Deus dá liberdade aos Seus filho

Na liberdade que temos, damos o exemplo e não seguimos as más inclinações deste mundo

“Jesus perguntou: ‘Simão, que te parece: Os reis da terra cobram impostos ou taxas de quem: dos filhos ou dos estranhos? Pedro respondeu: ‘Dos estranhos!’ Então Jesus disse: ‘Logo os filhos são livres’” (Mateus 17, 25-26).

domingo, 10 de outubro de 2010

MENSAGEM DA SEMANA: Curados para o seerviço de Deus - Lc 17,11-19.

Preparação para a Leitura Orante 

Preparo-me para a Leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que se neste ambiente virtual. Rezamos em sintonia com a Santíssima Trindade. 

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém 

Senhor, nós te agradecemos por este dia. Abrimos, com este acesso à internet, nossas portas e janelas para que tu possas Entrar com tua luz. Queremos que tu Senhor, definas os contornos de Nossos caminhos, As cores de nossas palavras e gestos, A dimensão de nossos projetos, O calor de nossos relacionamentos e o Rumo de nossa vida. Podes entrar, Senhor em nossas famílias.

Precisamos do ar puro de tua verdade. Precisamos de tua mão libertadora para abrir Compartimentos fechados. Precisamos de tua beleza para amenizar Nossa dureza. Precisamos de tua paz para nossos conflitos. Precisamos de teu contato para curar feridas. Precisamos, sobretudo, Senhor, de tua presença Para aprendermos a partilhar e abençoar! 

Ó Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tem piedade de nós. 

Leitura Orante

Jesus continuava viajando para Jerusalém e passou entre as regiões da Samaria e da Galiléia. Quando estava entrando num povoado, dez leprosos foram se encontrar com ele. Eles pararam de longe e gritaram: 

- Jesus, Mestre, tenha pena de nós! 

Jesus os viu e disse: 

- Vão e peçam aos sacerdotes que examinem vocês. 

Quando iam pelo caminho, eles foram curados. E, quando um deles, que era samaritano, viu que estava curado, voltou louvando a Deus em voz alta. Ajoelhou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. Jesus disse: 

- Os homens que foram curados eram dez. Onde estão os outros nove? Por que somente este estrangeiro voltou para louvar a Deus? 

E Jesus disse a ele: 

- Levante-se e vá. Você está curado porque teve fé. 

O que diz o texto do dia? 

Leio atentamente o texto, na minha Bíblia: Lc 17,11-19. 

A lepra era uma doença de pele, grave, contagiosa, que impedia a participação e o relacionamento na vida quotidiana, e também, no culto. No livro Levítico (Lv 13,45-46) esta doença é regulamentada em lei para proteger as demais pessoas do contato e, não, para ajudar os portadores de lepra.

Diz o texto citado: " Quem tiver sido declarado doente por afecção cutânea, andará esfarrapado e despenteado, com a barba coberta e gritará: "Impuro, impuro!" Viverá à parte e terá sua morada fora do acampamento". Há o caso de Naamã, curado nas águas do Jordão e convertido ao Deus de Israel (2Rs 5). Os doentes incuráveis se agrupam.

Quando Jesus passa pela Samaria, eles pararam longe para não contaminarem. Dali gritaram pedindo ajuda. Nas palavras de Jesus a eles, está implícita a cura. Quando ele diz: "peçam aos sacerdotes que examinem vocês". Ao obedecer, os leprosos demonstram fé. E no caminho, se vêem curados, sem necessidade dos vários ritos. Então um dos dez volta para agradecer. Os outros preocupam-se com o aspecto jurídico de reconhecimento oficial da cura. O que volta, dá glórias a Deus. A gratidão expressa no retorno daquele samaritano (pagão) curado que se ajoelha diante de Jesus e agradece põe em relevo a ingratidão dos outros nove que rapidamente se esqueceram da mediação do Mestre. 

O que o texto diz para mim, hoje? 

A gratidão a Jesus pela salvação é elemento essencial da vida cristã. No texto lido, só um homem curado foi agradecido. Pergunto-me e me examino: sou uma pessoa reconhecida, agradecida pela graça e misericórdia de Deus para comigo? De quantas "lepras" já fui curado/a por Jesus? Quantas agradeci? 

Os bispos na Conferência de Aparecida lembraram: "A vida nova de Jesus Cristo atinge o ser humano por inteiro e desenvolve em plenitude a existência humana "em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural". Para isso, faz falta entrar em um processo de mudança que transfigure os vários aspectos da própria vida. Só assim será possível perceber que Jesus Cristo é nosso salvador em todos os sentidos da palavra. Só assim manifestaremos que a vida em Cristo cura, fortalece e humaniza. Porque "Ele é o Vivente, que caminha a nosso lado, manifestando-nos o sentido dos acontecimentos, da dor e da morte, da alegria e da festa". (DAp 356). 

O que o texto me leva a dizer a Deus?

O bem-aventurado Alberione dizia: "Tudo nos vem de Deus. Tudo nos leva ao Magnificat!" 

Rezo, espontaneamente, com salmos e concluo com a oração: 

Jesus, Mestre: que eu pense com a tua inteligência, com a tua sabedoria. Que eu ame com o teu coração. Que eu veja com os teus olhos. Que eu fale com a tua língua. Que eu ouça com os teus ouvidos. Que as minhas mãos sejam as tuas. Que os meus pés estejam sobre as tuas pegadas. Que eu reze com as tuas orações. Que eu celebre como tu te imolaste. Que eu esteja em ti e tu em mim. Amém. 

(Bv. Alberione) 

Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus?

Meu olhar deste dia será se agradecimento pelos infinitos dons de Deus na minha vida. 

Bênção 

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém. 

- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. 

- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém. - 

Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

COMENTÁRIO 1

Durante seu ministério na Galileia e nos territórios gentílicos vizinhos, Jesus já entrara em conflito com os escribas e fariseus, chefes das sinagogas e defensores da Lei. Agora, Jesus atravessa a Samaria, a caminho de Jerusalém, onde ocorrerá o confronto com o Templo, sede da instituição religiosa judaica, com a rejeição a Jesus pelos sacerdotes e pelos grandes proprietários rurais que eram os chefes deste Templo.

Em contraposição a esta rejeição, Lucas, no seu Evangelho, dá um destaque particular aos samaritanos, que eram considerados gentios e excluídos pelo Judaísmo, como sendo aqueles que acolhem Jesus. Na narrativa de hoje, os dez leprosos vêm ao encontro de Jesus e param a certa distância dele, pois, pela Lei, o leproso não podia aproximar-se das demais pessoas. Pedem pela misericórdia de Jesus. Este pede que eles se apresentem aos sacerdotes; esta apresentação devia ser feita depois da cura. Com isto, Jesus insinuava que já lhes tinha dado a cura e, assim, ao seguirem para Jerusalém, para se apresentarem aos sacerdotes do Templo, ficaram curados. Contudo, só um deles, que era samaritano, sentindo-se curado, percebe que a fonte da vida é Jesus e não o Templo, e, com esta compreensão, volta para junto de Jesus e lhe agradece. Os outros nove, embora tivessem sido curados, continuavam atrelados aos preceitos do Judaísmo, seguindo seu caminho para Jerusalém.

Na perspectiva da salvação sem fronteiras e sem privilégios de etnia, a primeira leitura narra também a conversão de um leproso estrangeiro, o sírio Naamã, que teve fé na palavra do profeta Eliseu. Jesus, ao ser rejeitado em sua própria terra, lembra este episódio de Naamã: um estrangeiro, considerado excluído pelo povo eleito, que crê, enquanto estes que se consideram eleitos rejeitam Jesus (cf. 30 ago.). 

A Palavra de Deus não está acorrentada (segunda leitura). Ela vem para trazer a libertação e a vida para todos. Libertados e glorificando a Deus, seguimos, unidos em comunidade, fiéis a Jesus de Nazaré, na sua missão salvífica. 

Autor: José Raimundo Oliva

COMENTÁRIO 2

A palavra de Deus, no evangelho de hoje, nos apresenta o episódio da cura dos dez leprosos. Mas a pergunta é: será que verdadeiramente foram os dez que ficaram curados da lepra, conforme narra São Lucas? Se não foram os dez que foram curados, o evangelho está se contradizendo? Não! Entendamos todo o processo e o projeto de Deus para a cura de cada um de nós.

Em primeiro lugar, se queremos ser curados pelo Senhor, precisamos tomar umas decisões fundamentais para que sejamos curados, pois a cura e a libertação estão dentro do grande projeto de Deus para a nossa vida.

É preciso, se queremos ser curados, que venhamos a clamar pela cura em comunidade; enquanto cada leproso estava preocupado consigo, nada adquiriram, pois o Senhor escuta a oração da comunidade e não a oração egoísta, individualizada. Quando eles resolveram se unir em oração, a graça aconteceu.

Eles resolveram buscar o Deus da cura e não somente a cura de Deus – fato este que comprova a cura, ou seja, só é curado que busca o Deus da cura. Eles se apresentam para Jesus, Jesus inicia o processo de cura e os convida para irem se apresentar aos sacerdotes. Por que se apresentarem aos sacerdotes? Porque não existe como sermos curados sem nos colocarmos a serviço da comunidade e dos irmãos. Eles vão para testemunharem a graça da cura; muito mais que falarem acerca do que Deus fez, com a vida, testemunhar as maravilhas de Deus.

Uma coisa sempre intrigou o meu coração, no que diz respeito ao fato da exigência de Jesus acerca dos outros nove que não se apresentam a Ele, a exemplo daquele samaritano. Sempre me perguntei: será que Jesus, ao fazer o milagre, era necessitado de um agradecimento? Vejo, obviamente, que não. Mas então, o que está por traz desta exigência para com os outros nove que não vieram agradecer?

Jesus exige uma satisfação do samaritano que havia sido curado, a respeito dos outros nove, pois estes, não retornaram. Para agradecer? Não, mas para se colocar a serviço. Jesus percebe que algo ficou inacabado, ou seja, verdadeiramente, somente um foi curado: o samaritano. Por que veio agradecer? Não. Porque, pelo agradecimento, se colocou no seguimento de Jesus. Os outros nove, ficaram no processo de cura, mas tal cura ficou inacabada, pois a cura se completa na vida da pessoa, quando ela tem o objetivo de, sendo curada, se colocar a serviço, ou seja, no seguimento de Jesus.

Aqui está o grande motivo pelo qual não somos curados; queremos, muitas vezes, ser curados para continuarmos a levar a nossa vidinha de forma egoísta, insignificante, sem compromisso, sem comunhão com aquele que é o senhor da cura.

Queremos ser curados? Então busquemos o Deus da cura e não a cura de Deus; nos unamos em comunidade para o clamor; decidamos, sendo curados, a gastar a vida no seguimento e no serviço ao Reino de Deus.

Padre Pacheco - Comunidade Canção Nova.

sábado, 9 de outubro de 2010

Militares batem em retirada.

10/09/2010 – 21:00

Sinal do fim de prestígio político dos militares, Exército, Marinha e Aeronáutica terão que abandonar os edifícios que ocupavam na Esplanada dos Ministérios

Claudio Dantas Sequeira

Símbolo do poder e prestígio que os militares mantiveram no Brasil mesmo após a redemocratização do País, os edifícios da Esplanada dos Ministérios ocupados pelas Forças Armadas estão prestes a receber novos moradores. Em uma decisão que demorou mais de 25 anos para ser tomada, o Executivo decidiu, finalmente, que os comandantes militares devem voltar a comandar as tropas da caserna, e não mais em uma área que originalmente foi criada para abrigar os ministérios. Ainda não há data definida para o início da mudança, mas internamente o Exército já concordou em ser o primeiro a voltar para o quartel. Mais do que prática, a medida tem um efeito simbólico importante e deve causar mal-estar em parte da tropa. Desde o fim da ditadura os militares vêm perdendo espaço na política brasileira. A criação do Ministério da Defesa, há 11 anos, significou o primeiro passo no controle civil das Forças Armadas. Mas só no Dia do Soldado, 25 de agosto, com a sanção presidencial da lei que reestrutura e fortalece a Defesa, é que o projeto avançou de forma concreta. Pois, mesmo sem a prerrogativa de ministros de Estado, sabe-se em Brasília que os comandantes militares mantiveram, em parte, o status do passado.

MUDANÇA
Comando do Exército será a primeira
força militar a desocupar a Esplanada

“A desocupação desses imóveis será um marco histórico”, avalia Gunther Rudzit, que foi assessor do Ministério da Defesa na gestão do advogado Geraldo Quintão (2000-2002). O especialista lembra que Quintão, quando ministro, chegou a pensar na hipótese de remover as Três Armas da Esplanada, mas ficou só na intenção. “Não havia clima para isso, pois o Ministério, na verdade, não tinha controle nenhum sobre os militares, não indicava o comandante nem controlava o orçamento”, explica Rudzit. A história, no entanto, mudou na administração do ministro Nelson Jobim, especialmente a partir da aprovação da Estratégia Nacional de Defesa no Congresso. “Vai ter uma chiadeira, especialmente entre os oficiais da reserva. Vão achar que é revanchismo”, prevê o especialista. O presidente do Clube Naval, almirante Ricardo Antônio da Veiga Cabral, concorda. Para ele, trata-se de uma medida vertical, feita sem consulta prévia e cuja reação não será positiva. “A Esplanada é o centro do poder. É aquela velha história; quem está perto do rei manda ou influencia, quem está longe não interfere”, afirma Veiga Cabral.

img.jpg
OLIVA
Exército será a primeira das
Três Armas a voltar para a caserna

Fontes do Alto Comando ouvidas por ISTOÉ confirmaram que o Exército será a primeira Arma a deixar a Esplanada. Desde que o comandante era ministro, seu gabinete sempre esteve localizado no “Forte Apache”, quartel-general localizado no Setor Militar Urbano. Mas toda a burocracia do Comando Militar do Planalto, da 11ª Região Militar e da Secretaria de Economia e Finanças está abrigada no edifício ministerial. “Esse conjunto todo será transferido para uma área ao lado do quartel-general, e vamos entregar os imóveis ao Patrimônio da União”, explica um assessor. Segundo ele, o Exército deixará a Esplanada provavelmente no final de 2011, assim que as obras da nova sede estiverem concluídas. A Força Aérea, por sua vez, deve ser a segunda a sair. O gabinete do comandante e toda a estrutura de assessoria deverão ser realocados perto da base aérea de Brasília, numa área onde hoje funciona o Comando-Geral de Operações Aéreas (Comgar). “Não é de hoje que o comando pensa em sair, tanto é que mantém uma estrutura administrativa relativamente pequena”, explica um oficial da FAB. Já a Marinha ainda não definiu se vai para a área Alfa, localizada na BR-040, em Santa Maria, distante 35 quilômetros do Plano Piloto.

img1.jpg

Em ótimo estado de conservação, as instalações que serão desocupadas pelos Comandos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica já são cobiçadas por outros ministérios e secretarias especiais, que por falta de espaço funcionam empilhadas nos mesmos imóveis. É o caso, por exemplo, do Bloco A, que abriga os ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Esporte, além das secretarias de Promoção da Igualdade Racial e de Política sobre Drogas. Sem contar a possibilidade de criação de novos ministérios, como o das Micro e Pequenas Empresas, idealizado por Dilma Rousseff.

“O ministro Nelson Jobim está sacudindo a caserna”, diz o coronel da reserva Geraldo Cavagnari. Para ele, a saída das Forças Armadas da Esplanada dos Ministérios era uma questão de tempo. “Quando tínhamos os ministros militares, a ocupação desses imóveis se justificava. Mas isso mudou. Os comandos não são instâncias políticas e a Esplanada é um local de órgãos políticos”, afirma. Segundo Cavagnari, que durante a Constituinte apresentou a proposta de criação do Ministério da Defesa, a mudança faz parte da consolidação do regime democrático. “É bom para o processo de despolitização das Forças Armadas. Toda essa reestruturação já deveria ter ocorrido antes, não fossem os antecessores de Jobim uns ministros medíocres”, afirma. Joanisval Gonçalves, especialista em defesa, prevê uma reação negativa na caserna. “A entrega dos ministérios é uma perda de prestígio muito grande. E, diga-se de passagem, parece uma agressão direta, um revanchismo”, diz. Gonçalves garante que a influência política dos militares hoje é mínima. “Dizer o contrário só serve para justificar decisões como essa.”

Fonte: IstoÉ.

TJ paulista reconhece poder do Ministério Público para investigar.

10/09/2010

A 14ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo reconheceu o poder de investigação do Ministério Público ao julgar recursos interpostos depois que o Tribunal do Júri de São José do Rio Preto condenou a nove anos e nove meses de reclusão um réu acusado de tentativa de homicídio. Na ação, a defesa do acusado pediu a nulidade do julgamento, sob a alegação de que a prova contra ele era ilícita por ter sido colhida pelo Ministério Público.

No julgamento do recurso, o relator e presidente da 14ª Câmara de Direito Criminal do TJ, Wilson Barreira, entendeu que “não há qualquer nulidade a macular o feito, pois como bem ponderou o Procurador de Justiça oficiante, ‘a prova é lícita e há que ser admitida, isto porque a Constituição Federal entregou ao Ministério Público o monopólio da ação penal pública não lhe erigindo qualquer obstáculo como condicionante”.

No entendimento de Barreira, o Ministério Público não poder investigar implica dizer que a ação penal pública está condicionada a prévia atividade policial, quase uma condição de procedibilidade. O relator também escreveu em seu voto que, “as interceptações telefônicas foram devidamente autorizadas judicialmente”.

O acórdão do TJ também afastou a alegação da defesa de que o resultado do julgamento foi manifestamente contrário à prova dos autos e não acolheu o recurso do réu. Por outro lado, o recurso do Ministério Público foi acolhido e a pena do réu foi aumentada para dez anos e dez meses de reclusão. O acórdão foi proferido dia 12 de agosto. Com informações da Assessoria de Imprensa do Ministério Público.

Fonte: Conjur.

Norma técnica do MJ padroniza atendimento nas delegacias da mulher.

09/09/2010 - 11:27

Brasília, 09/09/10 (MJ) - O Ministério da Justiça (MJ), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), lança a edição atualizada da Norma Técnica de Padronização das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), na próxima segunda-feira, 13 de setembro, em Brasília. Elaborada em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), da Presidência da República, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Secretarias Estaduais de Segurança, Polícias Civis e movimentos sociais, a publicação tem como objetivo propor a uniformização das estruturas e procedimentos das unidades policiais que registram crimes cometidos contra a mulher.

A iniciativa divulga informações sobre diretrizes das delegacias, formação dos profissionais que atuam na área e princípios de atendimento e acolhimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar. Também trata das novas atribuições das unidades policiais em conformidade com a Lei Maria da Penha, procedimentos penais e medidas projetivas.

Foram impressos dez mil exemplares para serem distribuídos nas 475 Delegacias ou Postos Especializados de Atendimento à Mulher, nos Centros de Referência da Mulher e nos Juizados de Defesa da Mulher. A publicação é voltada aos profissionais das delegacias de mulheres, que participaram do processo de discussão e validação da Norma Técnica.

Atribuições das DEAMs

A Lei determina que, além de instaurar o inquérito, as autoridades policiais devem garantir proteção policial, quando necessário, comunicando o fato imediatamente ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. Determina, ainda, que o pessoal da delegacia deve encaminhar a mulher aos estabelecimentos de saúde e ao Instituto Médico Legal; fornecer, quando houver risco de morte, transporte para a ofendida e seus dependentes para abrigo ou local seguro; acompanhar a vítima para a retirada de seus pertences e informá-la sobre seus direitos e os serviços disponíveis.

De acordo com a coordenadora geral das Ações de Prevenção em Segurança Pública da Senasp, Cristina Villanova, a atualização do documento é importante porque orienta os procedimentos a serem adotados. “Tanto a concepção arquitetônica das delegacias, como a postura dos agentes devem propiciar um atendimento acolhedor e humanizado à mulher em situação de violência. A sala de espera deve comportar ambientes separados para a mulher vítima e para o(a) agressor(a), devendo manter a privacidade da mulher e do seu depoimento e atender sem nenhuma forma de preconceito ou discriminação. A equipe de policiais responsável pelo atendimento inicial e acolhimento deve ser qualificada no fenômeno da violência de gênero, conhecer as diretrizes e procedimentos da delegacia e possuir material de informação e orientação”, explica Villanova.

Para acessar a Norma Técnica de Padronização, clique aqui.

Fonte: Ministério da Justiça.

domingo, 3 de outubro de 2010

A fé já está no coração - Lc 17,5-10.

Preapação para a Leitura Orante
Preparo-me para a Leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que se neste ambiente virtual. Rezamos em sintonia com a Santíssima Trindade.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Senhor, nós te agradecemos por este dia. Abrimos, com este acesso à internet, nossas portas e janelas para que tu possas Entrar com tua luz. Queremos que tu Senhor, definas os contornos de Nossos caminhos, As cores de nossas palavras e gestos, a dimensão de nossos projetos, O calor de nossos relacionamentos e o rumo de nossa vida. Podes entrar, Senhor em nossas famílias.
Precisamos do ar puro de tua verdade. Precisamos de tua mão libertadora para abrir Compartimentos fechados. Precisamos de tua beleza para amenizar nossa dureza. Precisamos de tua paz para nossos conflitos. Precisamos de teu contato para curar feridas. Precisamos, sobretudo, Senhor, de tua presença Para aprendermos a partilhar e abençoar!
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.
Leitura Orante
Os apóstolos pediram ao Senhor:
- Aumente a nossa fé.
E ele respondeu:
- Se a fé que vocês têm fosse do tamanho de uma semente de mostarda, vocês poderiam dizer a esta figueira brava: "Arranque-se pelas raízes e vá se plantar no mar!" E ela obedeceria.
Jesus disse:
- Façam de conta que um de vocês tem um empregado que trabalha na lavoura ou cuida das ovelhas. Quando ele volta do campo, será que você vai dizer: "Venha depressa e sente-se à mesa"? Claro que não! Pelo contrário, você dirá: "Prepare o jantar para mim, ponha o avental e me sirva enquanto eu como e bebo. Depois você pode comer e beber." Por acaso o empregado merece agradecimento porque obedeceu às suas ordens? Assim deve ser com vocês. Depois de fazerem tudo o que foi mandado, digam: "Somos empregados que não valem nada porque fizemos somente o nosso dever."
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Lc 17,5-10
Os apóstolos pediram ao Senhor:
- Aumente a nossa fé.
E ele respondeu:
- Se a fé que vocês têm fosse do tamanho de uma semente de mostarda, vocês poderiam dizer a esta figueira brava: "Arranque-se pelas raízes e vá se plantar no mar!" E ela obedeceria.
Jesus disse:
Façam de conta que um de vocês tem um empregado que trabalha na lavoura ou cuida das ovelhas. Quando ele volta do campo, será que você vai dizer: "Venha depressa e sente-se à mesa"? Claro que não! Pelo contrário, você dirá: "Prepare o jantar para mim, ponha o avental e me sirva enquanto eu como e bebo. Depois você pode comer e beber." Por acaso o empregado merece agradecimento porque obedeceu às suas ordens? Assim deve ser com vocês. Depois de fazerem tudo o que foi mandado, digam: "Somos empregados que não valem nada porque fizemos somente o nosso dever."
Os discípulos pedem a Jesus: "Aumente a nossa fé". O exemplo da mostarda faz entender que não se trata de aumentar quantitativamente a capacidade de crer. Trata-se de qualidade. Jesus, com o exemplo do grão de mostarda, demonstra que basta pouco para fazer coisas consideradas impossíveis. A imagem da figueira brava que pode ser arrancada "pelas raizes" e jogada no mar, revela o que pode realizar a confiança total em Deus. Já a parábola do servo desmonta toda pretensão humana que busca usar ou instrumentalizar Deus através de relacionamento em favor dos próprios "direitos"ou interesses. É uma crítica a uma religião mercantilista, que procura negociar com Deus em favor da teologia da prosperidade. Na verdade, "somos empregados que não valem nada". Fizemos apenas o "nosso dever". 

O que o texto diz para mim, hoje? 

Pensando na forte expressão "somos servos inúteis" ou na tradução que li "empregado que não vale nada", recordo-me das palavras sábias e experientes do bem-aventurado Tiago Alberione, ao reler a história de Deus na sua vida. Disse ele: "Sou como um "semicego" (AD 202), iluminado e guiado passo a passo; uma vez mais o instrumento inadequado" (cf. AD 209) 

Os bispos na Conferência de Aparecida lembraram: "Jesus convida a nos encontrar com Ele e a que nos vinculemos estreitamente a Ele porque é a fonte da vida (cf. Jo 15,1-5) e só Ele tem palavra de vida eterna (cf. Jo 6,68). Na convivência cotidiana com Jesus e na confrontação com os seguidores de outros mestres, os discípulos logo descobrem duas coisas originais no relacionamento com Jesus. Por um lado, não foram eles que escolheram seu mestre foi Cristo quem os escolheu. E por outro lado, eles não foram convocados para algo (purificar-se, aprender a Lei...), mas para Alguém, escolhidos para se vincular intimamente a sua pessoa (cf. Mc 1,17; 2,14). Jesus os escolheu para "que estivessem com Ele e para enviá-los a pregar" (Mc 3,14), para que o seguissem com a finalidade de "ser d'Ele" e fazer parte "dos seus" e participar de sua missão. (DAp,131). 

E eu me interrogo: Como é meu discipulado? Tenho consciência de que sou uma pessoa escolhida por Deus para seu serviço? De que sirvo a Deus e não a mim mesmo? 

O que o texto me leva a dizer a Deus? 

Rezo, espontaneamente, com salmos e concluo com a oração: 

Jesus, Mestre: que eu pense com a tua inteligência, com a tua sabedoria. Que eu ame com o teu coração. Que eu veja com os teus olhos. Que eu fale com a tua língua. Que eu ouça com os teus ouvidos. Que as minhas mãos sejam as tuas. Que os meus pés estejam sobre as tuas pegadas. Que eu reze com as tuas orações. Que eu celebre como tu te imolaste. Que eu esteja em ti e tu em mim. Amém. 

(Bv. Alberione) 

Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus. 

Meu olhar deste dia será iluminado pela presença de Jesus Cristo, acolhido no meu coração e no coração das demais pessoas. 

Bênção 

O Senhor o abençoe e guarde! O Senhor lhe mostre seu rosto brilhante e tenha piedade de você! O Senhor lhe mostre seu rosto e lhe conceda a paz!' (Nm 6,24-27). 

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

COMENTÁRIO 1

Lucas reúne neste texto de seu Evangelho dois ditos de Jesus, sem conexão entre si.

O primeiro dito é uma sentença sobre a fé. Os apóstolos pedem a Jesus que aumente sua fé. A resposta de Jesus, "Se tivésseis fé", questiona a fé dos apóstolos, concluindo com a comparação com o grão de mostarda. A mostarda é uma hortaliça que era encontrada em abundância às margens do Lago de Genesaré. Sua semente é muito pequena, contrastando com a altura de dois a três metros que a planta atinge. O grão de mostarda é usado, nos três sinóticos, como imagem do Reino, que se inicia de modo imperceptível, porém se tornará amplo e abrangente. Em Mateus e Lucas, o grão de mostarda, enquanto miúdo, é também imagem da fé. Em Mateus (17,20), a fé pequena como um grão de mostarda pode mover montanhas. Neste presente texto de Lucas, de maneira um pouco estranha, a fé pode até arrancar uma amoreira para ser plantada no mar. Em ambos os textos o grão de mostarda, como imagem da fé, tem o sentido de que, mesmo com pequena fé, se podem fazer grandes coisas.

O segundo dito é uma parábola, exclusiva de Lucas, que envolve certa complexidade em sua compreensão. De início o leitor é envolvido na parábola, levado a se identificar com o senhor que tem um servo ("se alguém de vós tem um servo"). Aí coloca-se em uma posição privilegiada, característica da sociedade elitista e opressora, onde as elites acomodadas se fazem servir pelos mais pobres. E, ainda, sendo servidas, nada têm a agradecer aos servos, humilhando-os e desprezando-os. Em seguida, o leitor é convidado a colocar-se na condição de servo. Depois de fazer tudo o que lhe foi mandado, deverá dizer: "Somos simples servos; fizemos o que devíamos fazer". Duas interpretações diferentes podem ser feitas. Como uma crítica, pode ser a expressão da atitude daqueles que, como o "servo", se submetem cegamente à Lei opressora e dominadora, representada pelo "senhor". Outra interpretação, própria da espiritualidade da humilhação, seria a de que o discípulo deve se submeter às ordens de Deus como um servo obedece ao seu senhor despótico na terra. Este enfoque fragiliza a opção pelo seguimento de Jesus como uma sedução por seu amor e como uma opção de vida plena e digna para todos.

Diante da opressão e violência (primeira leitura) com as quais os discípulos se confrontam no mundo, o fundamental é a perseverança na fé e no testemunho do amor misericordioso de Deus (segunda leitura).

Autor: José Raimundo Oliva

COMENTÁRIO 2

O que levou os apóstolos a pedirem o aumento da fé em seus corações? Impressionante este apelo feito por eles a Jesus, aparentemente, de uma hora para outra. Que preocupação é esta? Entendamos.

Nessa ocasião em que os apóstolos pedem o aumento da fé em suas vidas, anteriormente, estes tinham ouvido e visto muitas coisas que os preocuparam muitíssimo. Os Doze deixaram tudo para seguir Cristo, como é narrado no momento do encontro de cada um deles com o Senhor; todavia, conforme foi se dando a caminhada, Jesus foi formando-os de forma muito direta, sincera e franca. E disse-lhes que o caminho que leva à vida é apertado; se alguém quisesse segui-Lo era preciso deixar tudo, inclusive seus familiares; que era preciso amar os inimigos e perdoar sempre e incondicionalmente; e tantas outras coisas mais. Essas exigências foram fazendo com que muitos discípulos abandonassem o seguimento, a caminhada; Jesus, vendo tantos desistirem, ainda pergunta aos apóstolos: “E vós: não quereis ir com eles?”

Os Doze ficam num embate tremendo e sabem que, para conseguir dar conta do recado, ou seja, perseverarem na caminhada, terão de ter a fé aumentada. Então clamam: “Aumenta a nossa fé!” Mas como entender essa história de aumento da fé? Existe fé aumentada? Temos ou não temos fé? A fé, ou se tem ou se não tem; como diz o ditado: “Ou temos fé de mais ou temos fé de menos”. Como entender isso? O que os apóstolos queriam dizer com esse pedido? Vamos lá.

Em nós existe um “lugar” – este não é físico – chamado: sacrário inviolável; neste “lugar” ninguém pode entrar; somente quem pode entrar lá é Deus e nós; nem o demônio pode lá entrar. O  maligno, sabendo que lá não possui acesso, investe de forma muito sorrateira e oportunista para fazer com que nos percamos. No dia do nosso batismo, a semente da fé, da esperança e da caridade foram depositadas dentro desse sacrário inviolável – no coração do ser humano, biblicamente falando. Nunca perderemos essas virtudes, pois são virtudes teologais e os dons de Deus são irrevogáveis. Então, o que o demônio faz? Faz com que o pecado envolva esse sacrário e crie uma petrificação em torno dele, fazendo com que o ser humano perca a sensibilidade da fé, da esperança e da vivência da caridade.

Quando os apóstolos pedem que a fé seja aumentada, o que eles estão pedindo, na verdade? Estão pedindo não que a fé – propriamente dita - seja aumentada, mas que de seus corações saiam essas realidades de pecado que estão tomando conta e que já se enraizaram em seus corações, como um pé de amoreira, conforme diz Jesus.

Daí entendemos quando Deus fala pelo profeta Ezequiel: “Derramarei sobre vós uma água pura e sereis purificados; derramarei o meu espírito sobre vós; tirarei do vosso peito este coração de pedra e colocarei um coração de carne”.
É preciso que venhamos a arrancar toda a realidade de pecado que se enraíza e petrifica o nosso coração, fazendo com que percamos a sensibilidade quanto a tudo aquilo que é de Deus e que nos coloca no Seu seguimento.

A fé alimenta a esperança e faz com que, com alegria, venhamos a ter alegria em servir; então, como está na Palavra, sou eu quem faço o outro sentar, pois quem precisa servir sou eu. Depois de servir, digo com alegria: não fiz mais que minha obrigação, pois se sirvo, sirvo pelo fato de ter a graça de Deus em poder amar; se amo e sirvo, sou amado por Deus não por causa disso, mas sou amado por ser filho. O Todo-poderoso me ama por aquilo que sou e não por aquilo que faço. Meu Deus é um Deus de amor e não um Deus das recompensas.

Padre Pacheco - Comunidade Canção Nova.

domingo, 26 de setembro de 2010

MENSAGEM DA SEMANA: Onde está o nosso coração: em Deus ou nas coisas? - Lc 16,19-31.

Preparação para a Leitura Orante

Preparo-me para a oração, rezando com todos os internautas:

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Creio, Senhor Jesus, que sou parte de seu Corpo. Trindade Santíssima - Pai, Filho, Espírito Santo, presente e agindo na Igreja e na profundidade do meu ser, eu vos adoro, amo e agradeço. E invoco o Espírito Santo para que me ilumine na Leitura Orante: Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis. E acendei neles o fogo do vosso amor. - Enviai, Senhor, o vosso Espírito e tudo será criado. - E renovareis a face da terra.

Oremos: Ó Deus, que instruistes os corações dos fiéis com as luzes do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas, segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação.

Por Cristo Senhor nosso. Amém.

Leitura Orante

Lc 16,19-31

Jesus continuou:

- Havia um homem rico que vestia roupas muito caras e todos os dias dava uma grande festa. 20Havia também um homem pobre, chamado Lázaro, que tinha o corpo coberto de feridas, e que costumavam largar perto da casa do rico. Lázaro ficava ali, procurando matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do homem rico. E até os cachorros vinham lamber as suas feridas. O pobre morreu e foi levado pelos anjos para junto de Abraão, na festa do céu. O rico também morreu e foi sepultado. Ele sofria muito no mundo dos mortos. Quando olhou, viu lá longe Abraão e Lázaro ao lado dele. Então gritou: "Pai Abraão, tenha pena de mim! Mande que Lázaro molhe o dedo na água e venha refrescar a minha língua porque estou sofrendo muito neste fogo!"

- Mas Abraão respondeu: "Meu filho, lembre que você recebeu na sua vida todas as coisas boas, porém Lázaro só recebeu o que era mau. E agora ele está feliz aqui, enquanto você está sofrendo. Além disso, há um grande abismo entre nós, de modo que os que querem atravessar daqui até vocês não podem, como também os daí não podem passar para cá."

- O rico disse: "Nesse caso, Pai Abraão, peço que mande Lázaro até a casa do meu pai porque eu tenho cinco irmãos. Deixe que ele vá e os avise para que assim não venham para este lugar de sofrimento."

- Mas Abraão respondeu: "Os seus irmãos têm a Lei de Moisés e os livros dos Profetas para os avisar. Que eles os escutem!"

- "Só isso não basta, Pai Abraão!", respondeu o rico. "Porém, se alguém ressuscitar e for falar com eles, aí eles se arrependerão dos seus pecados."

- Mas Abraão respondeu: "Se eles não escutarem Moisés nem os profetas, não crerão, mesmo que alguém ressuscite."

O que a Palavra diz?

Nesta parábola, que Jesus contou, está um forte apelo à conversão. Enquanto vivemos é tempo de conversão, mudança de vida, solidariedade, tempo de viver as propostas do Reino que é amor, perdão, justiça, fraternidade. Amanhã talvez, eu e você não tenhamos mais tempo. Depois da morte este tempo não existirá mais. E viveremos eternamente como fomos encontrados neste momento.

O que a Palavra diz para mim?

Pergunto-me se não estou deixando o tempo passar, deixando a conversão para depois.

O bem-aventurado Alberione recebeu de Deus e comunicou à Família Paulina, o apelo de viver em "contínua conversão". Os bipos, na Conferência de Aparecida, disseram: "No exercício de nossa liberdade, às vezes recusamos essa vida nova (cf. Jo 5,40) ou não perseveramos no caminho (cf. Hb 3,12-14). Com o pecado, optamos por um caminho de morte. Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação. (DAp 351).

O que a Palavra me leva a dizer a Deus?

Jesus me recomenda a dar aos outros o melhor, a partilhar, a viver a fraternidade.

Rezo ou canto com o Salmista (Sl 145)

Eu te exaltarei

1. Eu te exaltarei, meu Deus e Rei, por todas as gerações.

És o meu Senhor, Pai que me quer no amor!

Refrão

"Entoai Ação de Graças"/ E cantai um canto novo!/ Aclamai a Deus Javé,/ Aclamai com amor e fé!

1. Eu vou reunir Jerusalém/ Pra te louvar, ó Senhor!/ Te glorificar ao dar-me a tua paz!

2. Ao me revelar a tua lei/ As tuas mãos eu senti./ Sim, te louvarei enquanto eu existir.

Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?

Meu olhar de contemplação é um olhar de conversão que cancela tudo aquilo que em minha vida é acomodação, indiferença, omissão, como evitar as pessoas que precisam de mim. Que Deus abençoe este meu propósito.

Bênção

A bênção do Deus de Sara, Abraão e Agar, a bênção do Filho, nascido de Maria, a bênção do Espírito Santo de amor, que cuida com carinho, qual mãe cuida da gente, esteja sobre todos nós. Amém!

COMENTÁRIO 1

Esta parábola do Evangelho de Lucas é uma contundente denúncia da sociedade dividida entre ricos e pobres.

De um lado, um homem rico (anônimo), com roupas finas e elegantes, banqueteando-se; do lado de fora, o pobre Lázaro, cheio de feridas e faminto. Estas duas imagens nós as vemos diariamente, nos pobres que pervagam nas ruas e nos ricos em seus carros último modelo ou nas novelas da televisão.

Com outro olhar, podemos ver Lázaro entre os vivos acolhidos por Deus, e o homem rico na região dos mortos, no meio dos tormentos. há um abismo entre ambos.

De imediato, o texto dirige-se aos fariseus e às ricas elites do Judaísmo. Estes ricos não acreditaram nos profetas que anunciavam o projeto do Deus de amor, que é o resgate e a libertação dos pobres oprimidos e excluídos. E também não acreditaram no próprio Jesus, que, testemunhando o amor, venceu a morte imposta por eles. Dentre os profetas, é Amós o mais contundente na denúncia da riqueza (primeira leitura). Ele associa Davi àqueles que levam a vida com todo o gozo que a riqueza lhes proporciona.

Pela fé, fomos chamados ao seguimento de Jesus, em comunidade, na justiça, na piedade, na caridade, na constância, na mansidão (segunda leitura), que nos inserem na vida eterna.

Autor: José Raimundo Oliva

COMENTÁRIO 2

Estamos nos aproximando do término de mais um ano litúrgico da vida da Igreja. Estamos iniciando a 26ª semana do Tempo Comum. Estamos à algumas semanas de iniciarmos mais um ano litúrgico, com o Tempo de Advento. Para dizer que, conforme vai se aproximando o encerramento do ano litúrgico, vamos nos deparando com uma realidade escatológica a partir da Palavra de Deus, ou seja, com as últimas coisas acerca da existência humana neste mundo.

Neste final de semana, mais uma vez a palavra nos faz questionar a respeito da maneira que estamos administrando a nossa vida; onde estamos colocando nossa vida, o seu sentido, a nossa esperança: em Deus ou nas coisas passageiras desta vida.

Para melhor entendermos isso, a partir da palavra de Deus, como um todo, na liturgia da Igreja para este final de semana, algumas coisas precisarão ficar bem claras na nossa cabeça e na nossa compreensão, principalmente a respeito daquilo que é trazido por Lucas, no evangelho de hoje.

Em primeiro lugar, nos é apresentado dois principais personagens: lázaro e o homem rico. Não sei se percebemos isso, mas é fundamental percebermos, caso ainda não viemos a perceber: em momento algum é apresentado Lázaro como uma pessoa boazinha, como também não é apresentado o contrario. Também, em momento alguns é apresentado o homem rico como uma pessoa má – prova disso é o fato de Lázaro não sair da porta da sua casa, pedindo alguma coisa.

A conduta de um para com o outro, não é o principal questionamento que a palavra nos apresenta. A questão está mais a fundo, ou seja, no que está dentro do coração de cada um deles acerca daquilo que verdadeiramente vale a pena neste mundo.

Lázaro ganha a eternidade junto de Abraão – Abraão aqui significando nosso pai na fé, o homem da promessa – não porque era pobre e mendigo; ele ganha porque teve a coragem de colocar o seu coração no lugar certo, ou seja, não nas coisas perecíveis, mundanas, realidades terrenais, mas em Deus. O homem rico perde a eternidade, não porque tinha bens, mas porque colocou sua esperança nestes bens.

A grande pergunta que devemos fazer para cada um de nós é esta: onde estamos colocando nossa esperança? Neste mundo – nas coisas – ou naquilo que é do céu, ou seja, em Deus? Somos convidados a colocar nossa esperança em Deus, pois, caso contrario, passamos a colocar em nós mesmos; quando colocamos em nós, passamos a viver para nós mesmos e passamos a nos tornar insensíveis às necessidades dos irmãos.

Nada pode me garantir a felicidade no mundo vindouro, a não ser o bem que vivo e faço para que os outros tenham um pouco mais de vida e sentido de viver a vida. Somos chamados a viver e a propagar a dignidade entre todos. Por mais que venhamos a ter todos os bens do mundo, se isso não me fizer se uma pessoa despojada, serei mais pobre do que qualquer mendigo. Aliás, a verdadeira pobre está no fato do coração estar amando errado. pa Amemos o que deve ser amado colocando nosso coração no lugar certo.

Padre Pacheco - Comunidade Canção Nova.

domingo, 19 de setembro de 2010

MENSAGEM DA SEMANA: A quem estamos servindo? - Lc 16,1-13.

Preparação para a Leitura Orante
Preparo-me para a Leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que se neste ambiente virtual. Rezamos em sintonia com a Santíssima Trindade.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Senhor, nós te agradecemos por este dia. Abrimos, com este acesso à internet, nossas portas e janelas para que tu possas Entrar com tua luz. Queremos que tu Senhor, definas os contornos de Nossos caminhos, As cores de nossas palavras e gestos, A dimensão de nossos projetos, O calor de nossos relacionamentos e o Rumo de nossa vida. Podes entrar, Senhor em nossas famílias. Precisamos do ar puro de tua verdade. Precisamos de tua mão libertadora para abrir Compartimentos fechados. Precisamos de tua beleza para amenizar Nossa dureza. Precisamos de tua paz para nossos conflitos. Precisamos de teu contato para curar feridas. Precisamos, sobretudo, Senhor, de tua presença Para aprendermos a partilhar e abençoar!
Ó Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tem piedade de nós.
Leitura Orante
Lc 16,1-13
Jesus disse aos seus discípulos:
- Havia um homem rico que tinha um administrador que cuidava dos seus bens. Foram dizer a esse homem que o administrador estava desperdiçando o dinheiro dele. Por isso ele o chamou e disse: "Eu andei ouvindo umas coisas a respeito de você. Agora preste contas da sua administração porque você não pode mais continuar como meu administrador."
- Aí o administrador pensou: "O patrão está me despedindo. E, agora, o que é que eu vou fazer? Não tenho forças para cavar a terra e tenho vergonha de pedir esmola. Ah! Já sei o que vou fazer... Assim, quando for mandado embora, terei amigos que me receberão nas suas casas."
- Então ele chamou todos os devedores do patrão e perguntou para o primeiro: "Quanto é que você está devendo para o meu patrão?"
- "Cem barris de azeite!" - respondeu ele.
O administrador disse:
- "Aqui está a sua conta. Sente-se e escreva cinqüenta."
- Para o outro ele perguntou: "E você, quanto está devendo?"
- "Mil medidas de trigo!" - respondeu ele.
- "Escreva oitocentas!" - mandou o administrador.
- E o patrão desse administrador desonesto o elogiou pela sua esperteza.
E Jesus continuou:
- As pessoas deste mundo são muito mais espertas nos seus negócios do que as pessoas que pertencem à luz. Por isso eu digo a vocês: usem as riquezas deste mundo para conseguir amigos a fim de que, quando as riquezas faltarem, eles recebam vocês no lar eterno. Quem é fiel nas coisas pequenas também será nas grandes; e quem é desonesto nas coisas pequenas também será nas grandes. Pois, se vocês não forem honestos com as riquezas deste mundo, quem vai pôr vocês para tomar conta das riquezas verdadeiras? E, se não forem honestos com o que é dos outros, quem lhes dará o que é de vocês?
- Um escravo não pode servir a dois donos ao mesmo tempo, pois vai rejeitar um e preferir o outro; ou será fiel a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e também servir ao dinheiro.
O que diz o texto do dia?
Muitos acham esta parábola desconcertante. Ela diz claramente que o administrador era desonesto. E, no entanto, o patrão o louva. Mais ainda: Jesus o apresenta como modelo. O administrador usa de sua esperteza. Procura cercar-se de amigos. E os faz através dos devedores do seu patrão. O recurso que utiliza é engenhoso e desonesto. O patrão admira o seu engenho. Muitas vezes falta aos cristãos a criatividade. Como diz Jesus noutra passagem: ser "simples como as pombas e prudentes como as serpentes" (Mt 10,16). O Mestre não louva o erro, o engano, mas a habilidade, a criatividade. Na parábola de Jesus, Deus é o patrão defraudado que nos recebe no seu Reino.
O que o texto diz para mim, hoje?
Os bispos na Conferência de Aparecida lembraram: " Dos que vivem em Cristo se espera um testemunho muito crível de santidade e de compromisso. Desejando e procurando essa santidade não vivemos menos, mas melhor, porque, quando Deus pede mais, é porque está oferecendo muito mais: "Não tenham medo de Cristo! Ele não tira nada e nos dá tudo!"(DAp, 352).
E eu me interrogo: Como é meu testemunho? Sou uma pessoa criativa nas coisas de Deus?
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos e concluo com a oração:
Jesus, Mestre:
que eu pense com a tua inteligência, com a tua sabedoria. Que eu ame com o teu coração. Que eu veja com os teus olhos. Que eu fale com a tua língua. Que eu ouça com os teus ouvidos. Que as minhas mãos sejam as tuas. Que os meus pés estejam sobre as tuas pegadas. Que eu reze com as tuas orações. Que eu celebre como tu te imolaste. Que eu esteja em ti e tu em mim. Amém.
Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus?
Meu olhar deste dia será iluminado pela presença de Jesus Cristo, acolhido no meu coração e no coração das demais pessoas. Meu olhar estará voltado para todas as oportunidades em que posso anunciar o amor de Deus.
Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
-Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
COMENTÁRIO 1
Lucas tem como uma de suas características a crítica das riquezas. Logo no início de seu Evangelho, no Cântico de Maria, Deus "derruba os poderosos de seus tronos e eleva os humildes, enche de bens os famintos e despede os ricos de mãos vazias" (Lc 1,52s).
Na parábola de hoje é feita a denúncia do "dinheiro iníquo". Parecem estranhas as imagens de um homem rico e um administrador corrupto nesta parábola. A esperteza do administrador estava em manipular o dinheiro injusto acumulado pelo homem rico, favorecendo aqueles que se tornariam seus amigos. Pode-se entender que a parábola sugere que o dinheiro deve ser usado para fazer amigos. As riquezas acumuladas por poucos podem ser usadas para o bem de todos, criando laços de amizade. Já nos primeiros séculos da era cristã, os Padres da Igreja denunciavam, de maneira contundente, que toda acumulação de riqueza era fruto da injustiça. No profeta Amós (primeira leitura) vemos também esta denúncia.
Assim sendo, o restabelecimento da justiça se faz pela partilha destas riquezas. Jesus apresenta a todos uma opção radical: "Não podeis servir a Deus e ao dinheiro". Lucas destaca que os fariseus eram "amigos do dinheiro" e, por isso, zombavam de Jesus. As elites ricas da sociedade também zombam, condenam e perseguem aqueles que lutam pela partilha dos bens e da terra.
Autor: José Raimundo Oliva
COMENTÁRIO 2
O Evangelho deste final de semana, do 25º Domingo do Tempo Comum, nos apresenta uma verdade fundamental para o nosso seguimento de Jesus Cristo: ou servimos a Deus ou servimos ao dinheiro. Não existe meio-termo: ou amamos um e odiamos o outro, ou nada feito; não dá para ficarmos em cima do muro; precisamos nos decidir. Aliás, a vida é feita e foi sempre feita por decisões; a vida tem o sentido que tem pelas decisões que tomamos.
Cristo, para bem ilustrar a decisão que precisamos tomar para atingir a verdadeira felicidade – que está n’Ele – nos apresenta uma parábola muito interessante e que nos faz refletir e repensar acerca da vida que estamos vivendo.
Jesus, na parábola, apresenta um certo administrador que está  dirigindo de forma muito errada os bens do seu patrão. Ele – o patrão – deixa bem claro que vai demiti-lo, pois não há mais condições de administrar no que diz respeito ao fato da falta confiança; o patrão deixa de acreditar em seu administrador.
O administrador infiel, sabendo que vai ser demitido e que vai passar por muitas dificuldades, e que nada material vai suprir sua carência, diz para si, em outras palavras: “Já estou velho, cansado, sem condições de reiniciar a minha vida… já é tarde, e agora só me resta me preocupar com aquilo que vale a pena”. Ele vai aos devedores do seu patrão e pede a eles colocar, como dívida, um valor a pagar, bem menor do que é a realidade a ser acertada. Estes que deviam, passam a dever muito menos e se sentem na obrigação de reconhecer que, uma dívida, agora, possuem para com aquele administrador que lhes ajudou.
Jesus elogia profundamente a atitude daquele administrador. Sim, por incrível que pareça, Cristo acha muito inteligente a sua atitude diante da dificuldade que encontra na vida. Todavia, meus irmãos e minhas irmãs, vamos entender o que o Senhor elogia e nos motiva a fazer, a exemplo daquele administrador, que, com certeza, o fato elogiado não é a corrupção e a pilantragem dele. É outra coisa que, mais adiante, vamos entender perfeitamente.
Nessa época, na época de Jesus, este sistema de trabalho funcionava da seguinte forma: o patrão estipulava um certo valor a respeito da mercadoria que ele vendia e propunha aos administradores o seguinte: o que estes conseguissem a mais seria [no valor da mercadoria comercializada] deles. Por exemplo, se um barril de óleo o patrão cobrasse cem reais e o administrador cobrasse 200 reais,  estes cem reais excedentes seriam do administrador. Para entendermos que, na parábola, o administrador não baixa o valor que o patrão estipulara, ou seja, o desconto que ele pede para pôr no papel é o resultado [do referido administrador  dessa parábola] de não cobrar a parte que seria dele. Ele oferece esta parte em troca da amizade deles, pois passa a saber que, nesta vida, muito mais importante que ter dinheiro é ter amigos.
O elogio que Jesus faz acerca deste administrador, e que chama a atenção para que nós venhamos a fazer o mesmo, é que, nesta vida, muito mais importante que bens materiais são os relacionamentos que fazemos com os irmãos e com Deus. Com Deus numa vida profunda de oração, como vai dizer Paulo na 2ª leitura e com os irmãos, como diz a parábola.
Esse administrador teria todos os motivos para não dar nenhum desconto àqueles que deviam para o seu patrão, pois ele precisaria dessa soma, com certeza, logo depois, pois seria demitido. Não, ele vê que na vida bens materiais ficam, perecem, são realidades terrenas; eterno, com profundo sentido, são os relacionamentos que fazemos com Deus e com nossos irmãos. Estes não acabam jamais. Esta é a esperteza que Cristo elogia.
Como se encontram os nossos relacionamentos? Estamos dando mais tempo e atenção, em nossa vida, aos irmãos e a Deus ou aos bens materiais? É impossível servir a Deus e ao dinheiro; devemos tomar uma decisão!
Padre Pacheco - Comunidade Canção Nova.