Deus dá liberdade aos Seus filho

Na liberdade que temos, damos o exemplo e não seguimos as más inclinações deste mundo

“Jesus perguntou: ‘Simão, que te parece: Os reis da terra cobram impostos ou taxas de quem: dos filhos ou dos estranhos? Pedro respondeu: ‘Dos estranhos!’ Então Jesus disse: ‘Logo os filhos são livres’” (Mateus 17, 25-26).

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sábado, 30 de abril de 2011

Rio: PM pode mudar uniforme do Bope para operações diurnas.

24/02/2011 – 11:44

Uniormes pretos retêm mais calor

Um novo uniforme está em estudo para ser usado pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) em ações diurnas em áreas de risco no Rio de Janeiro. Similar ao uniforme dos fuzileiros navais americanos, a sugestão - baseada em um projeto do subcomandante do Bope, tenente-coronel Fábio Souza, para o Curso Superior de Polícia - apresenta características como menor absorção e retenção de calor, além de uma camuflagem digitalizada que dificulta a percepção pelo olho humano. A proposta está sendo analisada pela Comissão de Uniformes da Polícia Militar.

"O uniforme sugerido tem algumas características importantes como a mimetização do ambiente e a questão do calor. A cor preta absorve a luz solar e com isso há retenção de calor, causando desidratação. Este fator conjugado aos cerca de 25 kg de equipamentos transportados piora a situação. Já a camuflagem produz uma espécie de disfarce, de ilusão de ótica. Portanto, a intenção é indicar a alteração do uniforme para operações diurnas. O uniforme preto continuaria sendo usado em operações noturnas", explica Souza.

Tecido de algodão e poliamida na mesma proporção

O tecido sugerido para ser utilizado pelo Bope em operações diurnas em áreas de risco é composto por 50% de algodão e 50% de poliamida. O material já é usado em uniformes das tropas americanas no Iraque e no Afeganistão.

"Ele dura duas vezes mais, é mais confortável, é retardador de chamas, em caso de incêndio, e seca mais rápido se comparado a tecidos puros de algodão ou compostos de algodão e poliéster", detalha o subcomandante.

Pesquisa

Segundo o tenente-coronel Fábio Souza, componentes do Grupo de Atiradores de Precisão do Bope participaram de teste na comunidade Tavares Bastos, em Laranjeiras, para verificar três tipos de uniformes. A simulação indicou o camuflado digitalizado como sendo o de melhor resultado operacional.

Caso seja aprovado o projeto, a vestimenta também seria usada pelas demais unidades especiais da Polícia Militar.

Fonte: Terra.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Polícia do Rio se prepara para nova geração de Caveirões.

03/09/2010 – 16:00

Modelo atual é considerado ‘elefante branco’, grande e pesado. Unidade testa modelos estrangeiros e do Brasil, mas mudança só ocorre em 2011

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro

O Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) vai substituir o “Caveirão” por novos “Caveirinhas”, menores e mais ágeis, para operar em ambientes de favelas do Rio. Na opinião do comandante do batalhão, tenente-coronel Paulo Henrique, e dos policiais da unidade de elite da PM do Rio, o atual blindado principal não é adequado para a realidade do Rio.

Montado sobre a esteira de um ônibus e com capacidade para transportar 15 policiais, o Caveirão mais novo da unidade é considerado lento, grande e pesado demais, difícil de manobrar nas vielas de favelas. “Esse blindado é o maior elefante branco que deram para a gente”, afirmou ao iG um policial da tropa.

“O ideal é termos um blindado com menor dimensão, compacto, mais robusto e veloz”, disse o comandante do Bope.

A unidade tem diferentes “Caveirões”, mas o melhor de todos ainda é o 01, ou seja, o original e mais antigo, de 2001, segundo os próprios usuários. Todos têm proteção para disparos de fuzis 7,62mm.

É por esse motivo que chegou esta semana ao Rio, para testes, o blindado russo Tigre, da Rosboron Export. É um dos concorrentes a substituir os atuais carros de que dispõe o Bope para incursões em áreas de risco. A tropa de elite da PM estuda a aquisição de um moderno modelo de blindado, menor, mais ágil e operacional, para oito homens e o motorista.

Foto: Rony Maltz, iG Rio de Janeiro

O Caveirão do Bope será substituído por um outro blindado, menor e mais ágil, em 2011

Além do modelo russo, a Polícia Militar e o Bope estão testando outros veículos blindados, como o sul-africano Gila, os britânicos da BAE, RG 31M e RG32M e o israelense Sand Cat. Há ainda um modelo em desenvolvimento no Centro Tecnológico do Exército, em cooperação com a Autolife, em São Paulo. “Queremos o melhor produto, não me interessa a origem”, disse Paulo Henrique, ao iG.

Em todos os casos, é necessário fazer adaptações, devido às diferentes realidades. O custo por unidade oscila entre R$ 1 milhão e R$ 1,2 milhão, em média – mas o preço tende a cair dependendo da quantidade encomendada.

“Andei no veículo russo. Mas lá eles trabalham em temperatura máxima de 22º. Aqui atuamos a 40º. O carro resiste? Em Gaza, o Exército de Israel usa um carro sem blindagem no motor, e o terreno é plano. Funciona aqui, nos morros? Os ambientes operacionais são bem diferentes, e as configurações se alteram. Pedi para trazerem os carros para testarmos no Rio e sugerirmos adaptações. O russo, o Tigre, deveria vir em abril [e chegou agora]. O motor também não é blindado. O sul-africano tem proteção antiminas, problema deles lá, mas desnecessário aqui”, explica Paulo Henrique.

Foto: Rony Maltz, iG Rio de Janeiro

Caveirão do Bope, visto por dentro, com uma escotilha marcada por disparo de fuzil

Até a posição das portas e a quantidade e tamanho dos vidros são fundamentais. “Tudo isso importa. Os vidros não podem ser grandes, senão o custo de reposição de material é muito alto e cai o nível de proteção do PM”, explicou o comandante do Bope.

Além do veículo em si, uma preocupação da PM é ter kits de reposição de material e manutenção, para fazer reparos e consertos durante operações, se necessário. “Já trocamos radiador e correia no meio de um tiroteio”, conta o subcomandante do Bope, tenente-coronel Renê Alonso.

Durante operações, uma equipe de manutenção da unidade acompanha os policiais combatentes. A empresa que vender os veículos também vai treinar mecânicos.

O mundo ideal do comandante do Bope, tenente-coronel Paulo Henrique, seria ter oito blindados de diferentes modelos, adaptados a distintas situações.

“O blindado é muito grande. É ruim para manobrar em uma favela, com os aclives e suas vias estreitas. Precisamos de carros mais compactos e ágeis, dependendo da missão. O ideal é termos carros de todos os tipos, dois de cada, de acordo com a missão (dois grandes e quatro pequenos).”

Apesar de o Bope ter pressa, a escolha do carro blindado não vai acontecer até o fim deste ano, por conta dos testes, do tempo de escolha e da necessidade de licitação.

Ckique aqui para assistir a animação sobre o caveirão.

Fonte: Último Segundo.

Exclusivo: vídeo mostra Caveirão sendo atacado por traficantes.

03/09/2010 – 16:43

Policiais militares faziam patrulhamento no Complexo da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro

Este vídeo exclusivo (clique aqui para assistí-lo), obtido pelo iG com policiais do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), mostra traficantes lançando um coquetel molotov e disparando contra o Caveirão, durante incursão do blindado pelo Complexo da Maré, em junho. Há tiroteio.

Acompanhe o patrulhamento, de dentro do Caveirão, ao lado dos PMs da tropa de elite do Rio.

Logo no início da filmagem, uma garrafa de coquetel molotov explode no para-brisa do blindado, espalhando fogo pelo vidro dianteiro do veículo.

Os PMs mantêm a tranqüilidade e chegam a rir. “O veículo em chamas, camarada”, diz um policial.

Em seguida, ouvem-se disparos e é possível ver “bocas de fogo” à distância, pelo vidro. No fim da rua, traficantes atiram contra o carro. De dentro, pelas seteiras, os PMs também disparam seus fuzis. "Para não ficar de graça, né, campeão?”, diz um policial.

Os agentes do Bope ficam na dúvida se foi mesmo apenas um coquetel molotov lançado contra o Caveirão. “Aquela ali não foi só coquetel não, hein? Acho que tinha uma granada junto. O bagulho explodiu, não explodiu? Depois no making of, a gente vai tirar a dúvida...”, afirma um PM.

Fonte: Último Segundo.

sábado, 20 de março de 2010

Policiais do Bope do Rio fazem curso com a PM da Paraíba.

17/03/2010 – 15:21

Policiais da PF e oficiais do DF, RN e PE fizeram aulas nesta quarta-feira.
Corporação paraibana tem 100% de aproveitamento em casos com refém.

Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Rio de Janeiro participaram de um curso de gerenciamento de crise com refém ministrado pela Polícia Militar da Paraíba, em João Pessoa, nesta quarta-feira (17). Ao todo, 22 homens se dividem em uma sala de aula com treinamento psicológico e operacional. A corporação do Nordeste foi escolhida como referência por ter aproveitamento de 100% em ocorrências com reféns desde 1996, quando o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foi criado no estado.

O curso começou na semana passada e teve requintes de realidade quando a eficiência da corporação paraibana foi colocada à prova. Na noite de quinta-feira (11), uma ocorrência envolvendo reféns durante um assalto a ônibus serviu de exemplo para mostrar como age a Polícia Militar da Paraíba. (leia mais abaixo)

Além do sargento Alex Rocha e do capitão Ivan Blaz, do Bope do Rio de Janeiro, o curso conta com a participação de outros 20 policiais civis, federais e rodoviários federais do Distrito Federal, Rio Grande do Norte e de Pernambuco. O responsável pelas aulas é o major Onivan Elias de Oliveira, um dos idealizadores do Gate paraibano, corporação que comandou por cinco anos.

COMO FUNCIONA A NEGOCIAÇÃO DA POLÍCIA MILITAR DA PARAÍBA

1ª ETAPA
Após o isolamento da área, o negociador tenta ganhar tempo para garantir a integridade da vítima e do criminoso. A negociação se inicia de forma indireta, mas a preferência é um diálogo olho no olho.

2ª ETAPA
Atendimento das exigências, mas sempre tentando abrandar ou diminuir o volume de pedidos. Em caso de mais de uma vítima, o cumprimento da exigência tem o objetivo a libertação de um refém ou entrega de parte da munição.

3ª ETAPA
Trabalho psicológico com conversa sobre família (pais, filhos, mulher), sobre futuro de vida, além de assuntos que tranquilizem o criminoso, minimizando a possibilidade de alguma agressão contra o refém.

4ª ETAPA
Quando o criminoso concorda em se entregar, é iniciada uma conversa que mostre ao criminoso que ele terá garantia de vida e que será tratado dentro da lei, sem violência e que será protegido de possíveis retaliações da população local.

5ª ETAPA
Após a liberação do refém, a polícia faz uma revista pessoal no criminoso e no refém para se certificar de que as posições não foram trocadas. Interrogatório é feito para dar garantias sobre a identificação de cada um.

"O curso tem duração de 60 horas/aula e trata, além dos casos envolvendo reféns, de rebeliões no sistema penitenciário, técnicas de negociação, radiografia de sequestros e psicologia policial. Além disso, o curso serve de intercâmbio para trocarmos experiências das mais diversas", disse Oliveira.

Ele afirmou ainda que a característica geográfica de cada estado faz com que a ação policial seja diferenciada. "Aqui na Paraíba temos mais envolvimento com ocorrências de reintegração de posse, que demandam uma longa negociação e, em casos mais pontuais, até com reféns."

Rio de Janeiro x Paraíba

O chefe do grupo de negociação do Bope do Rio, capitão Ivan Blaz, disse ao G1 que os índices de criminalidade na Paraíba são menores do que no Rio de Janeiro e que o tipo de armamento usado pelos criminosos é bem diferente também. Ele ressaltou a importância da troca de experiências entre as corporações do país. "Fazemos cursos na Europa, Estados Unidos e na América Latina, mas conhecer o trabalho na Paraíba foi muito importante por ter uma característica típíca."

Blaz também falou sobre as diferenças geográficas discutidas no curso pelos policiais do Distrito Federal, do Rio Grande do Norte e de Pernambuco. "Cada lugar tem sua peculiaridade. Na Paraíba, os casos com reféns se originam de roubos frustrados e reintegração de posse. No Rio de Janeiro, lidamos com conflitos entre narcotraficantes armados de fuzis e granadas, mas isso não quer dizer que a gravidade dos casos na Paraíba seja menor. O criminoso pode fazer um grande estrago com uma simples faca."

Blaz afirmou ainda que o Bope foi criado em 1978 e que uma divisão específica para atuar em negociação com criminosos com reféns foi desenvolvida em 2001. "Desde então, apenas policiais da Unidade de Intervenção Tática (UIT) atuam em casos com reféns. Já libertamos 270 vítimas com solução pacífica, sem morte de refém ou de criminoso."

Major Oliveira disse que a corporação paraibana não tem estatísticas específicas sobre o número de ocorrências atendidas com tomada de reféns no estado, mas garante que nunca houve registro de mortes na solução dos casos. "Estamos trabalhando nesta questão científica. Me lembro de pelo menos 50 casos solucionados de forma positiva desde 1996."

"No Rio de Janeiro, o que mais se parece com ações de reintegração de posse são as intervenções que temos de fazer em áreas dominadas por traficantes armados, que tomaram uma determinada região antes controlada por um grupo rival", disse o capitão Blaz.

Caso mais recente na Paraíba

Cerca de 30 passageiros de um ônibus foram feitos reféns durante um assalto ocorrido na noite de quinta-feira (11), em João Pessoa.

A negociação foi feita pelo Major Sousa Neto durante cerca de uma hora. Atiradores de elite foram acionados e posicionados depois que um dos dois ladrões atirou contra os policiais. Ninguém ficou ferido e a dupla de assaltantes se rendeu.

Fonte: G1.