Deus dá liberdade aos Seus filho

Na liberdade que temos, damos o exemplo e não seguimos as más inclinações deste mundo

“Jesus perguntou: ‘Simão, que te parece: Os reis da terra cobram impostos ou taxas de quem: dos filhos ou dos estranhos? Pedro respondeu: ‘Dos estranhos!’ Então Jesus disse: ‘Logo os filhos são livres’” (Mateus 17, 25-26).

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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Pesquisa em segurança é foco da nova parceria entre MJ e Ipea.

21/07/2010 - 19:34

Brasília, 21/07/10 (MJ) – O Ministério da Justiça e o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) assinaram nesta quarta-feira (21) acordo de cooperação técnica para a execução do projeto de pesquisa Participação Social e Governança Democrática da Segurança Pública. O objetivo é avaliar a recente experiência de participação social no Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp), reestruturado após a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (COnseg), realizada em agosto do ano passado.

A cerimônia teve a presença do ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, e do presidente do Ipea, Marcio Pochmann. Barreto reiterou a importância da integração entre União, estados e municípios e da melhoria pela qual o setor da segurança pública deve passar. “É necessário trazer para o debate da segurança pública uma postura mais técnica, mais gestora e mais profissional”, afirmou o ministro.

Pochmann explicou como a instituição pode auxiliar nas políticas para a área. “Esse acordo vai permitir ao Ipea contribuir com o objetivo de gerar maior quantidade e qualidade de informações a respeito da segurança pública brasileira. E, também, contribuir junto aos conselheiros do Conasp para que o conselho desenvolva suas atribuições de maneira mais eficiente”, disse ele.

Criado em 1989, o Conasp passa atualmente por um processo de reestruturação, que foi iniciado durante a 1ª Conseg. Para o ministro, que também é presidente do conselho, o Conasp ainda deve evoluir muito. “O Conasp deve ter uma atuação mais dinâmica e mais efetiva. Para ajudar nesta atuação, temos que ter um conselho diferenciado”, afirmou o ministro.

O acordo permite que a parceria entre os dois órgãos também possa realizar outros projetos. A execução dessa e de futuras pesquisas devem ser coordenadas pela secretaria executiva do Conasp e pela Diretoria de Estudos do Estado, das Instituições e da Democracia (Diest) do Ipea, ambas responsáveis pelo gerenciamento das atividades referentes ao acordo.

O Conasp tem por finalidade atuar, como órgão normativo, na formulação de estratégias e no controle de execução da Política Nacional de Segurança Pública, além de promover a integração entre órgãos de segurança pública federais, estaduais, distritais e municipais.

Fonte: Ministério da Justiça.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Fechar bar na periferia salva vidas.

11/11/2009 – 06:55

Monografia divulgada pelo PNUD, programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, confirma o que tenho defendido aqui, em mais de uma oportunidade: a importância de fechar os bares logo depois da meia-noite, como instrumento de redução dos homicídios. Por mais que chiem donos dos bares e jornalistas, políticos e outros formadores de opinião desinformados.

O que há de novo na monografia é que 1) sem fiscalização permanente do Ministério Público, da Polícia e da comunidade, a medida dura pouco; e 2) não é preciso fechar os bares em todos os bairros; basta fazê-lo naqueles que uma estatística atualizada mostrar que há incidência anormal de crimes de morte relacionadas com o consumo de álcool e ou ocorridos em determinados horários na proximidade dos bares.

Simples, não? Mas é de uma eficácia tremenda. O estudo mostra que o fechamemento dos bares a 1 hora derrubou em 34% a taxa de homicídios nos bairros da periferia de São Paulo, entre 2004 e 2006. Os homicídios voltaram a crescer quando a fiscalização relaxou.

Para mim não é novidade. Já havia lido coisa semelhante num artigo sobre a redução da criminidade em Nova York. Mais adiante, um especialista gaúcho em segurança pública deu uma palestra na Assembleia Legislativa do Maranhão detalhando essa e outras medidas inteligentes de polícia preventiva. Adiantou?

Em tempo: esse tipo de crime tão comum em São Luís em que dois homens numa moto executam um terceiro, ou em que a vítima é sequestrada e aparece morta num matagal qualquer, esse não tem nada a ver com álcool e bares. Tem a ver com encomenda e suposta profilaxia social.

Fonte: Walter Rodrigues.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA A SEGUIR

São Paulo, 05/11/2009

Fechar bar só funciona com pressão social

Fechamento após a 1h ajudou a reduzir homicídios em 34% em SP, mas sucesso depende de conscientização permanente, diz estudo

DAYANNE SOUSA
da PrimaPagina

Com o fechamento de bares após a 1h, caiu 34% o número de homicídios em bairros da periferia de São Paulo entre 2004 e 2006. A medida, porém, só teve sucesso enquanto havia acompanhamento de agentes comunitários e fracassou mais tarde, pondera um estudo feito pela mestranda de Ciências Sociais, Tatiana Moura. O trabalho foi um dos sete vencedores do Prêmio de Monografias da I CONSEG (I Conferência Nacional de Segurança Pública).

Nos bairros do Capão Redondo, Jardim Ângela e Parque Santo Antônio, todos na zona sul da cidade, houve um acordo voluntário com donos de bares.

Levantamentos da polícia militar mostravam que na região a maior parte dos crimes acontecia de madrugada e próximos aos bares. No Jardim Ângela, o número de homicídios entre novembro de 2004 e janeiro de 2005 foi 47% menor que um ano antes. No Parque Santo Antônio, a redução foi de 38% e no Capão Redondo, 14%. O projeto começou em agosto de 2004.

Uma equipe formada por policiais, promotores, membros da subprefeitura local e líderes comunitários se reunia mensalmente com os comerciantes e destacava a importância da medida. Apesar do sucesso, em 2006, ano de eleição presidencial, o conselho parou de se reunir. “No período de campanha política, as lideranças comunitárias foram trabalhar para os seus partidos e os promotores, que trabalhavam na fiscalização eleitoral, não podiam estar atrelados a nenhum tipo de liderança partidária”, aponta o estudo. “Essa integração e as conversas deixaram de ocorrer, o que acabou incentivando os donos de bares a reabrirem seus estabelecimentos nos horários antes restritos”.

Para Tatiana, a importância da ação comunitária se explica pelo perfil desses bairros. “Só a fiscalização não daria conta, a comunidade tinha que saber o que era, tinha que fazer pressão”, diz ela. “Essas regiões se caracterizam pela falta de recursos e antes dessa ação a polícia mal chegava lá, e quando chegava era de forma repressiva”, observa.

Com o objetivo de reduzir o barulho nas madrugadas, desde 1999 há em São Paulo uma lei pela qual os bares precisam ter uma autorização especial para permanecerem abertos após a 1h. A pesquisa, porém, mostra que nas áreas periféricas a lei só foi cumprida enquanto houve a atuação de agentes sociais e que a fiscalização não funcionava na região.

Tatiana ainda explica que a medida não teria o mesmo impacto em qualquer bairro. “A relação entre álcool e homicídios não se verifica na cidade inteira, geralmente ela existe em bairros periféricos”, destaca.

O concurso de monografias da I CONSEG recebeu ao todo 212 trabalhos acadêmicos e selecionou sete, cada um de um tema na área segurança, como gestão, financiamento, condições de trabalho, repressão, prevenção, sistema penitenciário e emergências. Os vencedores terão as despesas pagas em uma viagem a Colômbia, para conhecer práticas de segurança do país.

Também foram premiados trabalhos sobre atendimento psicológico a policiais, métodos de trabalho da perícia, treinamento policial, presos com doenças mentais e funcionamento do corpo de bombeiros. A lista dos vencedores está no site da I CONSEG.

Fonte: PNUD Brasil.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

1ª Conseg: posição da Adepol junto à Senasp.

Adepol 13/10/2009

OFÍCIO Nº 021 /2009-ADEPOL/BR

Brasília, 04 de setembro de 2009.

A Sua Excelência o Senhor Ricardo Balestreri
Secretário Nacional de Segurança Pública
Assunto: Encaminhamento de Moção de Repúdio.

Senhor Secretário,

Encaminhamos, em anexo, a moção de repúdio elaborada por profissionais de segurança pública e da sociedade civil, que participaram da 1º Conferência Nacional de Segurança Pública (CONSEG), realizada em Brasília, nos dias 27 a 30 de agosto do corrente ano.

Esclarecemos que a ADEPOL do Brasil endossa, em sua plenitude, as críticas formuladas à organização do 1º CONSEG, uma vez que a agenda do evento, tanto em seu conteúdo, quanto em seu encaminhamento, foi organizada de forma tendenciosa, aparentemente para atender mais a interesses e idéias de setores do Ministério da Justiça do que para atingir o objetivo então pretendido com a Conferência, qual seja, “definir princípios e diretrizes orientadores da Política Nacional de Segurança Pública, com participação da sociedade civil, trabalhadores e poder público como instrumento de gestão, visando efetivar a segurança como direito fundamental” (grifo nosso).

As discussões promovidas no 1º CONSEG não se coadunaramm, nem na forma, nem no conteúdo, com as propostas da ADEPOL do Brasil para a segurança pública, propostas estas já encaminhadas anteriormente à SENASP por meio do ofício nº 15/2009, de 26 de junho de 2009. Esperamos que a presente crítica seja recebida como uma contribuição positiva para subsidiar a organização de futuros eventos que tratem da segurança pública do Brasil. Atenciosamente,

CARLOS EDUARDO BENITO JORGE
Presidente da Adepol do Brasil


Anexo:

MOÇÃO DE REPÚDIO

Nós, PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA PÚBLICA e SOCIEDADE CIVIL, participantes da CONSEG, abaixo-assinados, inconformados com:

- a desorganização da logística do evento, com informações desencontradas, inconsistentes e intempestivas acerca dos dados de vôo, estada, traslado, deslocamento, etc., que impossibilitaram a chegada ou permanência de alguns, agendaram o retorno de outros para antes do fim do evento, os direcionaram a hotéis onde sequer havia reserva, etc.;

- a súbita inclusão de membros envolvidos no processo de estruturação da Conferência Nacional, dentre os quais integrantes da CON, da SENASP e do Ministério da Justiça, dentre os “participantes” com poder de voto;

- no campo metodológico, o unilateral deslocamento de eixo das propostas previamente discutidas e aprovadas nas etapas precedentes, como, por exemplo, a proposta de desmilitarização, inviabilizando o direito ao debate qualificado acerca do tema;

- a omissão e alteração de propostas formuladas durante as etapas estaduais, bem como a alteração da redação de idéias e expressões que modificavam o conteúdo da diretriz;

- o critério de preenchimento de vagas nos grupos de trabalho, em particular no eixo 2, no qual questões sensíveis seriam discutidas, com visível afronta à paridade de representação de categorias, desrespeitando as regras estabelecidas; - a aglutinação de idéias não harmônicas ou desprovidas de qualquer afinidade em um mesmo item, condicionando a aprovação ou reprovação de uma à concessão do mesmo destino às demais. Exemplo: unificar a criação de plano de salários à da desmilitarização e à de “carreira única (ex: item 3.2 do caderno de propostas); - o aparecimento posterior, inesperado e jamais discutido, de trechos com conteúdo absolutamente dissociado do que fora debatido nos grupos de trabalho (“ciclo completo”, dentre os princípios “aprovados”) ou de trechos capazes de alterar por completo seu conteúdo, em itens que haviam sido aprovados por maioria;

- a inserção injustificada de trechos que traziam em si novas idéias direcionadas aos interesses sempre da mesma instituição, sem que jamais houvessem sido discutidas naquele item;

- a insistência na pulverização de idéias do interesse de determinada instituição em diversos itens, em eixos diferentes, elevando suas chances de aprovação em algum deles. Ex: a inserção do malfadado “ciclo completo” em itens onde não fora abordado anteriormente;

- a aglutinação de diversos temas não afetos ou algumas vezes até indesejáveis como continuidade não aprovada democraticamente de itens que haviam sido aprovados nas diretrizes, com flagrante deslocamento de eixo temático;

- a concentração de itens de vital interesse para algumas instituições com intuitos alinhados em um único eixo (eixo 2), contraposta à distribuição equânime entre os eixos dos itens de interesse de outro grupo de instituições de interesses opostos, fazendo com que as primeiras precisassem disputar votos, enquanto as segundas pudessem concentrar seus votos no item de interesse de cada uma das “aliadas” em cada um dos eixos, compondo alianças mais eficazes;

- a aglutinação da maioria dos itens de maior interesse para uma instituição, outrora dispersos em diversos eixos nas etapas estaduais, em um único eixo, de forma a obrigá-la a abrir mão da grande maioria deles devido ao fato de cada participante dispor de apenas dois votos para cada eixo, enquanto passaram a faltar itens afetos à instituição nos demais eixos;

- a prévia distribuição de livro do Ministério da Justiça aos participantes da CONSEG com visíveis tentativas de desqualificação do trabalho e da capacidade de uma categoria específica de trabalhadores participantes da CONSEG, sem o contraponto necessário ao debate democrático;

- a permanente falta de clareza e transparência na divulgação sempre tardia de dados relevantes, que por vezes muito dificultava, por outras impedia o planejamento de algumas instituições;

- o vazamento ao público de material apresentando cristalina posição do órgão responsável pelo evento em favor da aprovação de determinados temas (ex: ciclo completo), bem como pela rejeição de outros (ex: desmilitarização das polícias);

- o nada democrático impedimento ao ingresso de pessoas que usavam camisas com a inscrição “sociedade é civil”;

- a intimidação de praças da Polícia Militar por conta de possuírem posicionamento contrário ao dos oficiais da mesma instituição, inclusive por meio da fiscalização ostensiva e ameaçadora durante o momento da votação;

Manifestamos nosso ABSOLUTO REPÚDIO à forma tendenciosa e desrespeitosa ao ideal democrático como foi conduzido a 1ª CONSEG, considerando que a mesma NÃO representou um verdadeiro manifesto popular, mas sim um infeliz episódio de manipulação dos seus participantes como massa de manobra visando à “legitimação” de interesses da SENASP, que já haviam sido previamente revelados no material “vazado” e que agora foram confirmados no resultado final dessa ONEROSA FARSA, elaborada às custas do abuso da boa-fé popular e dos trabalhadores da segurança pública, bem como de vultosas verbas públicas.

Brasília, 30 de agosto de 2009.


Fonte: Associação dos Delegados de Polícia do Brasil.