Deus dá liberdade aos Seus filho

Na liberdade que temos, damos o exemplo e não seguimos as más inclinações deste mundo

“Jesus perguntou: ‘Simão, que te parece: Os reis da terra cobram impostos ou taxas de quem: dos filhos ou dos estranhos? Pedro respondeu: ‘Dos estranhos!’ Então Jesus disse: ‘Logo os filhos são livres’” (Mateus 17, 25-26).

domingo, 10 de janeiro de 2010

Segurança Pública: metas foram cumpridas em 2009.

29/12/2009 – 18:00

Mauro Wagner

Investir em remuneração adequada, novas viaturas além de suprir a deficiência de armamentos para a Polícia Civil do Maranhão foram algumas das determinações da governadora Roseana Sarney, ao secretário da Segurança Pública, Raimundo Cutrim, que cumpriu esta meta nesta semana com aquisição de armas para policiais.

Foram adquiridas 100 metralhadoras, 200 pistolas, 50 carabinas. Somou-se ainda 100 pares de algemas, 443 coletes a provas de bala, 54 Pajero e seis jipes Troller destinados à capital e ao interior do Estado. 

A compra de armamentos, segundo o delegado geral da Polícia Civil, Nordman Ribeiro, foi viabilizada por meio da elaboração de projetos destinados a compra das armas inerentes ao desempenho das atividades policiais. O armamento será entregue aos policias na primeira quinzena de janeiro de 2010 de acordo com as necessidades de cada setor.  

Veículos

Serão destinados para as delegacias da Região do Munim cinco, dos seis Jipes Troller, que custaram R$ 510 mil; já as 54 Pajeros destinadas as delegacias da capital e do interior do Estado custaram R$ 5,2 milhões.  Este ano, Nordman Ribeiro lembrou que o Governo do Estado comprou 297 veículos para a Polícia Civil que se encontrava sem frota para desempenho das suas atividades cotidianas.

Fonte: Governo do Maranhão.

329 presos são beneficiados com saída temporária no Natal e Ano Novo.

Presos recebem instruções sobre a temporada de saída natalina

A saída temporária de Natal e Ano Novo foi concedida na manhã desta quarta-feira, 23, a 329 presos que cumprem pena em regime semi-aberto no sistema prisional do Maranhão. A concessão foi oficializada em solenidade realizada na capela da Penitenciária de Pedrinhas.

Do total de beneficiados, 154 cumprem pena na capital e 175 no interior. Doze internas do Centro de Reeducação e Inclusão Social de Mulheres Apenadas (Crisma) também integram o grupo. Quem recebeu a concessão ficará fora do cárcere no período de 23 a 27 de dezembro.

De acordo com a portaria de saída temporária, os contemplados não poderão sair de São Luís e deverão retornar até as 18 horas do dia 27. Caso contrário, não poderão usufruir do direito à saída de ano novo, que acontecerá no período de 30 de dezembro a 03 de janeiro de 2010.

O juiz Jamil Aguiar da Silva, titular da Vara de Execuções Criminais (VEC) de São Luis, explica que para ter direito ao benefício, além de estar em regime semi-aberto, o cativo deve ter cumprido no mínimo um sexto da pena a qual foi condenado, caso seja primário. Se for reincidente, deve ter cumprido pelo menos um quarto da pena.

Durante a reunião, o juiz alertou os presos sobre as conseqüências do mau comportamento ou de fugas durante a temporada. “Para garantir os seus direitos no âmbito da execução penal, é preciso cumprir seus deveres e obrigações. Quem ignorar ou deixar de cumpri-los terá os direitos adquiridos suspensos”, frisou.

Inovação

Neste ano, além dos representantes do sistema carcerário e da administração Penitenciária do Estado, várias autoridades do Judiciário participaram da solenidade de concessão do benefício.

“É uma inovação proposta pelo coordenador do Núcleo de Atenção Permanente aos Presos e coordenador do II Mutirão Carcerário, juiz Douglas de Melo Martins, para humanizar e proporcionar maior contato do sistema com o interno”, ressaltou a coordenadora de Assistência aos Encarcerados, Marilene Carneiro.

Além do juiz Jamil, estiveram presentes o desembargador Froz Sobrinho; a promotora de Justiça Doracy Moreira Reis; o juiz Douglas de Melo Martins; o superintendente do Sistema Carcerário, João Bispo Serejo; o supervisor da Penitenciaria, Maércio Cutrim; e o secretário-adjunto de Administração Penitenciária, Carlos James Moreira Silva.

Irma Helenn
secomtj@tjma.jus.br
2106-9023 / 9024

Fonte: Tribunal de Justiça do MA.

Policiais vão treinar em favela artificial de R$ 900 mil.

20/12/2009

Os 40 homens do Comando de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal passam a maior parte do tempo numa área cercada por muro alto de 40 mil metros quadrados no Setor Policial Sul de Brasília, um ambiente impenetrável para curiosos, no mesmo espaço da Superintendências do órgão no Distrito Federal. Lá há tudo o que eles precisam. Mas em janeiro do ano que vem, eles ganharão um espaço a mais para aperfeiçoar o treinamento e tentar se prevenir contra eventuais ações do crime na Copa de 2014 e, especialmente, nas Olimpíadas de 2016: uma pequena cidade cenográfica planejada, de dois mil metros quadrados de alvenaria, que reproduzirá fielmente a favela de um morro do Rio de Janeiro e seu ambiente adverso para uma operação policial.

As obras custarão ao governo federal cerca de R$ 900 mil e representarão a inclusão de um dos poucos ambientes que faltavam para o COT aperfeiçoar o treinamento, embora os próprios autores do livro tenham treinado nos morros ao lado do Batalhão de Operações Especiais (Bope), a tropa de elite da Polícia Militar do Rio. A favela cenográfica do COT tem um projeto arquitetônico singular para reproduzir tudo o que um policial enfrenta para prender os traficantes: becos apertados e sem saída, túneis, armadilhas, lajes, rua bloqueada e tudo o que possa caracterizar uma operação de alto risco e requisite também o uso de explosivos. Os treinamentos de subida e descida em favelas vão levar em conta também a ousadia dos criminosos, cujo ápice foi a derrubada do helicóptero da Polícia Civil do Rio, há três meses.

O treinamento em favelas, considerado como um dos mais difíceis, era uma das poucas carências do COT, que desenvolve operações de simulação em áreas urbanas, na selva, na água e no ar. Dotada de circuito interno de televisão para permitir a análise, a favela cenográfica do COT terá toda a estrutura tecnológica e equipamentos para reproduzir um ambiente mais próximo do real. As passarelas, as casas, os telhados serão construídos com o material comum nos morros do Rio. A energia elétrica terá diversos tipos de luminosidade, variando de um ambiente bem claro ao mais escuro encontrado pela polícia.

A estrutura será um complemento à infraestrutura já existente na sede em Brasília onde, de alojamentos a estandes de tiro, os policiais encontram tudo o que precisam para se sentir em casa ou num cativeiro enfrentando a imprevisível reação de criminosos com reféns.( V. Q.)

Fonte: Jornal do Brasil Online.

domingo, 3 de janeiro de 2010

MENSAGEM DA SEMANA: O portão de entrada para o céu é a palavra - Jo 1,1-18.

Postado por: Padre Bantu Mendonça K. Sayla

1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 Ele estava no princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. 4 Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5 E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. 6 Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. 7 Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele. 8 Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz. 9 Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo. 10 Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. 11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. 12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; 13 Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. 14 E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. 15 João testificou dele, e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: O que vem após mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu. 16 E todos nós recebemos também da sua plenitude, e graça por graça. 17 Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. 18 Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.

Estamos diante do portão de entrada, a primeira coisa que se vê ao abrir o Evangelho de João. O Prólogo é como uma fonte, da qual quanto mais se tira água, mais água aparece. Por isso que há muitos escritos sobre o Prólogo de João e nunca se esgota o assunto.

No princípio era a Palavra, luz para todo ser humano. “No princípio era a Palavra…” faz pensar na primeira frase da Bíblia que diz: “No princípio Deus criou o céu e a terra”. Deus criou por meio da sua Palavra. “Ele falou e as coisas começaram a existir”. Todas as criaturas são uma expressão da Palavra de Deus. O prólogo diz que a presença universal da Palavra de Deus é vida e luz para todo ser humano. Esta Palavra viva de Deus, presente em todas as coisas, brilha nas trevas. As trevas tentam apagá-la, mas não conseguem. A busca de Deus renasce constantemente no coração humano. Ninguém consegue abafá-la.

João Batista não era a luz. João Batista veio para ajudar o povo a descobrir e saborear esta presença luminosa e consoladora da Palavra de Deus na vida. O testemunho de João Batista foi tão importante que muita gente pensava que Ele fosse o Cristo (Messias) (At 19,3; Jo 1,20). Por isso o Prólogo continua: “João Batista veio apenas para dar testemunho da luz!” (Jo 12,7s).

Os seus não a receberam (Jo 1,9-11): Assim como a Palavra de Deus se manifesta na natureza, na criação, da mesma maneira ela se manifesta no “mundo”, isto é, na história da humanidade e, de modo particular, na história do povo de Deus. Mas o “mundo” não reconheceu nem recebeu a Palavra. Desde os tempos de Abraão e Moisés, ela “veio para o que era seu, mas os seus não a receberam”. Quando fala “mundo” João indica o sistema tanto do império como da religião da época, fechados sobre si e incapazes de reconhecer e receber a Boa Nova (Evangelho) da presença luminosa da Palavra de Deus.

Os que aceitam tornam-se filhos de Deus. As pessoas que se abriam, aceitando a Palavra, tornavam-se filhos de Deus. A pessoa se torna filho ou filha de Deus não por mérito próprio, nem por ser da raça de Israel, mas pelo simples fato de confiar e crer que Deus, na sua bondade, nos aceita e nos acolhe. A Palavra entra na pessoa fazendo-a sentir-se acolhida por Deus como filho(a). É o poder da graça de Deus.

A Palavra se fez carne. Deus não quer ficar longe de nós. Por isso a sua Palavra chegou mais perto ainda e se fez presente no meio de nós na pessoa de Jesus. Literalmente o texto diz: “A Palavra se fez carne e montou sua tenda no meio de nós!”. No tempo do Êxodo, lá no deserto, Deus vivia numa tenda, no meio do povo (Ex 25,8). Agora, a tenda onde Deus mora conosco é Jesus, “cheio de graça e de verdade”. Jesus veio revelar quem é este nosso Deus que está presente em tudo, desde o começo da criação.

Moisés deu a Lei, Jesus trouxe a Graça e a Verdade (Jo 1,15-17): Estes versículos resumem o testemunho de João Batista a respeito de Jesus: “Aquele que vinha antes de mim passou na minha frente porque existia antes de mim!” (Jo 1,15.30). Jesus nasceu depois de João, mas Ele já estava com Deus desde antes da Criação. Da plenitude dele todos nós recebemos, inclusive o próprio João Batista. Moisés, dando a Lei, nos manifestou a vontade de Deus. Jesus trouxe a Graça e a Verdade que nos ajudam a entender e a observar a Lei.

É como a chuva que lava. Este último versículo resume tudo. Ele evoca a profecia de Isaías segundo a qual a Palavra de Deus é como a chuva que vem do céu e para lá não volta sem ter realizado a sua missão aqui na terra (Is 55,10-11). Assim é a caminhada da Palavra de Deus. Ela veio de Deus e desceu entre nós na pessoa de Jesus. Através da obediência de Jesus ela realizou sua missão aqui na terra. Na hora de morrer, Jesus entregou o Espírito e voltou para o Pai. Cumpriu a missão que tinha recebido.

“O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos, o que tocamos com as nossas mãos, acerca do Verbo da Vida, é o que nós vos anunciamos. Porque a Vida manifestou-se e nós vimos e damos testemunho dela. Nós vos anunciamos a Vida eterna, que estava junto do Pai e nos foi manifestada. Nós vos anunciamos o que vimos e ouvimos, para que estejais também em união conosco. E a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho, Jesus Cristo. E vos escrevemos tudo isto, para que a vossa alegria seja completa” (1 Jo 1,1-4).

“No princípio era a Palavra” (Jo 1,1). “A Palavra do nosso Deus permanece eternamente” (Is 40,8). A Palavra de Deus abre a história com a criação do mundo e do homem: “Deus disse” (Gen 1,3.6ss.); proclama que o seu centro está na Encarnação do Filho, Jesus Cristo: “E o Verbo Se fez carne” (Jo 1,14), e fecha-a com a promessa certa do encontro com Ele numa vida sem fim: “Sim, Eu virei em breve” (Ap 22,20).

É a certeza suprema que o próprio Deus, no seu infinito amor, entende dar ao homem de todos os tempos, fazendo do seu povo a sua testemunha. É esse grande mistério da Palavra como supremo dom de Deus que o Sínodo entende adorar, agradecer, meditar, anunciar à Igreja e a todos os povos.

O homem contemporâneo mostra de tantas maneiras que tem uma grande necessidade de ouvir Deus e falar com Ele. Nota-se hoje, entre os cristãos, uma abertura apaixonada para a Palavra de Deus como fonte de vida e graça de encontro do homem com o Senhor.

Não surpreende, portanto, que a essa abertura do homem responda Deus invisível, que, “na abundância do seu amor, fala aos homens como a amigos e conversa com eles, para os convidar e os receber em comunhão com Ele”. Esta generosa revelação de Deus é um contínuo acontecimento de graça.

Senhor Jesus, que eu veja tua glória de Filho de Deus resplandecer em teus gestos misericordiosos em favor da humanidade.

Fonte: Canção Nova.

domingo, 27 de dezembro de 2009

MENSAGEM DA SEMANA: Jesus no templo - Lc 2,41-52.


Por Padre Bantu Mendonça K. Sayla
41 Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa; 42 E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa. 43 E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube José, nem sua mãe. 44 Pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho, andaram caminho de um dia, e procuravam-no entre os parentes e conhecidos; 45 E, como o não encontrassem, voltaram a Jerusalém em busca dele. 46 E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. 47 E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas. 48 E quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos. 49 E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai? 50 E eles não compreenderam as palavras que lhes dizia. 51 E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas. 52 E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens.
São Lucas, que se pode chamar “o evangelista do coração”, tem páginas que tocam profundamente o coração da gente. É ele que conta a parábola do filho pródigo, a conversão do publicano Zaqueu, da pecadora Madalena e do ladrão crucificado ao lado de Jesus. Narra também vários fatos da infância de Jesus e coroa a história dessa infância, narrando o episódio da peregrinação a Jerusalém, quando o Menino se afastou da comitiva e só foi encontrado três dias depois, no Templo, encantando aos doutores com suas perguntas e suas respostas. As mães são aquelas que mais vivamente percebem a dolorosa beleza dessa página. Principalmente se é alguma mãe que teve a triste experiência de um filho afastado de casa, sem ela saber o paradeiro. Um sequestro talvez! Curiosamente isso acontece às vezes em romarias, como aconteceu com Maria e José nessa peregrinação ao Templo.
A Liturgia nos faz ler este episódio na Missa deste domingo depois do Natal, que é dedicado a celebrar a Sagrada Família. E muito sabiamente! Muito pedagogicamente! Porque nesse episódio aparecem de maneira muito viva os valores da família: a dedicação e a responsabilidade dos pais, o tesouro que é um filho, a religião na família, o deixar-se guiar pela vontade de Deus, manifestado de maneira tão sublime nas palavras do Menino Jesus: “Não sabíeis que eu me devo ocupar nas coisas de meu Pai?” (Lc 2,49). São Lucas registra que Maria ia guardando a lembrança de todas essas coisas no seu coração (Ibid., v 51).
Ficou muito bem ter a Igreja colocado dentro das comemorações do mistério do Natal esse olhar para a Sagrada Família. Jesus quis passar por essa experiência. Não apareceu de repente já adulto, pregando ao povo. Como assinalou elegantemente o Papa Leão XIII, o divino Sol da justiça, antes de iluminar o mundo com a plenitude do seu esplendor, quis brilhar suavemente entre as paredes de um lar: a humilde casa de Nazaré. Aí nós encontramos o amor, a fé, a harmonia, o trabalho, a humildade. E podemos adivinhar a edificação e a presença serviçal que dessa casa se irradiavam para a vizinhança. Era como se uma estrela tivesse baixado à terra para iluminar de perto a pequena aldeia da Galileia. A família - realidade tão sagrada! - tem sido muito agredida pela mentalidade materialista e hedonista dos tempos que estamos vivendo. A Igreja vê tudo isso com apreensão. E sabe que grande parte dos males da sociedade tem sua raiz na falta da família ou na família desajustada. Falta a preparação para o casamento, falta a seriedade do compromisso conjugal, falta o empenho para fazer de cada lar um ambiente de amor e de harmonia. Há muita família desajustada pela falta de recursos, por essa pobreza extrema que leva tanta gente ao desespero. Mas há também muita família desajustada, na qual não faltou o dinheiro, mas faltou o amor, faltou a coragem, faltou a fé. É mais do que sabido que com o dinheiro se constrói uma casa, até grande e luxuosa; mas com nenhum dinheiro deste mundo se constrói um lar. O lar é feito de valores mais altos, esses valores exatamente que o materialismo vai destruindo. Há muitos jovens por aí que tomaram caminhos desviados, não porque Ihes tivesse faltado em casa dinheiro e conforto; mas porque Ihes faltou a sensação de que eram realmente amados. Eles também - é claro! - podem ter contribuído para isso, influenciados, talvez, por maus exemplos. O problema é frequentíssimo em casais divorciados! E a escola do divórcio está aí abrindo suas portas escancaradamente, sobretudo, através das luzes e das cores das telenovelas. Quanta responsabilidade!
O Concílio Vaticano II, na sua maravilhosa constituição sobre “A Igreja no mundo de hoje” -”Gaudium et Spes” - se estende ricamente sobre o problema da família. É preciso que os casais estudem esse documento. E aí aprenderão as melhores lições sobre o amor conjugal - gloriosamente ordenado à procriação de filhos -, sobre a educação da prole, sobre o lar como Igreja doméstica e escola de fé, sobre a família como primeira escola das virtudes sociais e como célula vital da sociedade, da qual, portanto, depende a saúde do corpo social.
Que a humilde casa de Nazaré ilumine com as luzes de seus sublimes exemplos cada família deste nosso planeta enlouquecido! E que as crianças cresçam em estatura e graça como Jesus, diante de Deus e dos homens”. Deus tem um propósito de crescimento para ti e para os teus filhos também.
Espírito que orienta nossa vida para Deus, ajuda-me a crescer cada dia, em sabedoria e graça, buscando como Jesus adequar minha vida ao querer do Pai.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Especialistas mostram que, se ensino fosse priorizado, país deixaria de gastar R$ 23 bi em consequência da violência.

OGlobo 18/12/2009 – 23:01

José Meirelles Passos e Demétrio Weber

Um dos fatores de maior destaque no seminário Educação na Primeira Infância, encerrado nesta sexta-feira na sede da Fundação Getúlio Vargas, no Rio, foi a constatação dos especialistas de que, quanto mais um governo investe em educação, maior é o retorno à sociedade em termos de redução dos índices de violência - além dos efeitos positivos diretos na economia do país e no bem-estar da população . (Leia mais: MEC prepara plano interministerial para crianças de até 3 anos)

- No fundo, implantar uma boa política educacional significa, ao mesmo tempo, propiciar uma boa política de saúde, uma boa política familiar e uma boa política antiviolência - disse ao GLOBO o prêmio Nobel de Economia de 2000, James Heckman, que participou do evento.

Um estudo realizado por ele em colaboração com três brasileiros - Flávio Cunha, Aloísio Araújo e Rodrigo Leandro de Moura - mostrou que é possível reverter a violência, pelo menos parcialmente, por meio de programas mais abrangentes de educação que deem maior ênfase à primeira infância.

Eles calcularam que poderia sobrar à sociedade brasileira R$ 23 bilhões a mais, por ano, para aplicar em iniciativas produtivas, se o governo utilizasse melhor os recursos investidos em educação. Aquele valor é equivalente ao que o país pouparia se conseguisse baixar o custo da violência para pelo menos uma média de R$ 400 por pessoa por ano.

Hoje, levando-se em conta valores ajustados pela inflação (e tendo 2004 como ano base), o custo da violência para o setor público é de R$ 176 per capita. Já o setor privado gasta cerca de R$ 343 per capita para se proteger da violência. A soma dá um total de R$ 519 anuais. Ou seja, cerca de 4,8% da renda per capita brasileira.

O maior item naquele gasto se refere à perda de capital humano em decorrência da criminalidade: 38,4%. Os gastos com seguro são 23,3%, e o custo das transferências das vítimas para os ladrões, por meio de roubos e furtos, chega a 15,1%.

O seminário discutiu estudos práticos que comprovaram os benefícios de investimentos mais abrangentes em educação na infância. Como ainda não existe no Brasil um levantamento sobre a relação custo-benefício em relação ao que o dinheiro investido em educação rende no combate à violência, os pesquisadores utilizaram os dados referentes aos Estados Unidos. Eles mostram que as pessoas adultas, com baixo nível educacional, "são muito mais propensas a cometerem crimes do que aquelas com elevado nível educacional".

Segundo os autores, um aumento de apenas um ano na escolaridade reduz em 0,37 ponto percentual a probabilidade de participação no crime. "O FBI (polícia federal americana) mostra que o aumento da educação reduz muito fortemente a propensão de um indivíduo cometer um homicídio" - diz um trecho do estudo.

Heckman, que é professor da Universidade de Chicago, acrescentou que os gastos com a contratação de um policial - incluindo o seu treinamento anual obrigatório - custa o equivalente ao de aumentar em 50 o número de adolescentes que concluem o segundo grau.

O seminário da FGV reuniu especialistas brasileiros e estrangeiros. Eles defendem intervenções específicas na primeira infância para melhorar o desenvolvimento cognitivo de crianças de até 3 anos. Para os especialistas, esse tipo de atenção é a melhor forma de garantir sucesso escolar.

Leia mais: Especialista defende atenção à educação infantil

Fonte: O Globo.

MENSAGEM DA SEMANA: As duas primas - Lc 1,39-45.

HomiliaDiária Por Padre Bantu Mendonça K. Sayla

39 E, naqueles dias, levantando-se Maria, foi apressada às montanhas, a uma cidade de Judá, 40 E entrou em casa de Zacarias, e saudou a Isabel. 41 E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo. 42 E exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre. 43 E de onde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor? 44 Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre. 45 Bem-aventurada a que creu, pois hão de cumprir-se as coisas que da parte do SENHOR lhe foram ditas.

A dinastia de Davi estava em perigo, ameaçada pelos reis de Aram e de Israel, que pretendiam suprimi-la, colocando um estranho no trono de Judá.

O ímpio rei Acaz, em vez de recorrer a Javé, recorreu aos ídolos, aos quais imolou seu único filho. Deus lhe enviou o profeta Isaías, para tentar fazê-lo voltar ao bom caminho. Isaías propôs a Acaz que fizesse um pedido a Deus, que lhe desse um sinal - na profundeza dos infernos ou nas alturas do céu.

Mas o ímpio rei se recusou dizendo que não queria tentar a Deus, mas no fundo querendo ocultar seu orgulho e impiedade. Isaías, então, lhe diz que em vista de sua recusa de recorrer a Deus, o próprio Senhor lhe dará um sinal: “Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe darão o nome de Emanuel, que quer dizer Deus-conosco”. Deus, portanto, não abandonará seu povo.

O nome dessa virgem é Maria. E o Filho que ela concebe virginalmente é Jesus, o Salvador. Essa é a interpretação tradicional e unânime da Igreja, consagrada pelo próprio Evangelho de São Mateus, Iá onde o Anjo de Deus tranquiliza José a respeito do que está acontecendo com Maria: “José, filho de Davi, não temas tomar contigo Maria, tua esposa, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo”.

“Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, pois salvará seu povo do pecado”. E o evangelista comenta: “Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor tinha anunciado por meio do profeta. Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, a quem será dado o nome de Emanuel, que quer dizer Deus-conosco”.

Estamos diante dos grandes mistérios de Deus. Começa um mundo novo. E Deus faz tudo com total novidade. O verbo feito carne não nasce do concurso do homem. Ele vem totalmente do poder de Deus.

Vem habitar no seio de uma virgem que lhe dá o sangue e a vida humana e se torna de maneira completamente inédita “Tabernáculo do Altíssimo”. É o encontro da História com a Eternidade. José está aí presente, para ligar juridicamente Jesus à dinastia de Davi. Mas Ele é o Filho de Deus. E, como tal, não estava sujeito às leis normais de geração humana. Foi concebido virginalmente.

Esta meditação que a Igreja nos oferece nesta última semana que precede o Natal é uma homenagem carinhosa que se presta a Virgem Maria e um convite a penetrarmos no mistério de grandeza que são os planos de Deus. O Salvador que o Pai nos manda é filho da Virgem Maria. Ela, a Mãe-Virgem, é totalmente sua mãe: “Tota Mater”. E fica sendo o elo mais grandioso a unir Deus e a humanidade. Ela é a escada do Céu. E Deus quis que Ela o fosse de maneira completa e permanente. Ela é essa grande e amável realidade que ilumina toda a História da Salvação: a presença de uma Mãe, quase como se fosse o rosto materno de Deus. Ela é a aurora que anunciou a chegada do Sol da Justiça. Ela é o jardim privilegiado no qual cresceu a flor celeste do Deus feito homem.

Ela é a Mãe solícita que acompanhou o Filho, em todos os momentos de sua vida, na alegria e na tristeza, desde a alegria da noite de Belém, quando os anjos do céu vieram cantar na terra a glória de Deus, até o tristíssimo momento da morte no Calvário.

E acompanhou a Igreja nascente, que à luz da Ressurreição viveu a manhã de Pentecostes e cresceu para Jerusalém e para o mundo. Como Ela seguiu os passos do Menino Jesus à medida que Ele ia crescendo, assim acompanha os passos da Igreja - prolongamento de Cristo e sacramento de sua presença - em seu crescimento através dos séculos. E não sabemos viver sem Maria. Seria muito pobre a Igreja, se esquecesse de Maria, da Mãe do Senhor, a Imaculada, a cheia de graça, a segurança da proteção de Deus, o modelo de todas as virtudes: Espelho da Justiça.

Por Ela e com Ela venceremos todas as lutas que a fidelidade ao Evangelho nos leva a sustentar. Ela é a estrela do mar de nossa vida. E como São Bernardo podemos dizer: “Seguindo-a, não me desviarei do caminho. Invocando-a, não desfalecerei. Pensando nela, não cairei. Se Ela me proteger nada tenho a temer. Se ela me conduzir, não sentirei cansaço. Com seu favor, chegarei ao porto”.

Fonte: Canção Nova.