábio Souza, componentes do Grupo de Atiradores de Precisão do Bope participaram de teste na comunidade Tavares Bastos, em Laranjeiras, para verificar três tipos de uniformes. A simulação indicou o camuflado digitalizado como sendo o de melhor resultado operacional.

Caso seja aprovado o projeto, a vestimenta também seria usada pelas demais unidades especiais da Polícia Militar.

Fonte: Terra.